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RECREIO 2000: O LEGADO

Nosso Presidente do Conselho Deliberativo, o Engenheiro Alemir Coletto relembra o corajoso projeto RECREIO 2000, liderado por ele, conservando a tradição e a história do clube para a nossa comunidade: “A memória é um pouco ingrata, mas quando vivemos com o coração em busca de um objetivo maior, é impossível esquecer. E, neste caso, o objetivo foi para a sociedade de Gramado em respeito à história que transcende um século. Ponto de encontro e referência a todos os importantes acontecimentos de Gramado. Acredito sinceramente que a função do clube é ser um elemento agregador da comunidade, ambiente de convívio, amplo, geral e irrestrito que oferece integração”.    Alemir Coletto, Relembrando na Recreio Gramadense. Foto: Lucas Dias   Sabe-se que nos anos de 1980, o clube não se viabilizava mais e a estrutura da sede em excelente localização, não acompanhava a evolução do cenário de eventos em Gramado. “A Recreio tinha uma situação de total insolvência, por se tratar de um clube muito antigo. Os estatutos preveem a situação de remido que enquadrava a maioria dos sócios e na época, inexistia outra fonte de receita. As estruturas eram todas de madeira com 40 anos de existência, cupins, telhas podres com goteiras e riscos à população. Pensar em como seria o futuro da Recreio era urgente, pois ela não se sustentava, não pagava manutenção. Na época como diretor social, idealizei o primeiro projeto chamado UMA NOVA RECREIO, em que o clube teria uma sustentação financeira, proveniente da locação de espaços comerciais no térreo”, conta.   Recreio Gramadense, 1987. Foto: Bonfanti    Alguns anos depois, Coletto aceitou o convite para suceder o amigo Paulo Volk que liderou o clube de 1989 a 1993. “Foi muito emocionante, pois naquele momento eu vi que o Paulinho tinha compreendido e identificado a ideia que poderia salvar a Recreio e a conduzir ao futuro”.   Aniversário Recreio Gramadense, 1989. Foto: Arquivo S.R.G    Uma comissão de gramadenses engajados formou-se e o desenvolvimento do projeto iniciou a partir de 1995. “Com a colaboração do Ricardo Peccin, idealizamos a obra e projeto RECREIO 2000. Para mantermos as atividades de congraçamento da sociedade gramadense através dos eventos durante o longo período de obras, realizávamos nos hotéis Serra Azul e Serrano eventos black tie, Baile de Debutantes, Carnaval, Miss Rio Grande do Sul, todos com renda revertida para aplicar na obra”, completa.   Obra Recreio Gramadense, 1996. Foto: Arquivo S.R.G.   Obra Recreio Gramadense, 1997. Foto: Arquivo S.R.G.   Época de pujança econômica em Gramado e para alavancar investimentos, muitas campanhas foram realizadas: “Lançamento de títulos patrimoniais, campanhas de material de construção e captação da mão de obra. Buscávamos doações de caminhão de concreto, de brita, areia, tijolos. Campanha de fios elétricos, campanha de madeira, tudo com muito sacrifício. Alugamos o tapume na esquina da Garibaldi e Madre Veronica, como espaço publicitário divulgando logomarca de empresas que apoiaram a Recreio em troca de uma contribuição mensal. Das que tinham o maior poder econômico na época, 100%, se fizeram presentes: Famastil, Imobiliária Gramadense, Ortopé, Serra Azul, Serrano e Sierra Móveis. O apoio da comunidade aumentou e muitos empresários foram fundamentais como Móveis Masotti, empresas da construção civil, entre outras de iniciativa privada. Mesmo com todo o apoio, ainda faltavam recursos e a cada dia um passo e um degrau acrescia. Criamos uma rifa, com 100 números para sortear um automóvel BMW. Vivemos anos muito duros e não teria conseguido concretizar se não fossem as dezenas de apoios, patrocínios, doações, incentivos, a participação efetiva de muitos e a colaboração incansável de todos que lutaram. A todos que tiveram esse despojamento colaborativo eu agradeço pelo que fomos e ao que somos hoje. Tínhamos uma obstinação: Recreio ano 2000: Um Novo Clube para o Associado”.  Obra Recreio Gramadense, 1998. Foto: Arquivo S.R.G.   Outro aspecto importante proposto no projeto era viabilizar o clube financeiramente, pensando no futuro. “Caixa Federal, Bingo e Irius Gastronomia formavam a principal receita do clube na fase inicial. Esta receita prossegue até hoje, com as suas devidas alterações de locatários, responsáveis pela conservação e manutenção dos espaços privativos e suas fachadas proporcionais. Assim a parte térrea estruturada, possibilitou a fonte de renda para o futuro, junto com o economato e locação de salão. Estes três ambientes de negócio passaram a se tornar 99% da receita do clube".    Obra Recreio Gramadense, 1998. Foto: Arquivo S.R.G. Quatro anos com muito trabalho de 1995 a 1999 e grandes desafios. "Durante este período organizamos o carnaval na Rua Coberta, que também estava em construção. Buscamos recursos, fizemos camarotes em meio a tapumes, desfile de fantasias e colocamos mais de cinco mil foliões na Rua Coberta. Foi uma efeméride! A partir daí ficou consagrado o primeiro Gramado Fantasia”, lembra.   Coletto com os filhos Bruno e Lucas, Paulo Volk em homenagem na Recreio Gramadense, 1999. Foto: Arquivo S.R.G.   A conclusão da obra no final de 1999 foi comemorada com um evento marcante. “Casa cheia e um encantamento generalizado. A Recreio tornou-se um salão para eventos e festas de qualidade para Gramado. Passados 20 anos que reinauguramos, vejo o clube maduro, capacitado, integrado, com ações que a cada momento melhoram a infraestrutura e proporcionam mais oportunidades à comunidade de Gramado. Outra bandeira que eu defendia na época e passo a relembrar hoje, é que a Recreio poderá oportunizar possivelmente alguma atividade esportiva identificada no momento certo. O maior legado que eu possa ter deixado para o clube foi a concretização do projeto Recreio 2000, onde estruturamos um plano de gestão, um plano financeiro que permitiu ao nosso clube, prosseguir. Além das atividades sociais, penso em alçar voos maiores, um espaço externo que pudesse ser a segunda etapa do projeto Recreio 2000. Poderemos ser mais amplos, mais diversificados e novos desafios ainda virão pela frente! A Recreio é um dos clubes mais antigos do Rio Grande do Sul, e alcançamos devido ao trabalho de muitos, o espaço e a deferência que temos nesse momento”.          APOIO:         

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TEMPOS DA ROÇA

Pedro Andreis relembra histórias da Recreio desde a infância gramadense com memórias de quem veio da zona rural. “Na década de 1960, a gente vinha do interior da roça nos finais de semana para assistir a um cineminha e se entrosar um pouco na sociedade também. Rejeições, eram bem comuns na época... mas a gente tentava se aproximar aos poucos, para participar da sociedade, do clube e conhecer as opções que a cidade poderia proporcionar”, diz. A Recreio teve uma grande importância social, princialmente nas décadas de 50 e 60.  “Lembro bem que havia um campo de futebol de salão rústico com o chão cheio de pedregulhos, onde um sargento ensinava a jogar. As bolas eram pesadíssimas e a tradição era jogar descalço. Vantagem para a gurizada que vinha da roça, que tinha o pé mais cascudo e enfrentava melhor os guris da cidade”!   Pedro associou-se ao clube na década de 70. “Surgiram mais oportunidades como a Boate. Brigas eram bem comuns, especialmente pela rivalidade com a cidade de Canela. Se não houvesse a encrenca, praticamente não tinha acontecido nada no final de semana. E assim acontecia: uma vez a gente apanhava lá e no outro final de semana a gente batia aqui. Sempre houve esta rivalidade. A boate era nosso evento principal de fins de semana, geralmente aos sábados. A gente fazia uma prévia na Lancheria da Hortênsias, que ficava aqui na Rua Coberta até umas 23 horas e depois vinha para o clube. A grande maioria fumava e o ambiente era um barbaquá. Não se enxergava nada pela fumaça, não sei como se respirava! Naquela época, os pais de algumas meninas responsabilizavam alguns rapazes, e o meu caso era esse: buscava em casa, levava para a boate e até uma hora da manhã trazia a menina para casa”, relata. Quando participou dos Monarcas do Ritmo conheceu mais pessoas da sociedade, inclusive a sua esposa Marilei Benetti. “Minha esposa cresceu na Recreio, os pais dela eram ecônomos. Fui par da Lei, no Baile de Debut e nos casamos aqui, na década de 80. Antoninho Barbacovi e o Chico Lorenzoni eram os garçons titulares e serviram um jantar maravilhoso”, lembra-se.   Marilei Caberlon e Pedro Andreis, Baile de Debutantes Recreio Gramadense. Foto: Arquivo Pessoal    O casal participou ativamente na diretoria do clube, por muitos anos. “Fui diretor de esportes quando aqui existia uma área de futebol de salão, uma cancha de bocha, uma cancha de bolão e tentamos modernizar um pouco a boate, qualificar um pouco mais. Trabalhamos em reformas rebaixando o teto e na instalação das portas divisórias que eram abertas ou fechadas de acordo com a quantidade de pessoas no evento. Tornou-se um ambiente mais acolhedor, possibilitando mais brilho na decoração dos bailes. Revolucionamos a parte cultural. Trouxemos o Francisco Petronius e as Garotas do Sargentelli. Mudamos um pouco a forma de ver a Recreio como Sociedade, quebramos paradigmas e foi um marco na história do clube”, registra. Uma ocasião que se destaca na trajetória do clube são os Bailes de Debutantes. “Noites maravilhosas onde os pais apresentavam as filhas para a sociedade. Havia preocupação de estar muito bem vestido. Jamais esquecerei quando usei uma gravata amarela, camisa azul e casaco amarelo, bem cafona. Me destaquei de todos e rever essas fotos é sempre maravilhoso”, comenta.  Marilei, Monica Caberlon e Pedro Andreis, Baile de Debutantes Recreio Gramadense. Foto: Arquivo Pessoal   Aos fundos da Recreio havia salas onde funcionavam os clubes de serviço. As reuniões do Lions Club, Orbis e Rotary eram semanais e havia jantares reunindo o pessoal. “Aqui surgiram os grandes líderes da cidade! A Recreio fez um trabalho bacana em formar lideranças e acho que esta é uma bandeira que deveriam dar continuidade. Há necessidade de descobrir lideranças políticas de uma forma saudável. Acho que a Recreio deveria promover este tipo de encontro, de debates. Acho que além de nível municipal, destaques na Região das Hortênsias”, sugere.    Pedro Andreis, Relembrando na Recreio Gramadense. Foto: S.R.G.   O clube evolui e Pedro também participou da grande reforma que aconteceu na época do Coletto. “Mobilizamos, trabalhamos juntos em uma grande equipe, em busca de recursos para fazer acontecer à reconstrução. Hoje o que buscamos naquela época se tornou uma realidade. Foi muito bacana participar como sócio, como colaborador ativo do clube e contribuir como cidadão gramadense”, conclui.        APOIO:        

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CLUBE NOVO, VIDA NOVA!

Jorge Barbacovi, Conselheiro, tem muitas lembranças com sua família na Recreio. Desde bem pequeno, sempre esteve envolvido com o clube. As imagens ilustram o momento da realização de um sonho: a festa de casamento, no final do mês de Outubro, há dezenove anos atrás!   Festa de Casamento Jorge e Márcia na Recreio Gramadense. Foto: Arquivo Pessoal   “Meus pais faziam parte do bolão de casais e eu os acompanhava, montava os pinos e ganhava um dinheirinho em troca. Mas há uma história que aconteceu comigo e imagino que com outras crianças, da minha época. Eu sou o mais novo de casa e quando pequeno, não participava dos eventos à noite. Meu pai e meus irmãos estacionavam o carro bem na frente do clube, ainda de dia, bem cedo, para reservar um bom lugar. À noite, quando vinham participar do evento no clube, guardavam o Jorginho dentro do carro e às vezes, davam uma espiadinha para saber como eu estava... Então desde sempre, a Sociedade fez parte da minha vida, mesmo do lado de fora!”, conta.     Festa de Casamento Jorge e Márcia na Recreio Gramadense. Foto: Arquivo Pessoal   Do tempo da Recreio antiga, lembra-se das canchas de bocha e de bolão e também das churrasqueiras: “Fazíamos bastante churrasco, na lateral das canchas além das festas na boate do clube. O mesmo pessoal que frequentava a Boate do Tênis no sábado a noite, vinha para a Recreio, nas sextas. Assisti aos Engenheiros do Hawaii em ambiente bacana, com bastante Gramadense. Os sócios pagavam preço especial. Depois mudou muito o perfil do público”.   Stefania Gobbi, Hellen Michaelsen, Carla Benetti, Cíntia Libardi, Márcia Maldaner, Diana Correa, Karen Dinnebier, Fabricia Bergamo, Ana Paula Benetti. Foto: Arquivo Pessoal   Em 1999, convidado pelo então presidente Alemir Coletto, participou da Diretoria e acompanhou todo o período da reforma. “As reuniões aconteciam na garagem da antiga delegacia e no inverno era cruel. Parecia um freezer com muita umidade e frio! Só no final de 1999, voltamos para a sede, quando entregamos o projeto Recreio 2000. Passamos por inúmeros obstáculos, com determinação de realizar um sonho, uma nova Recreio. Com orçamento apertado, várias vezes, confeccionamos os enfeites, decorações, colhendo matéria prima na natureza, com chuva, no mato, para fazer alguns eventos acontecerem. Todo esforço e dedicação valeram muito a pena, pois conseguimos juntos passar por dificuldades para chegarmos na realidade que vivemos hoje.  A Recreio é uma referência no Rio Grande do Sul e no Brasil e exigiu muita coragem para fazê-la chegar até aqui”, lembra.   Festa de Casamento Jorge e Marcia, na Recreio. Foto: Arquivo Pessoal   Com amigos fundou o bloco Sópránóis, em 1998. “Sempre viemos aos Carnavais, pelo ambiente, segurança. Os melhores bailes sempre foram na Recreio. Lembro-me de uma noite de Carnaval, no fim da obra e ainda não estava tudo 100% como deveria estar. Por volta da meia noite terminou a luz! Black out total! Geralmente depois do desfile dos blocos é que começa o Carnaval e foi uma pena por que aquela noite não durou muito. A luz realmente não voltou... O interessante  é que mesmo assim, no escuro, os blocos continuaram tocando! Não houve confusão nenhuma e os foliões entenderam que era um novo momento na Recreio. Eu não esqueço, deste momento tenso e que passei aqui”, diz.   Jorginho Barbacovi, Relembrando na Recreio, 2019. Foto: S.R.G   Jorge Barbacovi e Márcia Maldaner começaram uma vida nova na Recreio. Organizaram uma linda festa de casamento e receberam com muito carinho amigos e familiares. “Eu e minha esposa Márcia estávamos muito ansiosos para que o clube ficasse pronto e realizássemos nosso casamento aqui na Recreio. Queria muito que a Sociedade Recreio Gramadense fosse o cenário para a realização deste sonho. Sou grato por todos os momentos incríveis que passei aqui! Creio que nosso casamento foi o primeiro depois da reforma. Lembro dos convidados que vieram de fora comentando sobre a estrutura maravilhosa da nova Recreio. Ao invés de me parabenizarem pelo meu casamento, ou pela festa, os olhares eram para o lindo ambiente do novo clube”.        APOIO:          

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OS PEQUENOS CANTORES DE GRAMADO

O gramadense Fabio Bertoluci colaborou no resgate da história da Recreio, salientando a importância em cumprir o papel proposto desde a sua fundação que é oportunizar a integração da sua comunidade. “Quando criança eu gostava muito de admirar os armários do bolão, com os troféus. Meu pai fazia parte dos Vampiros e eu adorava ver as fotos dele registrando as conquistas. Na minha juventude, as coisas aconteciam aqui, em um mundo completamente diferente de hoje, quando tinham os calendários oficiais dos bailes na Recreio. Nos carnavais, foram várias voltas no salão com muito confete e serpentina. Durante muito tempo também frequentei a Boate, onde a turma da minha geração se encontrava para dançar e conversar, à noite no terraço” lembra.   Presidente da Recreio ke Koetz e Fabio Bertoluci, Relembrando na Recreio, 2019. Foto: S.R.G   Além desses momentos de integração e de encontros que participou, Fábio conta sobre Os Pequenos Cantores de Gramado. “Na década de 70 havia um grupo de moços liderados pela Sílvia Zorzanello, em um momento em que os Pequenos Cantores da Guanabara, destacavam-se na mídia, na época. Entenderam que aqui em Gramado conseguiriam fazer e fizeram! Uma gurizada, usando batas azuis claras, estilo de coral mesmo, parecia um bando de gato miando, mas era lindo. Cerca de cinquenta guris, pequenos, por volta dos dez ou doze anos. Os pequenos cantores se reuniam, ensaiavam e apresentavam-se na Recreio”, lembra.      Beto Bondan, Carlos Klauck, Carlos Sorgetz, Gilberto Perini, Henrique Bertolucci, Jorge Bertoluci, Rafel Reis, Francisco Willrich, Jonas Pandolfo, Jorge Weber, Paulo Drecksler, Jurandyr Bezzi, João Alberto Oaigen, Fabio Bertoluci, Fernando Boesch, Paulinho Reis, Paulo R. Oaigen, Osmar Accorsi e Alexandre Masotti.   Nas imagens, Os Pequenos Cantores de Gramado na comemoração de 50 anos da Sociedade Recreio Gramadense. Dirigidos por Marília Daros, Irci Sturmer, Glacenir Sorgetz e Eliana Ferreita, registrado no livro "Eterna Recreio...".     Os Pequenos Cantores de Gramado, 1965. Acervo Particular Hugo Daros   Em tempo: Os Pequenos Cantores da Guanabara era um vocal formado por 35 meninos por volta dos 13 anos de idade, do Colégio Salesiano do Rio de Janeiro, criado no início da década de 1960. Contratados pela Philips gravaram em 1962 o LP "Vozes da Cidade Maravilhosa. “Os Pequenos Cantores de Gramado, uma página interessante, em que a Recreio foi partícipe fundamental, com a Silvia Zorzanello e um grupo maravilhoso de moços. “Este foi um momento artístico único na minha vida. Era a oportunidade de fazer parte dessa turma ou ficar fora de tudo. Minha mãe não deixava escolha e eu tinha participar de qualquer jeito. Na verdade, nunca aprendi a cantar, ficava muito ansioso. Mas todos aplaudiam e tudo certo!”   Imagem Capa do Disco "Os Pequenos Cantores da Guanabara"   Era realmente outro contexto e este exemplo retrata o papel da Recreio em disponibilizar o seu espaço para movimentos sociais e culturais desse tipo. “Era uma condição única na época, diferente de hoje. Gramado tem um movimento espetacular para uma cidade do tamanho dela e mesmo com diferenças de épocas e de cultura, a Recreio continua mantendo seu papel em cenários completamente distintos oportunizando situações inéditas, criando um espaço de experimento, conectando a cidade e as pessoas que vivem aqui”, diz. A Recreio é um espaço importante e se ajusta aos comportamentos sociais. “Respeito e tenho um sentimento muito positivo em ver como o clube segue por muitas mãos que, do seu jeito e com seu melhor esforço, mantém este papel. Objeto social do clube é permanente desde a sua fundação e cumpre maravilhosamente bem. Independente de quanto o mundo mudou, vai se adaptando e vem fazendo o melhor”.             APOIO:          

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SEMPRE JUNTOS

Roque Silva há mais de 45 anos contribui com a história do clube e conta algumas das lembranças de momentos que viveu na nossa Sociedade Recreio Gramadense. Integrante do Conselho Deliberativo atua com muita experiência na parte burocrática e acompanhou a evolução. “Lembro que na década de 1970, era muito rigoroso se associar a Recreio. Clube tradicional de Gramado, muito restrito. Aqui entrei trabalhando, fazendo cobranças. Através do meu trabalho, após um ano, consegui adquirir um título de sócio. Forasteiro não entrava. Mulher solteira não podia se associar, permanecia como depende do pai que já era sócio ou ingressava com o marido, após o matrimônio. Participei de três alterações de Estatuto, e é um processo muito difícil e envolve mudanças importantes. Havia tipos de associados de antigamente, sócio contribuinte, sócio patrimonial, sócio permanente. As pessoas compraram e venderam os títulos como se fossem ações”, recorda.    Roque  e Elisa Silva, Waldemar e Giselda Zortéa, Terezinha e Irineu Dinnebier, Angela Kuhn, Luis Carlos Siveira, Mafalda e Gentil Tisott, Sílvia Zorzanello, Glacenir e Pedro Henrique Benetti, década de 80. Foto: S.R.G      No bolão, Roque começou armando os pinos. “Durante o dia eu trabalhava e depois vinha para o clube para armar o jogo e assistir. Após alguns anos fiz parte do Tuyuty, um dos blocos fundadores da Recreio. Eu jogava toda a sexta feira à noite e adorava! Aprendi a jogar com o Bruno Muller, o capitão do Tuyuty e com o Urbano Spengler, meu patrão na época. Tenho muitas lembranças boas desse esporte que foi tão valorizado aqui. Campeonatos Estaduais, Campeonatos Internos, os amigos envolvidos, a vibração da torcida sempre muito emocionante! O sócio, que jogava bolão pagava ainda uma taxa especial para o clube”. Sobre o “Carteado” lembra-se quando chegava para trabalhar no Banco de manhã e encontrava a turma que havia passado a noite jogando, indo embora... Sempre envolvido, iniciou no carnaval com os “Monarcas do Ritmo” bloco muito procurado pelos jovens, naquela época. Esteve presente na criação do Orbis Clube na Sociedade Recreio Gramadense e com a Diretoria realizou muitos shows.“Organizamos o tradicional Baile de Debutantes com a valsa dos cadetes. Faltavam sempre mesas, era fácil de vender os convites”, diz.     Roque Silva, Relembrando na Recreio. 2019. Foto: S.R.G    Sobre o projeto Recreio 2000, “lembro quando o Coletto transformou o clube, com muita luta, para manter as reformas. Antigamente a comunidade participava mais, se envolvia de verdade. Ele liderou um projeto muito corajoso e necessário. Poucas instituições até hoje se mantem como a Recreio, que é um clube social de primeira. O mais importante é a cultura de recuperar e proporcionar eventos com várias gerações, reuniões sociais, familiares. Nos últimos 15 anos, com a minha família participo de todos os réveillons. Sempre juntos, festejamos neste lugar seguro, confortável, onde pessoas mais novas e mais velhas se encontram".          APOIO:              

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BAILE DO TRIGO

Conselheiro André Pasquale, fala sobre épocas que foram marcantes. “A história da nossa família na Recreio começou quando o meu avô Cláudio Pasqual, em 1928, participou da compra deste terreno e da conquista da primeira sede própria. Quando foi presidente, encaminhou um livro ouro para arrecadar contribuições e poder comprar. O pessoal da família comenta que meu avô e seus amigos enquanto jogavam bolão, carta ficavam desentortando pregos para usar na obra. Tudo era feito com muito trabalho braçal e diversão”, diz. O senhor Cláudio Pasqual foi também proprietário do Cine Splendid e do Café Cacique.   Primeiro Cinema de Gramado que localizava-se no Largo Pasqual atrás da atual Praça Major Nicoletti.  Foto: Arquivo Público João Leopoldo Lied   Seu pai Maury Pasqual, comerciante, se relacionava com todos na cidade. “Meu pai em 1965 foi presidente, época do cinquentenário do clube. Eu tinha 7 anos de idade e assisti escondido a cerimônia, espiando a festa lá de cima no mezanino, que não era usado. Lembro também do baile de debut na gestão dele que tinha um leque grande e um balanço. Para a época era uma produção muito inovadora. O leque abria e fechava para apresentar as meninas e eu lembro que foi uma batalha eles conseguirem fazer esse efeito...", conta. A Boate da Recreio ficava no terraço e chegou a ser uma das maiores boates do estado. “Participei da criação da Boate. O acesso era pela escadaria, onde atrás, ficava o DJ. Mesinhas baixinhas, banquinhos, tecidos em vermelho e azul, que são as cores da Recreio. Ela funcionou desde os meus quatorze anos. Era nos domingos à tarde e depois aos sábados a noite. Além do Sérgio Vetorazzi, lembro dos Batucas, dos Lenheiros. Frequentei muitos carnavais de salão e eram muito bons onde todo mundo se conhecia”, lembra. Participou do processo de revitalização que começou em 1989 com o Paulo Volk. “O clube precisava se reestruturar e devagarinho ajustamos esse processo que depois foi concretizado pelo Coletto. Organizamos grandes shows em Gramado, trazendo o Chitãozinho e Chororó e outros artistas que movimentaram a cidade na época. Um período em que o país estava mudando”, registra.   Aniversário de 90 anos da Recreio. Foto: S.R.G   Conta que certa vez, houve a necessidade de ajustar o tempo do baile de carnaval. “Havia seis ou sete blocos. A banda era contratada para tocar das 23h às 05 da manhã. Mas o que acontecia era que os blocos se apresentavam por 15 minutos e o próximo demorava mais meia hora para entrar, depois mais 15 minutos, e o próximo demorava de novo... Então, 4h a manhã o carnaval ainda não havia começado... Sugeri a todos os blocos que fizessem uma apresentação um pouco menor, cronometramos as apresentações. Estipulamos horário para chegada de todos aqui e fizemos uma sequencia e funcionou muito bem! Conseguimos fazer o carnaval começar às 1h30min. Simples ajuste que fez a diferença...”, conta.   André Pasquale, Relembrando na Recreio. 2019. Foto: S.R.G   Antigamente não havia opções de entretenimento na cidade, então o clube agregava as pessoas e promovia o relacionamento entre as famílias nos bailes. André conta sobre a origem de uma festa que fez sucesso por 15 anos. “Lembro-me do baile em que fizemos decoração de trigo, e escolhemos realizar em setembro, pois não havia eventos nesse período. Planejamos então fazer o Baile do Trigo. Só que nessa época, choveu muito! Então dias antes da festa o trigo estava todo molhado... Arrumei uma Kombi, dois ou três amigos e fomos ao campo de trigo. Colhemos e levamos para a serraria do Dinnebier, pois eles tinham estufa. Eu não tinha avisado nada e cheguei lá, falei com o Nelson que ficou um pouco resistente porque tinha que secar a madeira. Mas como faltavam dois dias pro baile ele deixou a gente secar. Ninguém se negava a fazer nada se fosse pro clube. Reparos elétricos, marcenaria, todos colaboravam, durante o dia ou à noite. Era serviço de coração mesmo”, diz. André realizou uma linda festa para comemorar os 15 anos da filha Marcela Pasquale aqui. “Meu filho também já é sócio e garanto que minha família vai continuar colaborando com a Recreio, sempre. Procuramos apoiar para que o clube não se perca. Desde sempre pude participar e ver de perto que muitas pessoas tem mérito aqui dentro. Acredito que o clube se manterá por mais cem anos”!          APOIO:          

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EVENTO TESTE

Esta semama participamos do treinamento com protocolos para novos eventos aqui no Rio Grande do Sul. O evento, no Wish Serrano, envolveu autoridades de Gramado, Canela, São Francisco de Paula e Nova Petrópolis com objetivo de provar que somos um destino seguro e que podemos trabalhar de forma responsável.  As palavras do presidente do Convention & Visitors Bureau Gramado, Eduardo Zorzanello, que passou o cargo para o Enzo Arns foram brilhantes, afirmando que está comprovado que eventos digitais não substituirão os eventos presenciais. E nós como, Gramado, temos o dever de mostrar para o Brasil e para o mundo que somos inovadores e inquietos.    Eliana Wazlawick e Ike Koetz   A série de protocolos e cuidados foi redobrada. Todos os modelos de negócio precisam ser repensados rapidamente para continuarem existindo. Esse é o início de uma nova visão no que diz respeito à organização de eventos.   Formatura UNOPAR, Evento Teste no Wish Serrano. Foto: Ike Koetz   A Recreio Gramadense deixou de realizar mais de 40 eventos este ano. O impacto no setor foi absurdo. Recebemos diariamente, ligações das pessoas que trabalham nesse setor que foi duramente atingido. Este mês sediaremos o evento organizado pela Gramado Summit com o ex-corretor da Bolsa de Valores de Nova York Jordan Belfort, o O Lobo de Wall Street, comprovando que podemos encontrar o equilíbrio entre saúde e economia. Não podemos ficar parados.   Formatura UNOPAR, Evento Teste no Wish Serrano. Foto: Ike Koetz   Com responsabilidade e muita força de vontade vamos sair dessa. Estamos trabalhando para finalizar o ano de maneira um pouco mais digna. Forte abraço.   Ike KoetzPresidência Recreio GramadenseGestão 2018 a 2020

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CASAL RECREIO

João e Aparecida dedicaram-se à Recreio por muitos anos. O ex-presidente João Benetti, dirigiu o clube de 2003 a 2015. Mas esta relação começou muito antes. “Eu trabalhava na Gráfica Stella e participava das turmas que armavam pinos em troca de pastel ou sanduíche. Lembro-me do Departamento Jovem da Recreio, na década de 80: Vonei Benetti, Viviane Tomazelli e Paulinho Volk que havia voltado da Bahia e trouxe o evento chamado Noite do Beijo. A ideia da festa era assim: a meia noite apagavam-se as luzes e beijávamos quando estávamos dançando”, conta João.   Carnaval Recreio Gramadense. Foto: arquivo pessoal   Carnaval Recreio Gramadense. Foto: arquivo pessoal   Aparecida Oaigen cresceu no clube. “Eu e meus irmãos sempre tivemos uma vida muito participativa com nossos pais na sociedade. A nossa história na Recreio é de um zelo muito grande. Todas as minhas irmãs debutaram e eu não quis ser diferente. Debutei no ano que meu pai foi presidente do clube e foi muito marcante”, lembra ela.   Com os filhos Lucas e João Pedro. Foto: arquivo pessoal   O casal começou a namorar aqui, no carnaval da Recreio, há 35 anos atrás. “Em uma noite de Gramado Fest, fui surpreendido, convidado para fazer parte da diretoria”, conta João. Aparecida reforça: “Como recusar esse convite, considerando toda a história de vida dos meus pais no clube? Por doze anos, eu e João vivemos a na presidência do clube. Os meninos eram pequenos e o mais novo vinha com travesseiro para cá. Colocávamos colchonetes, televisão, videogame. João quando era jovem foi discotecário, eu já fui vocalista de uma banda. Somos uma família muito ligada à música. Nosso filho mais velho, o Lucas Benetti, hoje é DJ. Ele cresceu convivendo conosco, nas festas, colocando som nos eventos. Hoje toca em inúmeros lugares e a base foi aqui dentro”, diz ela.   João e Lucas Benetti com o sr. Pedrinho, tradicional garçom nos eventos na Recreio. Foto: arquivo pessoal   A festa mais especial comemoração foi na noite dos 90 anos, inesquecível. “Trancamos as ruas de Gramado e estendemos um tapete vermelho para os convidados no trajeto. Lançamos o livro Eterna Recreio, com a Tia Iraci, Gilberto e Romeo Riegel. Na inauguraçao do Salão Verde, homenageamos o senhor Antoninho Barbacovi. Esta obra foi uma importante iniciativa na nossa gestão. Com o projeto da arquiteta Tati Ferreira, desenvolvemos um ambiente aconchegante para o sócio aproveitar o espaço para eventos de pequeno porte. O lustre, as cortinas, acústica do telhado e aquisição de cadeiras de ferro, com muito esforço, conseguimos comprar”, diz João.  Aniversário de 90 anos da Recreio. Foto: S.R.G   Com sr. Eddi Oaigen, representado os ex-presidentes no aniversário de 100 anos da Recreio. Foto: arquivo pessoal   Organizaram algumas edições do Gramado Fest. “Evento de destaque, que reunia as famílias tradicionais da cidade. Realizamos também o último baile do suéter”. Além de festas para receber a comunidade, houve o trabalho de campo realizado em sua gestão. “Fui a Porto Alegre com a Eliana, muitas vezes, visitar empresas que organizavam eventos, levando nosso material e caixinhas de chocolate. De porta em porta... Eu e a Eliana íamos nas casas dos conselheiros levar a convocação e os eventos também divulgávamos assim”, recorda-se o ex-presidente e conclui: “Até hoje me chamam o João da Recreio. Temos boas lembranças, muitos amigos conquistados aqui dentro. É o coração da gente. Tenho grande satisfação em contribuir na trajetória durante 15 anos do clube. Deixar um legado da nossa colaboração a nível de família. Sempre estivemos juntos e com amigos que trabalharam com amor. Vida longa a Recreio!”     Sessão solene da Câmara na Recreio, comemoração 100 anos. Foto: arquivo pessoal           APOIO:            

RELEMBRANDO

A NOVA CASA

Final dos anos 80. O cenário de eventos em Gramado se desenvolveu como nunca. É incalculável o fomento do turismo local, assim como a geração de renda e empregos para toda a região. A cidade se especializou em receptivos e abriu centenas de oportunidades de trabalho.    Cenário Recreio Gramadense, 1987. Foto: Bonfanti     Grandes empresas se destacam neste período Brocker Turismo, Rasen, Sierra Móveis, Rede Laghetto, Gramado Parks, Gramado Summit. O potencial visionário dos empreendedores,unido ao amor por nossa cidade, consolidou a marca de Gramado. E muitos deles se relacionaram no ambiente familiar e apartidário da Recreio, confraternizando no coração do município. Proporcionando espetáculos de encanto e emoção, Luciano Peccin criou o Natal Luz em 1986, aprimorando o turismo em uma época de pouca visitação. O maior evento natalino do Brasil atraiu público recorde para a Região das Hortênsias. O mercado gastronômico e hoteleiro cresceu em quantidade e qualidade. No final dos anos 80, brilhantes empresárias Marta Rossi e Sílvia Zorzanello lançaram a primeira edição do Festuris - Feira Internacional de Turismo, promovendo negócios turísticos no mundo todo. Em 1994, conceberam o primeiro Chocofest, trazendo milhões de turistas no período de Páscoa. Complexos para eventos e centros de convenções foram construídos para receber os mais diversos públicos em extenso e interessante calendário.   Recreio Gramadense 2000. Foto: Acervo S.R.G.   Vivemos outro momento, quando é imprescindível se reinventar. Transformações sociais, culturais e econômicas na nossa cidade geraram a necessidade de mudar a estrutura e remodelar o formato comercial do clube. O projeto Recreio 2000 garantiu o espaço da sede adequado para realização de eventos no espaço histórico que é referência no Rio Grande do Sul, até os dias de hoje. Confira o resumo dessa transformação.    Paulo Roberto Volk, Presidente da Sociedade Recreio Gramadense, 1989 até 1993. Empresário da indústria calçadista. Times de vôlei em destaque.  Bailes de Debutantes. Baile em parceria com Gramado Cross Clube. Gramado Fest, Baile Municipal de Carnaval, nascem os blocos Quereu Bebeu e Os Bundinhas. Jantar Show com a cantora Rosana. Noite do Beijo. Incentivo para novos associados participarem de grupos de bolão. Escrutínios. Posse do Prefeito Nelson Dinnebier. Jantar baile décadas de 60/70. Baile de Reveillon em conjunto com Tênis Clube. Situação precária nas estruturas do prédio. Estudos para fusão com Gramado Tênis Clube, Tiro Caça e Pesca ou Gramado Cross pela área global disponível para prática de esportes. Realização do 1º Campeonato Municipal de Xadrez, Departamento de Karatê dirigido por Ernani Broilo. Show do Francisco Petronius, Chitãozinho e Xororó, Mercedes Sosa. Conselho Diretor: André Pasqual, Francisco Terres da Luz, Maurício Casagrande, Poti Castilhos Ferraz, Rogério Ramm, Álvaro Masotti, Alexandre Wilges, André Tisott, Lourenço Belotto.   Alemir Klüsenner Coletto, Presidente da Sociedade Recreio Gramadense, 1993 até 2001. Engenheiro civil. Carência de espaço esportivo e ideia de fusão cada vez mais longe desenvolve Projeto Recreio 2000, transformando a sede em um clube moderno. Escrutínios. Posse do Prefeito Pedro Henrique Bertolucci. Locação ACIG no antigo espaço da boate. 7º Gramado Fest e o sucesso do concurso de chopp em metro. Seleção de Bolão participa de semi final em NH.  Departamento de Karatê Neloir Vettorazi. Campeonato Estadual de Bocha, em parceria com Minuano. Bailes de Reveillon realizados no Serra Azul e Serrano, com descontos especiais aos sócios. Comercialização da parte dos fundos do clube. Construção da nova sede.Gramado Fantasia na Rua Coberta. Bailes de Debutantes realizados nos hotéis Serra Azul e Serrano. Aniversário de 80 anos e despedida das antigas instalações. Baile de Debutantes realizado no Hotel Serrano. Espaços para locação. Iriu’s Buffet assume como ecônomo em novo formato. Carnaval com sucesso e surgem os blocos 100 Juízo e Sópranóis. Inauguração oficial da nova sede. Recreio 2000 foi o projeto de viabilização econômica que transformou a realidade do clube. Alterações nos Estatutos. Comissão para Administração de Recursos Financeiros, Comissão de Obras e Comissão Técnica: Maristela Tomazelli, Rogério Hugo Ramm, Ricardo Peccin, Álvaro Masotti, Fábio Bertoluci. Conselho Diretor: Ronaldo e Michele Pinheiro, Jorge e Dudi Ribeiro, Júlio Manoel e Roselaine Cardoso, Dagmar e Clara Schmitt, Adriano Bonattoe Cristina Petersen, Jorge Barbacovi e Márcia Maldaner, Fábio Bertoluci, Argus Velausen, José Inácio Barbacovi, Gilberto Drecksler e Iraci Koppe, Rogério Ramm.   Ronaldo Hoff Pinheiro, Presidente da Sociedade Recreio Gramadense, 2001 até 2003. Bacharel em Direito. Sucesso estrondoso no baile de Reveillon e Carnaval. Finalizaram o pagamento dos investimentos relativos à execução da obra restabelecendo a situação financeira do clube. Bailes de Formatura, Jantares Destaque, Festa Jovem Ellite Models, Baile do CTG Manotaço, Comenda do Verde e do Clube de Tiro Caça e Pesca e muitos casamentos. Posse do Prefeito Pedro Henrique Bertolucci. Aquisição de equipamentos de informática e acabamentos internos e externos e sistema de climatização. Inauguração do memorial dos Presidentes. Gramado Fest, 9ª edição, continua sendo um grande sucesso. Conselho Diretor: Everaldo de Moura e Carla Sander, Julio Manoel e Roselaine Cardoso, Fernanda Masotti, Heitor Strey, Nara Frank, Eliana Wazlawick.   João Luis Benetti, Presidente da Sociedade Recreio Gramadense, 2003 até 2015. Corretor de Imóveis. Festa em comemoração aos 90 anos do Clube inesquecível repleta de homenagens. Lançamento do livro “Eterna Recreio”. Aniversário do CTG Manotaço, Gramado Fest. Aquisição de lustre, cortinas e mobiliário. Bailes de Carnaval, Festas de Casais Reviver a Recreio. Festas do Festival de Cinema. Chá da Solidariedade, Feijoada do Bem, 1ª edição da Liga de Combate ao Câncer. Reveillon reunindo famílias locais e turistas. Investimentos em infraestrutura como troca do telhado para melhorar acústica. Comemoração 100 anos. Alterações nos Estatutos. Construção do Salão Verde com espaço gourmet. Locação de espaços do clube para Caixa Econômica, Bingo, Pizzaria Manggia Metro, Toca da Bruxa, Fancy Longe Club, Intelimagem. Conselho Diretor Tatiana Ferreira, Dagmar e Clara Schmitt, Airton e Sônia Fleck, Heitor Strey e Nara Franck.   Genedy Moraes, Presidente da Sociedade Recreio Gramadense, 2015 até 2017.   Engenheiro mecânico. Reformas na estrutura da cozinha. Escada de emergência, um dos limitativos da capacidade do salão, que após a tragédia da Boate Kiss, ficou em 450 pessoas, aumentando na capacidade populacional para 750 pessoas. Comunicação social atualizada. Adequação do PPCI. Realização de muitos eventos corporativos. Sediou vários eventos culturais, musical Belle E’póque. Bailes de Carnaval e Reveillon, Aniversário do Clube, Homens na Cozinha, Chá da Solidariedade, Baile do Retranca com muito sucesso. Locação de espaços para Fancy Club e Intelimagem. Conselho Diretor: Ike Koetz, Evair Elias de Moura, Cristian Berti, Felix Salomon, Goldo Schmitt, Lucas Oaigen Benetti.   Ike Koetz, Presidente da Sociedade Recreio Gramadense, 2017 até 2020. Empresário. Adequação técnica de reestruturação de rede elétrica. Festa Revival Dance anos 70, 80 e 90 com sucesso absoluto. Projeto "Relembrando" resgata a história do clube. O Mundo Encantado da Recreio, dirigido às crianças envolvendo famílias da comunidade. Show Tiago Iork. Palestra Papai é Pop com Marcos Piangeres. Sede de eventos culturais como Gramado In Concert, Festival da Música e Pianistas de Bagé. Jantar Homens na Cozinha, Chá da Solidariedade, Baile do Retranca. Parceria com Corrida Pela Vida, Dia de Doar. Festas do Festival de Cinema e Festival de Turismo e eventos corporativos. Recreio na Folia, carnaval com recepção da Corte. Rainhas do Carnaval Andréia Coletto e Fernanda Schonardie. Surge o bloco de carnaval Rebloco. Ceias de Natal e de Reveillon agregam famílias de todo o Brasil. Readequação da identidade visual e atualização da comunicação social. Instalação do elevador e outros projetos em evolução. Regras de distanciamento social COVID 19, bloqueiam a realização de eventos no decurso de 2020.  Conselho Diretor: Bruno Coletto, Cristian Berti, Jorge Barbacovi, Mário Vidor, Rodrigo Vogt, Lilian Casagrande Koppe, Gabriela Ruschel Michaelsen, Eliana Wazlawick. As pessoas que participaram dos Conselhos Deliberativos e Fiscais foram fundamentais, respeitando normas de organização, operação e administração. Os Conselheiros que guiaram a trajetória do clube, registraremos em futuras edições. Os detalhes de como tudo aconteceu, seguiremos "Relambrando" aqui no Blog da Recreio.        APOIO: