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BAILES DE DEBUTANTES

Os Bailes de Debutantes surgiram na Europa antiga, tempo em que nobres famílias realizavam um grande baile social com intenções de atrair possíveis pretendentes para suas filhas moças. Após a Revolução Francesa, a tradição propagou-se aos outros continentes, pois as famílias fugindo da guerra migravam para colônias européias, como no caso do Brasil.          Sucesso absoluto nos anos 50 no Brasil, o primeiro baile de debutantes na Recreio foi em 1963. Todos os acontecimentos que envolviam o baile ocupavam grandes espaços nas colunas sociais nos jornais de destaque em todo o país. Em todas as cidades, a Sociedade Recreio Gramadense sempre foi referência no Rio Grande do Sul. Meninas que moravam em outros municípios debutavam aqui.     Para organizar a grande festa, a diretoria do clube entrava em contato com as famílias das meninas que completariam 15 anos no próximo ano e vendiam um pacote de atividades que envolviam o evento. Um calendário intenso de ações especiais para as adolescentes durante o ano promovia encontros que antecediam a grande noite, como jantares, almoços, cursos de etiqueta social e passeios. Tudo fazia parte do pacote que a família comprava, inclusive a mesa para o luxuoso e impecável jantar baile.       O estilo da decoração da festa, as músicas e as danças se adequavam ao período, mas precisavam agradar aos pais e filhos. Porém, a valsa, mistura de danças de camponesas austríacas e alemãs, era oficial nestas ocasiões. O ponto alto da festa acontecia quando as moças que eram aguardadas pelos pais surgiam para apresentação individual no salão com um vestido deslumbrante para dançar valsa com seu pai.       Por razões econômicas, na década de 80 o baile passou a ficar em segundo plano no desejo das meninas que optavam por viagens à Disney e debutar passou a ser considerado “fora de moda”, pela maioria delas. Neste mesmo período a Recreio precisava de reformas estruturais, o que mais tarde realmente aconteceu, fazendo com que, durante as obras, alguns bailes fossem realizados nos modernos centro de eventos dos principais hotéis da época.     Os bailes de debutantes tradicionais voltaram com força total e a cada ano se superam em criatividade e efeitos especiais. Mais de 300 meninas gramadenses e de fora, já desfilaram no salão do clube.        O tempo passou, e a Recreio continua se aperfeiçoando na organização deste evento que exige tanto requinte. Contamos na nossa cidade com profissionais especialistas. Em Gramado, na Serra Gaúcha, a Sociedade Recreio Gramadense realiza festas deslumbrantes com estilo, mantendo a tradição e a alegria das baladas modernas.            APOIO:      

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OS SHOWS SERTANEJOS

O ex presidente Paulo Volk conta que o senhor Claudino Weber, seu avô, dirigiu o clube de 1939 a 1941. Juntamente com a diretoria, publicou um edital de concorrência para arrendamento da copa. Os interessados apresentavam as suas propostas, por escrito, em envelope fechado, entregue ao presidente. Naquela época foi escolhido o Sr. Guilherme Dal Ri, que oferecia muitas vantagens. “A Recreio fez parte da minha adolescência, frequento o clube desde os 13, 14 anos. Vivíamos um resquício da ditadura em uma sociedade um tanto fechada”, diz.   “As festas aconteciam na sacada do clube. Ali era o nosso domingo de avant premier da juventude de Gramado. O Domingo era o dia mais esperado. Começava pelas 16h e ia até às 22h. Além de Raul Belgander, Ney Lisboa, Os Batucas, Os Lenheiros , havia música eletrônica. Dj, em toca disco Phillips de abrir a tampa e rolar som no vinil. Era o auge das músicas americanas. Bee Gees, Beatles e samba patie. Havia muitas brigas, entre Gramadenses e Canelenses, já que eles vinham para cá namorar as gurias de Gramado, a gente ficava com ciúmes, e quando a gente ia pros bailes em Canela, acontecia a mesma coisa. Então, ora apanhava lá, ora apanhava aqui, ora surrava lá e ora surrava aqui. Mas mesmo assim, o clube era um local que tinha um controle rígido das famílias, da sociedade, da diretoria e dos estatutos.  Em 74, 75, 76, se dançava juntinho, mas afastado. Não podia abraçar muito, tinha que ter respeito. Nos bailes tradicionais a noite, era mais complicado arranjar uma namorada, pois eram bailes mais de família e as meninas vinham acompanhadas dos pais, então, difícil se aproximar. No carnaval era um pouco mais solto, mais liberal. Os carnavais, na minha adolescência proporcionaram muitas paqueras. Normalmente acontecia assim: as gurias ficavam circulando, dançando no salão e a gente ficava parado. Quando rolava interesse, a gente colocava a mão no obro e começava a dançar junto, rodando pelo salão. A regra era clara: se a guria deixava ficar com a mão no obro seguia sambando junto. Se elas saía fora, tirava a mão, tinha que deixar a moça seguir sozinha. Então voltava e continuava ali, pescando até encontrar uma namoradinha” recorda. “Tenho várias lembranças de Bailes de Debutantes, era quando víamos as flores surgirem. Aquelas gurias que estavam presas em casa, eram apresentadas a sociedade. Foi num baile de Debut que comecei a namorar a Neka que foi minha esposa durante 30 anos”, lembra. Conta que durante a sua gestão os bailes de debutantes começaram a ficar ultrapassados, pois havia uma tendência de as meninas ganharem passagens para a Disney, no lugar de debutarem ou fazerem festa de 15 anos. Comportamentos tradicionais sendo substituídos.      Aos 29 anos quando assumiu a diretoria da Recreio desde. 1989 até 1993, conta que “o clube vinha se apagando, de certa forma, conservador demais para aquela época. Eu como representante da juventude, entendi que a Recreio não oferecia mais atrativos para os jovens. Bailes de Carnaval permaneciam. Baile de Reveillon, e Baile do Chopp, Baile de Debutantes já não faziam muito sucesso. O clube não tinha mais muita receita. Era o momento das eleições diretas no Brasil, 1988. Ano de movimento político muito importante na história do país, nova constituição. Houve grandes mudanças no comportamento da sociedade”, lembra.      Junto com uma turma de amigos, a idéia era resgatar a alma do clube. “Para fazer caixa decidimos trazer shows. A dependência do clube era pequena, então pedimos o pavilhão da Prefeitura. Eu como gosto muito de sertanejo, optei por trazer o “Chitãozinho e Xororó”. Show inédito em Gramado, junto com “Os Atuais”, que era um baita conjunto. O resultado foi fantástico e esse show motivou outros shows”, lembra. Promoveram um jantar baile com a cantora Rosana, e organizaram show também com “Teodoro e Sampaio” e Mercedes Sosa, todos com sucesso absoluto. Mas clube realmente estava envelhecendo. “O desafio de transformar o clube velho em um clube novo, e não apenas trazer uma gurizada nova para tocar pois os frequentadores eram bolonistas e o jogadores de carteado. Investimos uma parte dos resultados destes eventos em pinos automáticos de bolão, com recolhedor automático de pino. Nos enganamos, pois o Bolão estava morrendo e iniciando a era do Boliche nas boates” diz.     Em 1994 com apoio de grande parte do empresariado Gramadense, seu amigo Alemir Coletto o substituiu na presidência e iniciou a grande reforma necessária. “Ele conseguiu manter o aspecto arquitetônico, com a preservação do passado do clube, mas modernizando. O fato de poder ter contribuído com esta história me deixa muito honrado. É uma doação pessoal, para a sociedade, legado, sujeito a críticas e sujeito a aplausos. Sinto saudades de como tudo isso foi construído. Se é possível sonhar e é possível realizar” conclui.           APOIO:                   

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OS BOLONISTAS

No Brasil, assim como o jogo de Bocha está mais ativo dentro das comunidades italianas, o Bolão é concentrado entre descendentes alemães, e mais praticado na região Sul do Brasil. Os grupos históricos que fizeram parte do Bolão da Recreio tiveram papel fundamental para a concluir a construção da sede de alvenaria na década de 50, bem como o pavilhão com as moderníssimas canchas. Através de registros fica claro o envolvimento dos participantes em todos os períodos administrativos durante a evolução do clube, por muitas décadas. Para fazer parte de um Bloco de Bolão havia a condição se associar-se a Sociedade Recreio Gramadense, ser casado e sujeitar-se ao regulamento organizado pelo grupo.      A parir da década de 40 há registros de churrascos nos fundos da Recreio, perto do hospital. As famílias dos bolonistas plantavam árvores para sombreamento e mais conforto. Cuidavam dos jardins e das vertentes que passavam neste trecho. A rua Madre Verônica era um caminho estreito para o Hospital São Miguel, com poucas residências próximas. Até o início dos anos 60 muitos eventos das famílias gramadenses aconteceram neste espaço arborizado.   O GRUPO VIRTUDE É provável que tenha iniciado em 1925. Em junho de 1935 é riscado o nome Virtude  e colocado Combate. Alguns nomes listados são: Oscar Fisch, Otto Meyer, Cláudio Stangerlin, Reynaldo Sperb, Afonso Bordin, Arthur Zwetsch, Arno Sander, Bruno Riegel, Eduardo Seibt, João Nicoletti Daros, Antonio Accorsi, João Dal Ri, Aquilino Libardi, Edvino Jacobsen, Olímpio Benno Ruschel, Augusto Daros, Floriano Petersen, Euzébio Balzaretti, Argento Bertolucci, Armando Ruschel, Guilherme Dal Ri, Pedro Berti.     BLOCO COMBATE  Fundado em 3 de março de 1925, presume-se que era o antigo Virtude, ou que acolheu o extinto grupo. Alguns componentes: Boaventura Ramos Pacheco, Rodolfo Waslawick Filho, Agusto Zatti, João Leopoldo Lied, Pedro Candiago, Rodolfo Arend, Henrique Bertolucci, João Henrique de Castilhos, Maximiliano Gaspar, Reynaldo Sperb, Virgílio Zanotti, Ângelo Rossi, German Heller, Benno, Willy e Armando Ruschel, Alfredo Waslavick, Adilso Franck, Antônio Barbacovi, Hugo Daros, José Witmann, Orlando Koetz, Padre Luiz Manéa, Miguel Sbabo, Renato Kasper, Walter Sempé, Remi Belotto, João Sartori, Elias de Moura, Eddy Oaigen, Gersi Accorsi, Abel Parmeggiane, Adelino Catucci, Eduardo Bisol, Paulo Pante, Carmo Henzel, Fabio Weeck, Izaias Cartana, Lauri Arnold, Danglar Libardi, Gilmar Colisse, Roque Moschen, Raul Sartori. Mesmo nos registros mais antigos mostram que eles treinavam obrigatoriamente uma vez por semana e que pagavam para se divertir. Desafios, muito comuns valendo churrascos e macarronadas aconteciam entre os componentes e especialmente com outros blocos. Havia conta no "Armazem Ferreira, Seccos, Molhados e Especialidades",  que registrava fornecimento de mandioca, cana, sal, papel, e erva e pão novo, na padaria "Wilibaldo Schlier". O mais tradicional adversário do Combate era o Garra de Ferro, de Caxias do Sul. Há registros do Bloco Combate, filiado à Recreio, até o ano de 1991.   VAMPIROS Fundado em 28 de agosto de 1926, encontram-se registros até o ano de 1935. A Coletoria Estaduual que funcionava no povoado naquela época, retinha a reserva finaceira do bloco como se fosse um banco. O URSO pagava multa. Se o jogador fazia BANDA, também pagava multa. O CAPITÃO pagava extra também. A luz e alguel das canchas eram pagos separademente ao clube. Organizavam cchurrascos, bailes e fetejos no clube. alguns componentes: Henrique Castilhos, Agostinho Dall Alba,, Hugo Daros, Ernesto Schroer, Reinaldo Haugg, Virgilio Balzaretti, Evaldo Sorgetz, Francisco Alexandre Zatti, Erny Hermann.   GRUPO DE BOLÃO 15 DE ABRIL Fundado em 15 de abril de 1928. Este grupo se dispunha a dar toda a renda arrecadada para o clube, com a condição de que não fosse cobrado aluguel da cancha e os demais encargos.   Não há registros dos nomes dos participantes deste grupo.     GRUPO TUYUTY Fundado em 6 de março de 1925, o nome foi escolhido em homenagem a um dos mais gloriosos feitos de bravos soldados comandados por Manoel Luiz Osório. Os últimos registros deste Bloco, filiado à Recreio foram em 1991. Constituído durante todas as décadas em que permaneceu por alguns componentes aqui mensionados: Cláudio Pasqual, Rodolfo Schlieper, Jorge Bard, Reinaldo Muller, Waldemar Marques, Henrique Bertoluci Sobrinho, Valentin Zanotti, Jurandy Bender, Rudi Schlieper, Oscar Bauer, Oscar Fisch, Zeno Sturmer, Bruno Muller, Ingo Ramm, Victório Lazaretti, Julio Chaulet, Cláudio Stangherlin, Caludino Weber, Daniel Arend, Demetrio Pereira dos Santos, Dante Bordin, Leopoldo Rosenfeld, Francisco Perini, Secundino Prezzi, Almeris Peccin, Erico Albrecht, Emilio Darsie, Helmuth Fries, Helmuth Sorgetz, João Francisco Bertoja, Leopoldo Preto, Oscar Dal Ri, Pompeu Peccin, Walter Plutzenreiter, Waldemar Weber, Alexandre Fleck, Airton Fleck, Alexandre Albrecht, Arlindo Zinke, Clelio Tisott, Delvair Ghesla, Décio Tisott, Gilberto Drecksler, Gilmar Ramm, João Alberto Oliveira, João Carlos Brentano, Luis Carlos Stopassola, Roque Silva, Waldemar Ramm, Wandir Sthal, Ulli Rolof, Edésio Reck, Nelson Fassbinder, Alcenio Fassbinder, lcides Balzaretti, Paulino Castilhos.    CASTELO Fundado em 08 de maio de 1946. Dos blocos masculinos, foi um dos primeiros a ter uniforme para os jogadores, em 1966. Usavam calça escura e camisa branca com logo de um Castelo impresso escrito: CASTELO – GRAMADO. Realzo torneios com os demais blocos filiados e bailes de aniversário com entregas de taças,. Alguns dos integrantes: Celestino Tomazelli, Alceno Noé, Rudi Benetti, Romildo Bazzan, Angelo Boff, Atílio Sacket, Egídio Weber, Quintino Gonçalves, Remi Melara, Reinaldo Baqui, Setembrino Boniatti, Ernesto Zorzanello, Edésio Reck, Egidio Michaelsen, Werno Drecksler, Roque da Silva, Pedro Roldo, Rudi Sartori, José Carlos Ferreira Bastos.       BLOCO DE BOLÃO OS GRAMADENSES Composto por casais gramadenses, fundado no final dos anos 70. Treinavam aos domingos à noite. Os participantes eram, entre outros: Aurélio e Iraci Sartori, Armando e Nair Oberher, Antonio e Flávia Barbacovi, Alfredo e Rosa Becker, Edésio e Arcelita Reck, Ermindo e Alice Moschen, Élio e Leilaine Correia, Henrique e Amabile Giacometti, Ivo e Anita Barbacovi,  Isaias e Nelci Abraham, Júlio e Pierina Carniel, Olídio e Elli Dutra, Sérgio e Cristina Schneider, Sérgio e Gládis Moschen, Wilson e Ludiva Fassbinder, Wilibaldo e Helma Oberher.             APOIO:               

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AS BOLONISTAS

Há períodos variados na história, em que o Bolão foi condenado como jogo de azar ou praga, ora pela Igreja, ora pelo Estado, já que em torno das reuniões de "bolonistas" era comum bebedeiras, brigas, discussões e apostas em dinheiro. Com o passar dos anos, alteraram um pouco as regras, o desenho e formato das pistas, pinos e bolas e finalmente introduziram as mulheres. Senhoras, esposas de bolonistas não menos competitivas, mas que jogavam, tomavam chá e conversavam. Estava criado, então um "novo jogo", com menos chances para infrações.       Havia desfiles no centro de Gramado com as seleções de representação dos Blocos de Bolão. Além dos encontros semanais, no clube para treinos, as mulheres organizavam reuniões em casas de componentes.  Algumas também se apresentavam como Blocos de Carnaval.        BLOCO DE BOLÃO BELLONA Possivelmente fundado em 1924 era formado pelas filhas de adeptos do Partido Libertador. Elas usavam lenços vermelhos. Treinavam nas quintas feiras.   Algumas componentes: Aurora Casagrande, Isaura Darcie, Genoveva e Eleonora Balzaretti, Maria Waslawick, Rosita Bertolucci e outras.    BLOCO DE BOLÃO PRIMAVERA Formado por moças de famílias do Partido Republicano, de lenço verde, a possível data de fundação, foi em março de 1925.  Algumas componentes: Iria Lied, Irma Lied, Iraci Lied, Íris Lied, Irani Lied, Dosolina Daros, Clementina Daros, Edelvira de Castilhos, Julieta Bastos, Oscarina Bastos, Aura Boelter e Lia Ruth Boelter. O grupo convidava rapazes para formarem cordões carnavalescos. Boaventura e Waldomiro Ramos Pacheco faziam as músicas do Grupo de Bolão que era Bloco de Carnaval também    BLOCO DE BOLÃO 2 DE OUTUBRO Fundado em 20 de Outubro de 1944. Integrado por Íris Lied dos Santos, Oscarina Bastos Benetti, Nair Gonçalves Ribeiro, Irani Lied de Castilhos, Rosita Benetti, Julieta Balzaretti, Erlinda Stumpf, Maria Libardi e Olda Boelter Fisch. As componentes são em sua maioria as mesmas que fundaram, mais tarde o "30 DE SETEMBRO".     BLOCO DE BOLÃO 30 DE SETEMBRO Fundado em 30 de Setembro e 1953. O uniforme era composto de saia rodada preta e uma blusa branca com mangas e gola japonesa. O monograma era bordado a mão em piquet branco com dois paus de armar em marrom. Algumas componentes: Clari Accorsi Sartori, Cantides Gonçalves, Cida Castilhos Petersen, Dalila Jungbluth, Dercy Couto, Edelvira Castilhos Bertolucci, Emma Fisch, Iria Lied de Castilhos, Irma Bertolucci Peccin, Julieta Bastos Balzaretti, Ladi Bastos, Rosita Bordin, Soely Accorsi Daros, Zari de Castilhos, Beracy Oaigen, Dalcira de Oliveira, Ermelinda Fisch, Flávia Barbacovi, Inge Fisch, Lacy Bertoja, Oasita Haas, Rosita Benetti, Similda Riegel.  Música Nós do 30:  "Nós do Bloco 30, cá no bolão somos maiorais, mas na hora do aperto, o braço vira e as "banda"vem atras. Não é preciso ter vegonha, se jogar e fracassar! Prá que vitória, pra que prá nós, se a farra é muito melhor!"        BLOCO DE BOLÃO RAINHA DA SERRA  Fundado em 06 de Outubro de 1953. Algumas senhoras que fizeram parte deste grupo: Ermelinda Sorgetz, Judahyba Ruschel, Célia Zatti, Célia Fleck, Anita Muller, Ilma Miranda, Thereznha Koetz, Ilsa Kuhn, Hermida Perini, Odete Balzaretti, Ermínia Accorsi, Orlandina Michaelsen, Amabilda Bertolucci, Claudina Michaelsen, Iracema Bazzan, Sonia Bonatto, Pierina Carniel, Presila Bazzei, Elli Dutra, Margarida Adam, Iria Hermann, Irani Ramm, Nair Oberth, Cléa Albrecht, Irene Preto, Gerda Sorgetz, Irma Zanatta, Irlei Zanatta, Nair Perini, Rosa Drecksler, Helena Manéa. Música encontrada no primeiro livro da atas do bloco: "Unidas marcharemos para frente, engrandecendo assim a nossa terra. Humildes competimos lealmente pela glória do Rainha da Serra. Estribilho: Com alegria, venceremos! Nada pode nos deter! Com certeza enfrentaremos os que cumprem o seu dever! Avante! Pela vitória de nossa gente.  Por nossa glória combateremos tenazmente. Forjaremos a nossa história!"               APOIO:           

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A ERA DO BOLÃO

A Sociedade Recreio Gramadense, durante muitos anos teve o Bolão como ícone. Do Bolão surgiam eventos sociais, foram escolhidos os Presidentes, Secretários e Conselheiros. Durante uma era o esporte foi o centro dos maiores acontecimentos de toda a região. Apreciado tanto por operários, profissionais liberais e empresários, fez muito sucesso em todas as classes sociais e foi assunto preferido nos encontros para o cafezinho, aperitivos e chás da tarde frequentados pelas senhoras. Motivo de grandes confraternizações, incentivou os habitantes de Gramado a tornarem-se sócios do clube.     Existe há cerca de 3 500 anos. Escavações em sítios arqueológicos egípcios detectaram sinais de jogo de bolão ancestral. Há indícios de que povos bárbaros e tribais teriam um eventual jogo com caveiras e ossos no lugar de bolas e pinos. Esporte primitivo, com origem no Egito, Polinésia utilizando bolas e pinos. Já foi praticado como cerimônia religiosa quando acreditava-se que ao derrubar o bastão, a pessoa que arremessou estaria livre dos pecados.     Segundo registros o Bolão foi mencionado pela primeira vez na Alemanha em 1157, na cidade de Ronthenburg. O 1º campeonato Mundial de Bowling foi realizado em 1925, na Suécia. No Brasil, o esporte foi introduzido através dos imigrantes Alemães, apresentando duas modalidades: BOLÃO 23 com a bola de 23cm de diâmetro e o BOLÃO 16, com bola de 16cm de diâmetro, praticado por homens e mulheres.   Taça Tuyuty, anos 50. Sturmer, Hogo Daros, Guilherme Dal Ri, Bruno Muller. Foto: Arquivo Pessoal Sérgio Bertoja   Até 1947 sempre houve apenas uma cancha de bolão na Recreio e vamos relembrar um pouco da nossa história, em alguns capítulos.   30 de Setembro: Rosita Bordin, Ema Fisch, DalilaJungbluth, Clari Sartori, Ladi Bastos, Tereza Bastos, Edelvira Bertolucci, Cantides dos Santos, Zari Castilhos, Irani Castilhos, Soeli Daros, Julieta Balzaretti, Irma Peccin, Derci Couto, Cilda Petersen     A sede inicial do clube, de 1915 a 1929 ficava na esquina com Major Nicoletti, e o prédio era locado. A Recreio foi fundada em 15 de abril de 1915 ficava de frente à Praça Major Nicoletti, que ainda não era bem uma praça. Havia uma cancha de chão batido, na rua, dificultando visualizar a bola e os pinos em dias de serração. As pontuações eram anotadas no “ourinho”, papel que protegia os cigarros dentro das embalagens.    Na segunda sede, de 1928 e 1956 na esquina da atual, entre a Madre Verônica e Garibaldi, o  prédio era próprio, de madeira. Durante a 1ª etapa da construção, entre 1928 e 1929 houve a inauguração da Cancha de Bolão com leilão das primeiras bolas e ainda, JOGO DOS CARTÕES para a disputa de uma MEDALHA DE OURO oferecida pela Sociedade. Entre os envolvidos na Comissão dos Festejos e ampliação, estavam Cláudio Pasqual, Oscar Fisch, Valentina Zanotti, Pedro Candiago, Orestes Dalle Molle e João Alfredo Schneider. Há muitos registros de churrascos nos fundos da Recreio, durante este período.   Bolonistas do Grupo Castelo em dia de treino: Walter Sempé, Egídio Michaelsen, Edo Brentana, Euclides Bondam, João de Oliveira, Adilson Franck, Carlos Tomazelli, Hans Nikolaysack, Theobaldo Scheifler, Celestono, Ilso, Ernesto Simão Tomazelli, Rudo Benetti, Setembrino Boniatti e Alceno Noé. Acervo S.R.G.   A época de ouro, foi a partir de 1954, no pavilhão do bolão, com duas canchas moderníssimas, inauguradas em 1º de maio de 1954, em um grande evento, com a presença de muitos gramadenses e visitantes. Entre os festeiros destacaram-se Daniel Arend, Guilherme Dal Ri, Henrique Bertolucci Sobrinho e Oscar Fisch. O evento que comemorava os 39 anos da Recreio foi realizado com levantamento de dinheiro dos bolonistas. O "Batismo da Cancha da Direita" foi feito pelo Bloco Tuyuty e o "Batismo da Cancha da Esquerda", pelo Bloco Combate.     Em 1995 para a construção da atual e 4ª sede do clube foi vendido parte do terreno da Recreio, tornando-se viável fazer a reforma necessária. O térreo passou para espaços totalmente comercializados e o salão social foi elevado para o 1º Piso, mantido somente o hall no térreo. As obras de reconstrução do clube seguiram até novembro de 1999. Em 2005 foi inaugurado outro espaço social, o “Salão Verde Antoninho Barbacovi”.   Pedro Fattori, Nelson Dinnebier, Altivo Becker, Tino Volk, Amantino Libardi, Osmar Accorsi, Euzébio Balzaretti, Ilso Tomazelli e Remi Melara. Acervo S.R.G.   Os Blocos de Bolão foram constituídos por grupos de famílias históricas de Gramado, responsáveis pelo progresso da Sociedade Recreio por muitos anos. Além de garantir a frequência dos associados na sede e animar a vida dos gramadenses, este esporte oportunizou a formação dos grupos políticos e lideranças de Gramado.  Oficialmente filiados a Sociedade Recreio Gramadense, conforme os registros, foram os seguintes: COMBATE: fundado em 03 de março de 1925 TUYUTY: fundado em 06 de março de 1925 VAMPIROS: fundado em 28 de agosto de 1926 1º DE OUTUBRO: fundado em 1º de outubro de 1939 CASTELO: fundado em 08 de maio de 1946 30 DE SETEMBRO: fundado em 30 de setembro de 1953 RAINHA DA SERRA: fundado em 06 de outubro de 1953             APOIO:             

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DANÇA COMIGO?

As danças nos salões da Recreio, sem dúvida, foram os momentos que construíram as melhores memórias afetivas que se perpetuam no tempo... Há os que fazem referência aos bailes com “danças de rosto colado” e outros às festas que exploravam momentos espontâneos, impulsionados por músicas animadas, quando muitas vezes não se lembrava com quem havia dançado. O som alto diminuiu o diálogo, e não a sedução.  São momentos saudosos de gramadenses dançarinos ou apenas admiradores que voltaram no tempo de olhos fechados, relembrando um cenário embalado por músicas que marcaram as suas vidas.   Foto: Maria Delourdes Sbabo Magnus   Nos bailes de antigamente havia uma forma de cortejo, ato de sedução extremamente romântico e educado. Os jovens procuravam pelo salão a garota ideal que muitas vezes encontrava-se na mesa sentada com os pais. Era preciso audácia para chegar até ela e fazer o respeitoso convite: - Dança comigo? Seria indelicadeza dela não aceitar, e um “sim” educado já deixava animado o rapaz atrevido. A regra era dançar no máximo três músicas com o mesmo rapaz, demonstrando que não havia outro interesse, a não ser, a boa educação. No entanto, se houvesse química, as danças se prolongariam o baile todo. Os rostos se colavam e a sedução continuava com uma conversa ao pé do ouvido. Um tempo mágico onde o cavalheirismo de uma dança fazia casais flutuarem pelo salão de forma encantadora. Mãos na cintura, abraço forte que aproximava ao peito e colava o rosto, ao som de orquestras que tocavam valsas, "foxtrot" e tangos.  O beijo roubado, era às vezes o único da noite. O romantismo seguiu com os boleros. Mas a década de 50 ficou marcada por uma transição cultural, especialmente em relação à música e ao comportamento adolescente. Época de jazz e rock. Com passos cadenciados os casais se moviam, separando-se e retornando rapidamente, como um iô iô, indo e voltando. Anos 60 além do rock and roll, surgiram “cha-cha-cha”,  “hully-gully” e  “twist” que tomou conta das pistas. O novo “passinho”, era ensinado pelos rapazes que moravam em Porto Alegre e passavam os finais de semana em Gramado. Imagine uma toalha de banho nas costas, esfregando de um lado para o outro e pisando movimentando os pés como se apagasse um cigarro no chão. Nessa época era muito comum, casais de namorados circularem acompanhados com “chá de pêra”, a famosa "vela", visto que o comportamento da juventude era mais “avançadinho”.   Foto: Gustavo Merolli   Jamais será apagado o tempo da brilhantina nos anos 70, a chamada era “disco”. Discoteca, "hustle" e "breakdance", com influência americana, basicamente solo com chutinhos e movimentos das mãos sempre acompanhando a batida da música. A febre dos anos 80 e 90 era todo mundo dançando igual e no mesmo ritmo e o som cada vez mais potente e eletrônico. Na virada do milênio contamos com variedade de estilos musicais para atender a todos os tipos de público. Axé, música eletrônica, black music, samba, indie, rock, pop, retrô anos 80 e funk. Mas, e os passinhos para acompanhar esta “balada”? Cada tipo de música tem o seu jeito e quem não sabe, dança do jeito que sabe dançar! O mais importante era estar na pista aglomerada ao sinal da música preferida. Ou ainda, há quem tenha subido no palco para registrar a "performance" com os artistas da banda da noite. Além das bandas, o repertório por conta das tradicionais "pickups", alternava CDs ou vinis e alguns DJs tocavam arquivos de música direto do notebook. Com o avanço exponencial da tecnologia, já mudou muita coisa desde então!   Foto: Gustavo Merolli   Esta mistura de gerações, décadas de estilos, música e dança foi revivido em muitos casamentos, festas de 15 anos, bailes de debutantes, entre tantos eventos! "Saudades de uma festinha né, minha filha?" A dança é um tipo de arte que influencia a saúde física e emocional, em cada tempo, e as músicas são poesias que marcam histórias. Em época de pandemia, espero que as pessoas ainda dancem, embaladas por “lives” e “playlists” propagadas pelo celular, gerando novas memórias afetivas, agora, na sala das suas casas, mas em breve com os amigos, por aqui.         APOIO:            

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CENÁRIO DE MEMÓRIAS

“Às pessoas da minha faixa de idade tenho certeza que a Recreio traz ótimas lembranças”, diz Luiz Antônio Barbacovi, atual Vice Prefeito de Gramado e Conselheiro da Recreio por quase 40 anos. “Entidades que reúnem as pessoas geralmente são referências nas comunidades. Nosso clube é mais antigo que Gramado, onde encontros se transformaram em amizades, relacionamentos e famílias. Grande parte da história política, social e econômica de Gramado foi escrita nos salões da Recreio. Decisões sobre a cidade aconteceram aqui, em bate papos e reuniões sociais. Escrutínios provocavam burburinhos por dias, envolvendo as tão esperadas notícias sobre o resultado das eleições! Lembro dos Bailes de Debutantes, em que eu ficava nervoso para dançar”, comenta.   Família Barbacovi, na Recreio: João Carlos, José Inácio, Luiz Antônio, Jorginho, Ivo Antônio e Anna Barbacovi. Foto: Arquivo Pessoal   “Sou do tempo quando Colégio Santos Dumont ficava onde hoje é o Banrisul, frente à Recreio e crianças eram restritas ao clube. Na minha infância, houve Missa Cinquentenária da Recreio, em frente a portaria. Fui um dos coroinhas e ajudei o Padre Manéa na celebração dos 50 anos. Ajudar na missa prestigiada pelas famílias tradicionais de Gramado, autoridades, foi muito marcante! Meu tio, Antoninho Barbacovi, ficou conhecido pela participação na vida social de Gramado, como garçom, por grande parte da sua vida. Nos anos 50, eu e meus primos na mesma faixa de idade, espiávamos os eventos nos carnavais, escondidos por debaixo das mesas, com a permissão dele e da minha tia, quando foram ecônomos. Bacana, esperar o Carnaval chegar, para viver esse momento” conta. O senhor Antoninho Barbacovi foi também degustador de vinhos da antiga Vinicola Petronius referência nos anos 60, prédio da atual Secretaria de Educação.     Missa em Celebração aos 50 anos da Recreio, em Gramado. Foto acervo S.R.G.   Missa em Celebração aos 50 anos da Recreio, em Gramado. Foto acervo S.R.G.   Entre 60 até 68, lembra que a Recreio foi o primeiro local com quadra de esportes. “Quadra de asfalto pequena, frequentada por jovens gramadenses. Jogávamos vôlei e futebol. Os times da época: Tênis Clube, Cometa, Ester Sul. Esfolei algumas vezes naquele piso de asfalto! Depois, surgiu o pavilhão da Prefeitura e desativaram nosso pequeno espaço esportivo da cidade. Frequentei muito o Bar da Sacada, no mezanino da Recreio, boate referência para o Vale do Sinos, Paranhana", lembra.     Destaque Social no Jornal de Gramado, anos 80.   Integrante do bloco dos "Velhinhos", já foi um dos "Monarcas do Ritmo" e relembra este bloco carnavalesco histórico formado por pessoas que tiveram grande influência em nossa cidade. “Além das fantasias impecáveis, os Monarcas eram como empresa organizada, com hierarquia e disciplina. A Sílvia Zorzanello, o Luciano Peccin e outras lideranças estudantis da época, jovens com visão diferenciada, marcaram o início da qualidade para o que a cidade viria a apresentar. Influenciaram comércio, hotelaria, gastronomia e arquitetura. O bloco contou com mais de 100 participantes e há 50 anos isso foi bastante significativo! Sentíamos imenso orgulho em participar do bloco e representar a Recreio Gramadense no Carnaval, em destaque na região e no Estado”. Atuou como Secretário da Recreio em 77,  quando o clube era local de encontro dos gramadenses no fim do dia. “Hora de tomar aperitivo, jogar bolão. Meu pai jogava como a maioria do pessoal de Gramado. Nessa época, já observávamos necessidade de mudança, surgiam eventos de grande porte como Festival de Cinema e a cidade já se estruturava como destino turístico. O clube era muito procurado, mas estava em situações precárias. A empresa do meu pai e do senhor Aquilino Libardi, reformaram as canchas de bolão trocando por títulos, assim como outros que colaboraram doando materiais e serviços. A verdade é que nos anos 80 a Recreio não tinha mais condições de abrigar eventos. Então, iniciou o movimento jovem acreditando que o clube precisava se modernizar para acompanhar a evolução da cidade”, lembra.    Luiz Antônio Barbacovi e Juliana Koetz, Relembrando na Recreio. Foto Lucas Dias.   Em 1993, Luia foi eleito Presidente do Conselho Deliberativo, época em que efetivou o Projeto Recreio 2000, determinante para a Recreio. “Período de grandes discussões entre reconstruir a estrutura e a inevitável situação de desmanchar o espaço do bolão, obra reformada poucos anos antes e com espaço pouco usado”. Ao lado de Paulinho e Coletto, líderes desse movimento, Luia participou de todo processo. Período dos mais produtivos em termos de estruturação. “Tive a felicidade de realizar o sonho em transformar a Recreio num padrão de clube para Gramado, com localização formidável, que presta um excelente serviço à nossa comunidade. Comemorei também os 60 anos da Festa das Hortênsias, uma homenagem da Câmara de Vereadores que proporciou o reencontro das famílias. Noite como o antigo baile das Hortênsias: festa de nível nacional e congraçamento das famílias gramadenses, amigos de origem em famílias inseridas e viculadas ao desenvolvimento da cidade” diz. Demosntra saudade de um tempo que se modernizou deixando de lado este espaço bucólico e o romantismo de uma era. “Cenário da mesma memória afetiva na história de convivência que tínhamos. Jogávamos com o Sr. Adail de Castilhos e nos encontrávamos no glamour da Recreio. Antigamente esperávamos para acontecer um baile, de seis em seis meses, nos preparávamos, escolhendo a melhor fatiota. Os eventos aconteciam em uma velocidade mais lenta e eram valorizados. Hoje existe superficialidade nas relações, perdemos o contato, o preparo. Existiam regras: o que aprendíamos em casa e se aplicava aqui. Sinto muito orgulho em fazer parte desta história”.          APOIO:        

RELEMBRANDO

O BRILHO DO SALÃO

O senhor Luiz Roldo Filho, aos 90 anos com uma memória invejável, fala sobre os tempos do clube nos anos de 1950. Casou-se com dona Iracema Libardi na Igreja de Pedra e a festa aconteceu na Recreio em novembro de 1958. Época da gestão do senhor Cláudio Candiago como presidente do e do seu sucessor, o senhor Francisco Bertoja. “Eu e a Iracema saímos de Porto Alegre e viemos morar na Sociedade Recreio Gramadense”.    Festa de Casameto Luiz Roldo Filho e Iracema Libardi., 1958 Foto: Arquivo Pessoal   O casal começou a trabalhar como ecônomo, a convite do pai da dona Iracema, o senhor Aquilino Libardi. Antigamente o sistema de construção era totalmente diferente. Demorava muito tempo para terminarem as obras normalmente feitas por um pedreiro e um ajudante. “Aquilino construiu a Recreio, a Igreja, o Hospital, os Colégios, o Cinema, o prédio da Prefeitura e o nosso Hotel Gramado Palace também. Nasceu em Gramado, na Tapera, em 1909 e morreu em 1991. Em 1951, demoliu a ´velha´ Recreio de madeira, que havia sido feita por ele e construiu a segunda, também. A obra de alvenaria terminou em 1956. O Aquilino presidiu o grupo de bolão 1º de Outubro. Gramado era uma cidade mais simples, um lugar muito gostoso! Chamava-se Picada para os Alemães, Linha para os Italianos. Por causa dos Tropeiros passou a se chamar Gramado. Eu sou do tempo em que não havia automóveis aqui. Havia carreta, carroça e eu andava à cavalo em Gramado", lembra seu Luiz.    Aquilino Libardi. Foto: Arquivo Pessoal   Aquilino Libardi e time de Bolão Recreio Gramadense, década de 40. Foto: Arquivo Pessoal   Sobre a rotina de serviço do clube, antigamente, conta: “Éramos nós dois, uma cozinheira e um ajudante no máximo. Diariamente às 9h da manhã alguns gramadeses apareciam para tomar café no balcão. Centenas de pessoas circulavam na Recreio. Às 11h chegavam os primeiros sócios para tomar aperitivo. A Iracema e a cozinheira ficavam preparando almoço, pois em seguida chegavam os clientes para almoçar. O Antoninho Barbacovi era o garçom mais honesto e trabalhava muito bem. À noite preparávamos jantares pros grupos de bolão e nos bailes também. Servíamos o pessoal que frequentava a boate e o Cassino. O Bertoja, quando presidente trouxe muitas novidades! Do pessoal que jogava bolão eu lembro muito do Nina, do Parque Hotel, Oscar Knorr do Parque Knorr e do Leopoldo Rosenfeldt, do Lago Negro. Todos jogavam aqui”.   Luiz Roldo Filho e Iracema Libardi, economato Recreio Gramadense, 1960. Foto: Arquivo Pessoal   Ele conta que em muitas madrugadas faziam sopão para os que viravam à noite jogando carta. “Lembro de gente que sentava nas mesas e ficava jogando por três dias. Pelas 3h da madrugada pediam para preparar uma galinhada. E sabe como que se preparava uma galinhada naquele tempo? Precisava ir aos fundos, no galinheiro, pegar as galinhas, passar na água quente, depenar e limpar. Hoje se compra prontinha, temperadinha, é só botar na panela! Naquele tempo era um longo processo para preparar e servir à mesa para o cliente. O acesso à sala de carteado era por uma escada caracol. A porta da ficava quase toda fechada e eu mal conseguia passar com a bandeja e com os pratos. Havia uma mesa só para canastra e outra para pôquer. Os gramadenses mais bem de vida jogavam pôquer”, conta.    Iracema com os filhos Marcia e Augusto, Carnaval da Recreio Gramadense, 1966. Foto: Arquivo Pessoal     Augusto Roldo, um dos filhos, como "Laçador", 1º lugar carnaval infantil da Recreio Gramadense, 1968. Foto: Arquivo Pessoal   Augusto e Luiz Roldo Filho, Relembrando. Foto: Rafael Debacco   O senhor Livo de Fries assumiu o economato depois que o casal saiu em 1962. A família Roldo participou da longa história do clube. “Sinto saudades da minha juventude, naquele tempo eu não tinha medo de nada! Trabalhamos com muita dedicação e comentavam que dava até para se espelhar no salão. A Iracema tinha mania de encerar tudo, passava cera até nos pinos do bolão. A cancha de bolão brilhava! Muito caprichosa, assumiu a Recreio como se fosse a casa dela! Gramado antigamente era uma grande família. Hoje somos números. Uma cidade que nasceu e deu certo. Todos queriam ajudar como se fosse o seu próprio lar e talvez, por esse motivo, evoluiu tão bem”!          APOIO:         

ATUALIZANDO

DESAFIO

Chegamos na reta final de um ano mundialmente afetado. Por mais desafiador que seja, sofremos todos os dias pela angústia em não saber o que acontecerá no dia seguinte.  Qual decisão política vai nos afetar amanhã?   Foto: Cid Guedes   Neste ano, que começou promissor, tínhamos em torno de 40 eventos agendados, que foram cancelados ao longo desta pandemia. Inquietos que somos, nos reinventamos e atuamos da maneira em que nos foi permitido.   Foto: Cid Guedes   Pois bem, chegamos ao último mês do ano trazendo o encanto de parte do NATAL LUZ para ser apresentado dentro da nossa casa!   Foto: Cid Guedes    O espetáculo ILLUMINATION, através de Sergio Korsakoff com produção da gramadense Nini Volk, renova a esperança e a fé, para um término de ano mais digno, a quem nunca desistiu. Ainda fomos surpreendidos com a impossibilidade de realizar as primeiras sessões. Mas não podemos parar de lutar!   Foto: Cid Guedes   Os eventos não são os vilões da pandemia, e vamos sim, provar que aqui na Recreio, em Gramado, podemos trabalhar de forma responsável. Somos movidos por desafios e não temos 105 anos por acaso!   Ike Koetz Presidência Recreio GramadenseGestão 2018 a 2020