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RELEMBRANDO

CLUBE NOVO, VIDA NOVA!

Jorge Barbacovi, Conselheiro, tem muitas lembranças com sua família na Recreio. Desde bem pequeno, sempre esteve envolvido com o clube. As imagens ilustram o momento da realização de um sonho: a festa de casamento, no final do mês de Outubro, há dezenove anos atrás!   Festa de Casamento Jorge e Márcia na Recreio Gramadense. Foto: Arquivo Pessoal   “Meus pais faziam parte do bolão de casais e eu os acompanhava, montava os pinos e ganhava um dinheirinho em troca. Mas há uma história que aconteceu comigo e imagino que com outras crianças, da minha época. Eu sou o mais novo de casa e quando pequeno, não participava dos eventos à noite. Meu pai e meus irmãos estacionavam o carro bem na frente do clube, ainda de dia, bem cedo, para reservar um bom lugar. À noite, quando vinham participar do evento no clube, guardavam o Jorginho dentro do carro e às vezes, davam uma espiadinha para saber como eu estava... Então desde sempre, a Sociedade fez parte da minha vida, mesmo do lado de fora!”, conta.     Festa de Casamento Jorge e Márcia na Recreio Gramadense. Foto: Arquivo Pessoal   Do tempo da Recreio antiga, lembra-se das canchas de bocha e de bolão e também das churrasqueiras: “Fazíamos bastante churrasco, na lateral das canchas além das festas na boate do clube. O mesmo pessoal que frequentava a Boate do Tênis no sábado a noite, vinha para a Recreio, nas sextas. Assisti aos Engenheiros do Hawaii em ambiente bacana, com bastante Gramadense. Os sócios pagavam preço especial. Depois mudou muito o perfil do público”.   Stefania Gobbi, Hellen Michaelsen, Carla Benetti, Cíntia Libardi, Márcia Maldaner, Diana Correa, Karen Dinnebier, Fabricia Bergamo, Ana Paula Benetti. Foto: Arquivo Pessoal   Em 1999, convidado pelo então presidente Alemir Coletto, participou da Diretoria e acompanhou todo o período da reforma. “As reuniões aconteciam na garagem da antiga delegacia e no inverno era cruel. Parecia um freezer com muita umidade e frio! Só no final de 1999, voltamos para a sede, quando entregamos o projeto Recreio 2000. Passamos por inúmeros obstáculos, com determinação de realizar um sonho, uma nova Recreio. Com orçamento apertado, várias vezes, confeccionamos os enfeites, decorações, colhendo matéria prima na natureza, com chuva, no mato, para fazer alguns eventos acontecerem. Todo esforço e dedicação valeram muito a pena, pois conseguimos juntos passar por dificuldades para chegarmos na realidade que vivemos hoje.  A Recreio é uma referência no Rio Grande do Sul e no Brasil e exigiu muita coragem para fazê-la chegar até aqui”, lembra.   Festa de Casamento Jorge e Marcia, na Recreio. Foto: Arquivo Pessoal   Com amigos fundou o bloco Sópránóis, em 1998. “Sempre viemos aos Carnavais, pelo ambiente, segurança. Os melhores bailes sempre foram na Recreio. Lembro-me de uma noite de Carnaval, no fim da obra e ainda não estava tudo 100% como deveria estar. Por volta da meia noite terminou a luz! Black out total! Geralmente depois do desfile dos blocos é que começa o Carnaval e foi uma pena por que aquela noite não durou muito. A luz realmente não voltou... O interessante  é que mesmo assim, no escuro, os blocos continuaram tocando! Não houve confusão nenhuma e os foliões entenderam que era um novo momento na Recreio. Eu não esqueço, deste momento tenso e que passei aqui”, diz.   Jorginho Barbacovi, Relembrando na Recreio, 2019. Foto: S.R.G   Jorge Barbacovi e Márcia Maldaner começaram uma vida nova na Recreio. Organizaram uma linda festa de casamento e receberam com muito carinho amigos e familiares. “Eu e minha esposa Márcia estávamos muito ansiosos para que o clube ficasse pronto e realizássemos nosso casamento aqui na Recreio. Queria muito que a Sociedade Recreio Gramadense fosse o cenário para a realização deste sonho. Sou grato por todos os momentos incríveis que passei aqui! Creio que nosso casamento foi o primeiro depois da reforma. Lembro dos convidados que vieram de fora comentando sobre a estrutura maravilhosa da nova Recreio. Ao invés de me parabenizarem pelo meu casamento, ou pela festa, os olhares eram para o lindo ambiente do novo clube”.        APOIO:          

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OS PEQUENOS CANTORES DE GRAMADO

O gramadense Fabio Bertoluci colaborou no resgate da história da Recreio, salientando a importância em cumprir o papel proposto desde a sua fundação que é oportunizar a integração da sua comunidade. “Quando criança eu gostava muito de admirar os armários do bolão, com os troféus. Meu pai fazia parte dos Vampiros e eu adorava ver as fotos dele registrando as conquistas. Na minha juventude, as coisas aconteciam aqui, em um mundo completamente diferente de hoje, quando tinham os calendários oficiais dos bailes na Recreio. Nos carnavais, foram várias voltas no salão com muito confete e serpentina. Durante muito tempo também frequentei a Boate, onde a turma da minha geração se encontrava para dançar e conversar, à noite no terraço” lembra.   Presidente da Recreio ke Koetz e Fabio Bertoluci, Relembrando na Recreio, 2019. Foto: S.R.G   Além desses momentos de integração e de encontros que participou, Fábio conta sobre Os Pequenos Cantores de Gramado. “Na década de 70 havia um grupo de moços liderados pela Sílvia Zorzanello, em um momento em que os Pequenos Cantores da Guanabara, destacavam-se na mídia, na época. Entenderam que aqui em Gramado conseguiriam fazer e fizeram! Uma gurizada, usando batas azuis claras, estilo de coral mesmo, parecia um bando de gato miando, mas era lindo. Cerca de cinquenta guris, pequenos, por volta dos dez ou doze anos. Os pequenos cantores se reuniam, ensaiavam e apresentavam-se na Recreio”, lembra.      Beto Bondan, Carlos Klauck, Carlos Sorgetz, Gilberto Perini, Henrique Bertolucci, Jorge Bertoluci, Rafel Reis, Francisco Willrich, Jonas Pandolfo, Jorge Weber, Paulo Drecksler, Jurandyr Bezzi, João Alberto Oaigen, Fabio Bertoluci, Fernando Boesch, Paulinho Reis, Paulo R. Oaigen, Osmar Accorsi e Alexandre Masotti.   Nas imagens, Os Pequenos Cantores de Gramado na comemoração de 50 anos da Sociedade Recreio Gramadense. Dirigidos por Marília Daros, Irci Sturmer, Glacenir Sorgetz e Eliana Ferreita, registrado no livro "Eterna Recreio...".     Os Pequenos Cantores de Gramado, 1965. Acervo Particular Hugo Daros   Em tempo: Os Pequenos Cantores da Guanabara era um vocal formado por 35 meninos por volta dos 13 anos de idade, do Colégio Salesiano do Rio de Janeiro, criado no início da década de 1960. Contratados pela Philips gravaram em 1962 o LP "Vozes da Cidade Maravilhosa. “Os Pequenos Cantores de Gramado, uma página interessante, em que a Recreio foi partícipe fundamental, com a Silvia Zorzanello e um grupo maravilhoso de moços. “Este foi um momento artístico único na minha vida. Era a oportunidade de fazer parte dessa turma ou ficar fora de tudo. Minha mãe não deixava escolha e eu tinha participar de qualquer jeito. Na verdade, nunca aprendi a cantar, ficava muito ansioso. Mas todos aplaudiam e tudo certo!”   Imagem Capa do Disco "Os Pequenos Cantores da Guanabara"   Era realmente outro contexto e este exemplo retrata o papel da Recreio em disponibilizar o seu espaço para movimentos sociais e culturais desse tipo. “Era uma condição única na época, diferente de hoje. Gramado tem um movimento espetacular para uma cidade do tamanho dela e mesmo com diferenças de épocas e de cultura, a Recreio continua mantendo seu papel em cenários completamente distintos oportunizando situações inéditas, criando um espaço de experimento, conectando a cidade e as pessoas que vivem aqui”, diz. A Recreio é um espaço importante e se ajusta aos comportamentos sociais. “Respeito e tenho um sentimento muito positivo em ver como o clube segue por muitas mãos que, do seu jeito e com seu melhor esforço, mantém este papel. Objeto social do clube é permanente desde a sua fundação e cumpre maravilhosamente bem. Independente de quanto o mundo mudou, vai se adaptando e vem fazendo o melhor”.             APOIO:          

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SEMPRE JUNTOS

Roque Silva há mais de 45 anos contribui com a história do clube e conta algumas das lembranças de momentos que viveu na nossa Sociedade Recreio Gramadense. Integrante do Conselho Deliberativo atua com muita experiência na parte burocrática e acompanhou a evolução. “Lembro que na década de 1970, era muito rigoroso se associar a Recreio. Clube tradicional de Gramado, muito restrito. Aqui entrei trabalhando, fazendo cobranças. Através do meu trabalho, após um ano, consegui adquirir um título de sócio. Forasteiro não entrava. Mulher solteira não podia se associar, permanecia como depende do pai que já era sócio ou ingressava com o marido, após o matrimônio. Participei de três alterações de Estatuto, e é um processo muito difícil e envolve mudanças importantes. Havia tipos de associados de antigamente, sócio contribuinte, sócio patrimonial, sócio permanente. As pessoas compraram e venderam os títulos como se fossem ações”, recorda.    Roque  e Elisa Silva, Waldemar e Giselda Zortéa, Terezinha e Irineu Dinnebier, Angela Kuhn, Luis Carlos Siveira, Mafalda e Gentil Tisott, Sílvia Zorzanello, Glacenir e Pedro Henrique Benetti, década de 80. Foto: S.R.G      No bolão, Roque começou armando os pinos. “Durante o dia eu trabalhava e depois vinha para o clube para armar o jogo e assistir. Após alguns anos fiz parte do Tuyuty, um dos blocos fundadores da Recreio. Eu jogava toda a sexta feira à noite e adorava! Aprendi a jogar com o Bruno Muller, o capitão do Tuyuty e com o Urbano Spengler, meu patrão na época. Tenho muitas lembranças boas desse esporte que foi tão valorizado aqui. Campeonatos Estaduais, Campeonatos Internos, os amigos envolvidos, a vibração da torcida sempre muito emocionante! O sócio, que jogava bolão pagava ainda uma taxa especial para o clube”. Sobre o “Carteado” lembra-se quando chegava para trabalhar no Banco de manhã e encontrava a turma que havia passado a noite jogando, indo embora... Sempre envolvido, iniciou no carnaval com os “Monarcas do Ritmo” bloco muito procurado pelos jovens, naquela época. Esteve presente na criação do Orbis Clube na Sociedade Recreio Gramadense e com a Diretoria realizou muitos shows.“Organizamos o tradicional Baile de Debutantes com a valsa dos cadetes. Faltavam sempre mesas, era fácil de vender os convites”, diz.     Roque Silva, Relembrando na Recreio. 2019. Foto: S.R.G    Sobre o projeto Recreio 2000, “lembro quando o Coletto transformou o clube, com muita luta, para manter as reformas. Antigamente a comunidade participava mais, se envolvia de verdade. Ele liderou um projeto muito corajoso e necessário. Poucas instituições até hoje se mantem como a Recreio, que é um clube social de primeira. O mais importante é a cultura de recuperar e proporcionar eventos com várias gerações, reuniões sociais, familiares. Nos últimos 15 anos, com a minha família participo de todos os réveillons. Sempre juntos, festejamos neste lugar seguro, confortável, onde pessoas mais novas e mais velhas se encontram".          APOIO:              



Depoimentos

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LUGAR INCRÍVEL

Desculpem o tom poético, mas falar da Recreio é como falar de uma pessoa... está tão ligado a nossa história e as nossas emoções que se personifica em nossas memórias e em nossos corações de forma amorosa e profunda. Um pedaço de cada um de nós, construída, mantida e renovada por mãos especiais.

MANU DA COSTA
Vereadora de Gramado/2018
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INESQUECÍVEL

Sociedade Recreio Gramadense. O clube vizinho da minha infância, presente no curso de todas as nossas vidas. Naquela sede, antiga ou moderna, vivi grandes momentos. Por haver testemunhado mais de um século as melhores páginas da nossa história, merece todas as nossas homenagens.

JOÃO ALFREDO BERTOLUCCI
Prefeito da cidade de Gramado

Acomodações

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