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RELEMBRANDO

BAILES DE DEBUTANTES

Os Bailes de Debutantes surgiram na Europa antiga, tempo em que nobres famílias realizavam um grande baile social com intenções de atrair possíveis pretendentes para suas filhas moças. Após a Revolução Francesa, a tradição propagou-se aos outros continentes, pois as famílias fugindo da guerra migravam para colônias européias, como no caso do Brasil.          Sucesso absoluto nos anos 50 no Brasil, o primeiro baile de debutantes na Recreio foi em 1963. Todos os acontecimentos que envolviam o baile ocupavam grandes espaços nas colunas sociais nos jornais de destaque em todo o país. Em todas as cidades, a Sociedade Recreio Gramadense sempre foi referência no Rio Grande do Sul. Meninas que moravam em outros municípios debutavam aqui.     Para organizar a grande festa, a diretoria do clube entrava em contato com as famílias das meninas que completariam 15 anos no próximo ano e vendiam um pacote de atividades que envolviam o evento. Um calendário intenso de ações especiais para as adolescentes durante o ano promovia encontros que antecediam a grande noite, como jantares, almoços, cursos de etiqueta social e passeios. Tudo fazia parte do pacote que a família comprava, inclusive a mesa para o luxuoso e impecável jantar baile.       O estilo da decoração da festa, as músicas e as danças se adequavam ao período, mas precisavam agradar aos pais e filhos. Porém, a valsa, mistura de danças de camponesas austríacas e alemãs, era oficial nestas ocasiões. O ponto alto da festa acontecia quando as moças que eram aguardadas pelos pais surgiam para apresentação individual no salão com um vestido deslumbrante para dançar valsa com seu pai.       Por razões econômicas, na década de 80 o baile passou a ficar em segundo plano no desejo das meninas que optavam por viagens à Disney e debutar passou a ser considerado “fora de moda”, pela maioria delas. Neste mesmo período a Recreio precisava de reformas estruturais, o que mais tarde realmente aconteceu, fazendo com que, durante as obras, alguns bailes fossem realizados nos modernos centro de eventos dos principais hotéis da época.     Os bailes de debutantes tradicionais voltaram com força total e a cada ano se superam em criatividade e efeitos especiais. Mais de 300 meninas gramadenses e de fora, já desfilaram no salão do clube.        O tempo passou, e a Recreio continua se aperfeiçoando na organização deste evento que exige tanto requinte. Contamos na nossa cidade com profissionais especialistas. Em Gramado, na Serra Gaúcha, a Sociedade Recreio Gramadense realiza festas deslumbrantes com estilo, mantendo a tradição e a alegria das baladas modernas.            APOIO:      

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OS SHOWS SERTANEJOS

O ex presidente Paulo Volk conta que o senhor Claudino Weber, seu avô, dirigiu o clube de 1939 a 1941. Juntamente com a diretoria, publicou um edital de concorrência para arrendamento da copa. Os interessados apresentavam as suas propostas, por escrito, em envelope fechado, entregue ao presidente. Naquela época foi escolhido o Sr. Guilherme Dal Ri, que oferecia muitas vantagens. “A Recreio fez parte da minha adolescência, frequento o clube desde os 13, 14 anos. Vivíamos um resquício da ditadura em uma sociedade um tanto fechada”, diz.   “As festas aconteciam na sacada do clube. Ali era o nosso domingo de avant premier da juventude de Gramado. O Domingo era o dia mais esperado. Começava pelas 16h e ia até às 22h. Além de Raul Belgander, Ney Lisboa, Os Batucas, Os Lenheiros , havia música eletrônica. Dj, em toca disco Phillips de abrir a tampa e rolar som no vinil. Era o auge das músicas americanas. Bee Gees, Beatles e samba patie. Havia muitas brigas, entre Gramadenses e Canelenses, já que eles vinham para cá namorar as gurias de Gramado, a gente ficava com ciúmes, e quando a gente ia pros bailes em Canela, acontecia a mesma coisa. Então, ora apanhava lá, ora apanhava aqui, ora surrava lá e ora surrava aqui. Mas mesmo assim, o clube era um local que tinha um controle rígido das famílias, da sociedade, da diretoria e dos estatutos.  Em 74, 75, 76, se dançava juntinho, mas afastado. Não podia abraçar muito, tinha que ter respeito. Nos bailes tradicionais a noite, era mais complicado arranjar uma namorada, pois eram bailes mais de família e as meninas vinham acompanhadas dos pais, então, difícil se aproximar. No carnaval era um pouco mais solto, mais liberal. Os carnavais, na minha adolescência proporcionaram muitas paqueras. Normalmente acontecia assim: as gurias ficavam circulando, dançando no salão e a gente ficava parado. Quando rolava interesse, a gente colocava a mão no obro e começava a dançar junto, rodando pelo salão. A regra era clara: se a guria deixava ficar com a mão no obro seguia sambando junto. Se elas saía fora, tirava a mão, tinha que deixar a moça seguir sozinha. Então voltava e continuava ali, pescando até encontrar uma namoradinha” recorda. “Tenho várias lembranças de Bailes de Debutantes, era quando víamos as flores surgirem. Aquelas gurias que estavam presas em casa, eram apresentadas a sociedade. Foi num baile de Debut que comecei a namorar a Neka que foi minha esposa durante 30 anos”, lembra. Conta que durante a sua gestão os bailes de debutantes começaram a ficar ultrapassados, pois havia uma tendência de as meninas ganharem passagens para a Disney, no lugar de debutarem ou fazerem festa de 15 anos. Comportamentos tradicionais sendo substituídos.      Aos 29 anos quando assumiu a diretoria da Recreio desde. 1989 até 1993, conta que “o clube vinha se apagando, de certa forma, conservador demais para aquela época. Eu como representante da juventude, entendi que a Recreio não oferecia mais atrativos para os jovens. Bailes de Carnaval permaneciam. Baile de Reveillon, e Baile do Chopp, Baile de Debutantes já não faziam muito sucesso. O clube não tinha mais muita receita. Era o momento das eleições diretas no Brasil, 1988. Ano de movimento político muito importante na história do país, nova constituição. Houve grandes mudanças no comportamento da sociedade”, lembra.      Junto com uma turma de amigos, a idéia era resgatar a alma do clube. “Para fazer caixa decidimos trazer shows. A dependência do clube era pequena, então pedimos o pavilhão da Prefeitura. Eu como gosto muito de sertanejo, optei por trazer o “Chitãozinho e Xororó”. Show inédito em Gramado, junto com “Os Atuais”, que era um baita conjunto. O resultado foi fantástico e esse show motivou outros shows”, lembra. Promoveram um jantar baile com a cantora Rosana, e organizaram show também com “Teodoro e Sampaio” e Mercedes Sosa, todos com sucesso absoluto. Mas clube realmente estava envelhecendo. “O desafio de transformar o clube velho em um clube novo, e não apenas trazer uma gurizada nova para tocar pois os frequentadores eram bolonistas e o jogadores de carteado. Investimos uma parte dos resultados destes eventos em pinos automáticos de bolão, com recolhedor automático de pino. Nos enganamos, pois o Bolão estava morrendo e iniciando a era do Boliche nas boates” diz.     Em 1994 com apoio de grande parte do empresariado Gramadense, seu amigo Alemir Coletto o substituiu na presidência e iniciou a grande reforma necessária. “Ele conseguiu manter o aspecto arquitetônico, com a preservação do passado do clube, mas modernizando. O fato de poder ter contribuído com esta história me deixa muito honrado. É uma doação pessoal, para a sociedade, legado, sujeito a críticas e sujeito a aplausos. Sinto saudades de como tudo isso foi construído. Se é possível sonhar e é possível realizar” conclui.           APOIO:                   

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OS BOLONISTAS

No Brasil, assim como o jogo de Bocha está mais ativo dentro das comunidades italianas, o Bolão é concentrado entre descendentes alemães, e mais praticado na região Sul do Brasil. Os grupos históricos que fizeram parte do Bolão da Recreio tiveram papel fundamental para a concluir a construção da sede de alvenaria na década de 50, bem como o pavilhão com as moderníssimas canchas. Através de registros fica claro o envolvimento dos participantes em todos os períodos administrativos durante a evolução do clube, por muitas décadas. Para fazer parte de um Bloco de Bolão havia a condição se associar-se a Sociedade Recreio Gramadense, ser casado e sujeitar-se ao regulamento organizado pelo grupo.      A parir da década de 40 há registros de churrascos nos fundos da Recreio, perto do hospital. As famílias dos bolonistas plantavam árvores para sombreamento e mais conforto. Cuidavam dos jardins e das vertentes que passavam neste trecho. A rua Madre Verônica era um caminho estreito para o Hospital São Miguel, com poucas residências próximas. Até o início dos anos 60 muitos eventos das famílias gramadenses aconteceram neste espaço arborizado.   O GRUPO VIRTUDE É provável que tenha iniciado em 1925. Em junho de 1935 é riscado o nome Virtude  e colocado Combate. Alguns nomes listados são: Oscar Fisch, Otto Meyer, Cláudio Stangerlin, Reynaldo Sperb, Afonso Bordin, Arthur Zwetsch, Arno Sander, Bruno Riegel, Eduardo Seibt, João Nicoletti Daros, Antonio Accorsi, João Dal Ri, Aquilino Libardi, Edvino Jacobsen, Olímpio Benno Ruschel, Augusto Daros, Floriano Petersen, Euzébio Balzaretti, Argento Bertolucci, Armando Ruschel, Guilherme Dal Ri, Pedro Berti.     BLOCO COMBATE  Fundado em 3 de março de 1925, presume-se que era o antigo Virtude, ou que acolheu o extinto grupo. Alguns componentes: Boaventura Ramos Pacheco, Rodolfo Waslawick Filho, Agusto Zatti, João Leopoldo Lied, Pedro Candiago, Rodolfo Arend, Henrique Bertolucci, João Henrique de Castilhos, Maximiliano Gaspar, Reynaldo Sperb, Virgílio Zanotti, Ângelo Rossi, German Heller, Benno, Willy e Armando Ruschel, Alfredo Waslavick, Adilso Franck, Antônio Barbacovi, Hugo Daros, José Witmann, Orlando Koetz, Padre Luiz Manéa, Miguel Sbabo, Renato Kasper, Walter Sempé, Remi Belotto, João Sartori, Elias de Moura, Eddy Oaigen, Gersi Accorsi, Abel Parmeggiane, Adelino Catucci, Eduardo Bisol, Paulo Pante, Carmo Henzel, Fabio Weeck, Izaias Cartana, Lauri Arnold, Danglar Libardi, Gilmar Colisse, Roque Moschen, Raul Sartori. Mesmo nos registros mais antigos mostram que eles treinavam obrigatoriamente uma vez por semana e que pagavam para se divertir. Desafios, muito comuns valendo churrascos e macarronadas aconteciam entre os componentes e especialmente com outros blocos. Havia conta no "Armazem Ferreira, Seccos, Molhados e Especialidades",  que registrava fornecimento de mandioca, cana, sal, papel, e erva e pão novo, na padaria "Wilibaldo Schlier". O mais tradicional adversário do Combate era o Garra de Ferro, de Caxias do Sul. Há registros do Bloco Combate, filiado à Recreio, até o ano de 1991.   VAMPIROS Fundado em 28 de agosto de 1926, encontram-se registros até o ano de 1935. A Coletoria Estaduual que funcionava no povoado naquela época, retinha a reserva finaceira do bloco como se fosse um banco. O URSO pagava multa. Se o jogador fazia BANDA, também pagava multa. O CAPITÃO pagava extra também. A luz e alguel das canchas eram pagos separademente ao clube. Organizavam cchurrascos, bailes e fetejos no clube. alguns componentes: Henrique Castilhos, Agostinho Dall Alba,, Hugo Daros, Ernesto Schroer, Reinaldo Haugg, Virgilio Balzaretti, Evaldo Sorgetz, Francisco Alexandre Zatti, Erny Hermann.   GRUPO DE BOLÃO 15 DE ABRIL Fundado em 15 de abril de 1928. Este grupo se dispunha a dar toda a renda arrecadada para o clube, com a condição de que não fosse cobrado aluguel da cancha e os demais encargos.   Não há registros dos nomes dos participantes deste grupo.     GRUPO TUYUTY Fundado em 6 de março de 1925, o nome foi escolhido em homenagem a um dos mais gloriosos feitos de bravos soldados comandados por Manoel Luiz Osório. Os últimos registros deste Bloco, filiado à Recreio foram em 1991. Constituído durante todas as décadas em que permaneceu por alguns componentes aqui mensionados: Cláudio Pasqual, Rodolfo Schlieper, Jorge Bard, Reinaldo Muller, Waldemar Marques, Henrique Bertoluci Sobrinho, Valentin Zanotti, Jurandy Bender, Rudi Schlieper, Oscar Bauer, Oscar Fisch, Zeno Sturmer, Bruno Muller, Ingo Ramm, Victório Lazaretti, Julio Chaulet, Cláudio Stangherlin, Caludino Weber, Daniel Arend, Demetrio Pereira dos Santos, Dante Bordin, Leopoldo Rosenfeld, Francisco Perini, Secundino Prezzi, Almeris Peccin, Erico Albrecht, Emilio Darsie, Helmuth Fries, Helmuth Sorgetz, João Francisco Bertoja, Leopoldo Preto, Oscar Dal Ri, Pompeu Peccin, Walter Plutzenreiter, Waldemar Weber, Alexandre Fleck, Airton Fleck, Alexandre Albrecht, Arlindo Zinke, Clelio Tisott, Delvair Ghesla, Décio Tisott, Gilberto Drecksler, Gilmar Ramm, João Alberto Oliveira, João Carlos Brentano, Luis Carlos Stopassola, Roque Silva, Waldemar Ramm, Wandir Sthal, Ulli Rolof, Edésio Reck, Nelson Fassbinder, Alcenio Fassbinder, lcides Balzaretti, Paulino Castilhos.    CASTELO Fundado em 08 de maio de 1946. Dos blocos masculinos, foi um dos primeiros a ter uniforme para os jogadores, em 1966. Usavam calça escura e camisa branca com logo de um Castelo impresso escrito: CASTELO – GRAMADO. Realzo torneios com os demais blocos filiados e bailes de aniversário com entregas de taças,. Alguns dos integrantes: Celestino Tomazelli, Alceno Noé, Rudi Benetti, Romildo Bazzan, Angelo Boff, Atílio Sacket, Egídio Weber, Quintino Gonçalves, Remi Melara, Reinaldo Baqui, Setembrino Boniatti, Ernesto Zorzanello, Edésio Reck, Egidio Michaelsen, Werno Drecksler, Roque da Silva, Pedro Roldo, Rudi Sartori, José Carlos Ferreira Bastos.       BLOCO DE BOLÃO OS GRAMADENSES Composto por casais gramadenses, fundado no final dos anos 70. Treinavam aos domingos à noite. Os participantes eram, entre outros: Aurélio e Iraci Sartori, Armando e Nair Oberher, Antonio e Flávia Barbacovi, Alfredo e Rosa Becker, Edésio e Arcelita Reck, Ermindo e Alice Moschen, Élio e Leilaine Correia, Henrique e Amabile Giacometti, Ivo e Anita Barbacovi,  Isaias e Nelci Abraham, Júlio e Pierina Carniel, Olídio e Elli Dutra, Sérgio e Cristina Schneider, Sérgio e Gládis Moschen, Wilson e Ludiva Fassbinder, Wilibaldo e Helma Oberher.             APOIO:               



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