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CHAVE DE OURO

Ultrapassamos a barreira de 26 mil visitantes nos variados eventos organizados na Recreio este ano. Nesta oportunidade em que nos aproximamos do encerramento de 2019, acho importante lembrar alguns, dentre tantos. O Gramado In Concert, que aconteceu em fevereiro é um dos eventos do município que mais cresce em termos de público e estrutura.   Com muita alegria, em março sediamos o EBA, Encontro Brasileiro de Animadores e o 41º CONAC, o maior evento de consórcios que reúne anualmente centenas de profissionais do ramo. Os Encontros da Família CNEC, que neste ano foram quatro, são sempre maravilhosos e repletos de carinho, onde pais, alunos e educadores confraternizam em diferentes ocasiões. Além desses, esta tradicional escola realizou a Festa de São João. Em julho, fomos o cenário para o Lions Clube comemorar seus 50 Anos incentivando o espírito de compreensão e os princípios da boa cidadania.     Eventos beneficentes foram realizados durante o ano todo. Promovidos pelo Rotary e Liga Feminina de Combate ao Câncer, o Jantar Homens na Cozinha e o Chá da Solidariedade, tradicionalmente nos envolvem com esse espírito e mobilizam as pessoas. Também no sentido de buscar ajuda a quem precisa, aconteceram o Bazar da Paula Jaeger em benefício ao Hospital São Miguel e o Bazar Mãos Fraternas. Ficamos muito felizes em ser ponto de venda das camisetas da Corrida Pela Vida. Eventos comunitários consagrados como Festa da Paróquia São Pedro, o 8º Maçom Gourmet, 2º REVIVAL DANCE e Baile do Retranca encheram o nosso salão do clube com alegria e brilho da nossa comunidade. Sediamos o Festival da Música,  setembro. No mês de outubro, houve o Desfile da Revista Like, Desafios da Educação e a primeira edição do Mundo Encantado da Recreio para as crianças brincarem com seus pais nesta data especial.     A valorização da amizade, solidariedade, celebração da vida e união entre as pessoas, aconteceram aqui. E por falar em união e celebração da vida... belíssimos casamentos, bodas e aniversários de 15 anos foram celebrados durante o ano todo. Cada um com seu encanto e personalidade percebidos em cada detalhe das festas que foram organizadas. Em novembro, sediamos a festa de abertura do FESTURIS e o Convention & Visitors Bureau promoveu uma grande comemoração aos 20 anos de trabalho, fomentando o turismo de negócios em Gramado e Canela. Pianistas de Bagé, pela segunda vez na Recreio, agora faz parte da programação do Natal Luz. Durante o recital gratuito, 20 pianistas apresentaram um repertório clássico, erudito e impressionista francês, que emocionou o público de diferentes faixas etárias, no mês passado.   Com “chave de ouro” encerraremos a nossa agenda de 2019. No próximo sábado, dia 07 receberemos a Orquestra Sinfônica, com um espetáculo que promete grandes emoções onde toda a nossa comunidade está convidada a assistir e a entrada é gratuita. Dia 12, acontecerá o evento comemorativo aos 65 Anos de Gramado, no dia 17 o Encerramento das Atividades da Secretaria de Esportes e Lazer com jovens promissores da nossa cidade. No dia 19, a inovação com Summit Talks que reúne os principais nomes do empreendedorismo brasileiro para debates e lógicas de negócios do presente e alternativas de futuros possíveis. Para concluir, dia 24 Ceia de Natal e dia 31 a Ceia de Reveillon. Então, esta é a nossa Recreio. O clube com 105 anos, que mescla o antigo com o novo e reúne as pessoas que acrescentam e que ainda tem muito por fazer em nossa sociedade. Eventos culturais, eventos corporativos e eventos sociais. Zelamos pela preservação da nossa história, com as portas sempre abertas para a renovação dos próximos anos. Em nome de toda a diretoria e equipe, agradeço a todas as pessoas que se envolveram na realização de cada momento e aos que dedicaram seu tempo a prestigiar o que aqui aconteceu. Nos vemos em 2020!!  Luis Henrique de Castro Koetz Presidência Recreio Gramadense Gestão 2017 a 2020

RELEMBRANDO

AS MASCARADAS

Uma rica memória, no auge dos seus 93 anos, Lacy Bertolucci Bertoja, a segunda Rainha do clube, contou algumas boas lembranças que viveu na Sociedade Recreio Gramadense. “Desde que eu era muito pequena, lembro-me que minha mãe, Angelina Casagrande, participava de grupos de bolão. De costume, as crianças acompanhavam, para assistirem. Nestes encontros nossas mães também organizavam piqueniques, o que era muito gostoso”.  Há registros que os primeiros grupos de bolão femininos foram criados em 1925, com nomes de Primavera, Bellona, 2 de Outubro, 30 de Setembro e o Rainha da Serra.   Carnaval 1950.  Acervo Pessoal Sérgio Bertoja   “Meu pai também sempre jogou bolão na sociedade, no tradicional grupo Tuyuty.” Henrique Bertolucci Sobrinho dirigiu o clube de 1935 a 1936 e depois, novamente de 1942 a 1944. “Ele foi um homem muito atuante, por duas gestões presidiu a Sociedade. Apaixonado pelo bolão. Às sextas feiras, reunia-se com os amigos dele. Conquistou muitas medalhas e se orgulhava disso. Ele me fazia ir à Sociedade para jogar bolão e eu não gostava nada. Ele insistia por que eu tinha que aprender para não fazer a tal da banda (não acertar nenhum dos nove pinos)”.   Aqulino Libardi, Bruno Riegel,Henrique Berolucci Sobrinho, Cláudio Pasqual, Hugo Daros. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja   1943, aniversário de 17 anos Lacy Bertolucci. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja   Recorda-se que na infância, quando uma amiga estava de aniversário, as meninas reuniam-se na Recreio, com um bolo bem grande e os meninos levavam gasosa laranjinha do Balzaretti. “Encontrávamos em uma casa e juntos seguíamos para a Sociedade para dançar, nos divertir e festejar com todos os amigos. Era só até às dez horas da noite. Depois os pais vinham buscar e a gente não podia ficar nem mais um pouquinho”. Na adolescência, os encontros eram em matinê dançante. “A gente organizava sempre para poder se encontrar. Parecia uma revoada, quando badalava o sino às seis horas da tarde. O Drecksler tocava violino, o Gersi Accorsi cantava, um menino tocava acordeon e outro tocava pandeiro. Não cobravam nada, mas eu como era muito saliente pegava um chapéu e passava para aqueles que dançavam ou assistiam, contribuírem. Assim os músicos ficavam muito felizes e mais animados”. Naquele tempo existia Tiro de Guerra e os soldados reservistas participavam das festas. “As meninas enlouqueciam com os namoradinhos que vinham de fora, eram rapazes bons!", conta. Lembro-me dos meus pais se preparando para as festas de Reveillon e os bailes de Carnaval. Certa vez, fizeram perucas de algodão no bloco de carnaval,  as fantasias eram muito decentes, de manguinha, nada de decote".  Carnaval 1958, Lacy e Francisco Bertoja. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja   Na década de 60, Francisco Bertoja, foi presidente e ela conta que as pessoas que usavam máscaras, no carnaval, tinham que se apresentar para alguém da diretoria para mostrar o rosto e ter autorização para entrar. “Naquela noite eu e mais duas amigas entramos dançando direitinho, com nossas fantasias que mostravam nosso rosto. Depois desaparecemos e fomos para o quarto da tia Rosita, do economato, e trocamos as fantasias. Usamos vestido preto, luvas e meias calças pretas, capuz com umas máscaras pretas, mangas compridas, só com os olhinhos de fora.  Surgiram às mascaradas dançando sozinhas no salão e o pessoal da diretoria vinha perguntar: quem são vocês? Fugíamos, sem falar nada e dando risada... Convidávamos os outros maridos para dançarem e eles ficavam assustados. Sérios, falavam que estavam com suas esposas... Claro que a gente sabia quem poderia chamar para dançar... Fomos descobertas quando resolvi abordar o meu irmão, que nos desmascarou. Foi muito divertido...   Baile das Hortênsias, Lacy e Francisco Bertoja. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja   Lacy Bertoja desfilando no Baile do Suéter 2006. Acervo S.R.G.   Foram muitos momentos,  desde o tempo em que a Recreio era apenas um barracão. Além das festas de Reveillon e do Carnaval, Vó Lacy falou com muito carinho sobre os Bailes da Pelúcia, Bailes da Primavera e os Bailes das Hortênsias. “A Sociedade cresceu muito. É um lugar muito distinto, muito bom para se frequentar. Uma beleza. Mas poderiam fazer mais bailes, reunir uma turminha boa de novo, por que ele é pertinho de tudo. É logo ali. Hoje, Gramado é muito grande e a gente não consegue mais conhecer todas as pessoas. Mas, há 40 anos, éramos praticamente uma família só. Não tinha rivalidade. Partido era partido e as pessoas se uniam aqui para melhorar a nossa cidade e para o bem de todos...”        APOIO:      

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A NOVENTINHA

Nosso Conselheiro, Professor Romeo Ernesto Riegel foi o primeiro radialista profissional de Gramado. Quando a Recreio completou 100 anos, ele organizou um trabalho maravilhoso com depoimentos veiculados no rádio durante todo o ano. Seu pai, Bruno Riegel, foi presidente de 1936 a 1937. “A Recreio é muito importante para mim, pois um ano depois da gestão do meu pai como presidente do clube, eu nasci. Existe um vínculo muito particular entre a Recreio e eu”. Na sua infância, Romeo armou pinos de bolão, jogou vôlei e recorda-se das épocas em que comeu salsichas e bebeu cervejas de madrugada, na Recreio, depois das serenatas com amigos. Lembra-se de quando Gramado teve um serviço de alto falante. “Televisores eram raros, então aos domingos à tarde, fazíamos um programa de calouros com muito sucesso, aqui na Recreio. Muitas pessoas sentavam-se na praça para ouvir as apresentações, pois a Sociedade estava lotada. O som propagado pelo alto falante alcançava boa parte da cidade”.   Professor Romeo Ernesto Riegel, Relembrando na Recreio Gramadense.   A seguir, a crônica comemorativa aos 90 anos da Recreio: A NOVENTINHA. "1915 até que não está tão longe quanto parece... E um dos melhores frutos que os gramadenses colhem em qualquer estação do ano é a Sociedade Recreio Gramadense. Nascida para ser vertente de alegria, continua esbanjando simpatia e otimismo. Acolhe sempre que necessário, os filhos seus que estejam carrancudos por motivos de tropeços passageiros ou porque, de repente, tornaram-se inimigos de conhecidos ou amigos de dezenas de anos anteriores. A música de som estonteante, moda hoje, é tão bom remédio para dores de cotovelo ou de frustração, como eram os românticos, suaves e sensuais boleros de antigamente. A Sociedade consolidou-se como templo social de nossa comunidade, por que nunca discriminou uma época em benefício de qualquer outra. Nenhuma geração de sócios foi melhor ou mais brilhante: apenas sonharam diferentes os mesmos e eternos anseios de felicidade e concórdia. Mudou de roupa várias vezes, do alicerce ao telhado. E esteve sempre linda aos olhares dos jovens, famílias ou amigos que, em certa época a fizeram palco de momentos preciosos e inesquecíveis de suas vidas. Para acompanhar as alterações de nossa querida cidade e de nós mesmos, a Recreio foi se fazendo nova, trocando as lamparinas por candelabros, a poeira do chão por mármore importado. Soube espelhar o curso de nossos costumes e de nossa opulência. A Sociedade Recreio conservou, de maneira magnificamente doutrinária, duas características: a de jovem e a de gramadense. É assim por que tornou-se ícone da eternidade que lhe conferimos. ... É a voz que esperamos que cante por séculos afora, guardando para sempre nossas risadas e a singeleza ou a ousadia de nossas esperanças... Esperamos que, tanto ela quanto nós, consigamos dissimular o nervosismo e não dar muito na vista o escandaloso amor que nos une".   Capa do livro "O Espírito de uma cidade: crônicas gramadenses"   Riegel, Romeo Ernesto. O espírito de uma cidade: crônicas gramadenses – Porto Alegre: Entrementes Editorial, 2010. 208p.:il.        APOIO:    

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GUSTAVO MEROLLI FOTOGRAFIA

Para Gustavo Merolli a confiança que o cliente deposita na tarefa de registrar histórias e eternizar momentos é a melhor parte de fotografar. “Prefiro não rotular o tipo de fotografia que faço. Atuo basicamente em eventos corporativos, sociais, festas, ensaios de moda e arquitetura de interiores”. Ele diz que têm as paisagens como terapia e se considera um eterno aprendiz da arte do retrato. Entre os países que já fotografou, destaca Portugal, Itália e Holanda. É nítida a sua versatilidade dentro de vários estilos fotográficos. Produz imagens de alta qualidade capturando grandes emoções.  Gustavo Merolli. Foto Rafael Hanzen A primeira oportunidade como fotógrafo em 2009, com apenas 15 anos, proporcionou a certeza de que essa seria a sua profissão. “Iniciei o curso de fotografia na Universidade Feevale em 2014, mas atuava profissionalmente, com pouca frequência, para alguns clientes que mantenho até hoje”.  Cumprindo agenda atual com mais de 120 eventos por ano, conta que às vezes fotografa até três ocasiões no mesmo dia. Em sua opinião, inesquecível na Recreio é o REVIVAL. “Onde eu percebo que a música e a energia das pessoas só mudam de época, pois todo mundo se diverte estando com os amigos, curtindo o som, em um ambiente agradável e muito divertido”, comenta.   Recreio Gramadense. Foto Gustavo Merolli   Gustavo considera que “os eventos na Recreio tem papel muito importante na cidade, principalmente quando reúne o pessoal que é daqui. Já fotografei em festas de reveillon, festivais, cerimônias e comemorações sociais que geraram muita interação, apoio e envolvimento com a cidade de Gramado.  Fotografar em eventos noturnos exige ação rápida pois há condições de iluminação difíceis e são ambientes agitados”. Salienta que busca unir a qualidade estética com o puro sentimento de um momento bom, contando com os recursos no tratamento de imagem moderno, apropriado para cada situação.    Recreio Gramadense. Foto Gustavo Merolli Na visão do profissional, o mais importante para uma boa foto, além das técnicas e equipamento é o olhar criterioso e o entendimento do assunto proposto. “Estar ciente do conceito e a empatia são muito importantes para realizar um bom trabalho, além de identificar o que o cliente gostaria de registrar no evento. Procuro mostrar da maneira mais simples e objetiva, toda a beleza que a escrita da luz (fotografia) proporciona”.   Contatos: www.gustavomerolli.com.br merollifotografia@hotmail.com Insta: gustavomerolli https://www.facebook.com/gustavo.silveiramerolli (54) 991454698  

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REVEILLON EM GRAMADO

A ceia de reveillon mais charmosa e tradicional de Gramado acontece anualmente na Recreio Gramadense. Natal e Ano Novo são períodos mágicos, mas também de muito trabalho para as pessoas que moram aqui e o associado pode contar com desconto para participar. Na terceira edição da nossa diretoria, o público desta festa aumentou aproximadamente 65% e muitas famílias de todo o Brasil comemoram conosco essa data especial.   Reveillon em Gramado em frente a Recreio Gramadense. Foto Gustavo Merolli   Nossa proposta é começar 2020 em grande estilo e com muita alegria. A ceia de reveillon será completa. Estamos preparando uma incrível experiência para todas as idades, com atendimento personalizado, gastronomia durante toda a noite e bebidas à vontade. Haverá música ao vivo no jantar com o artista Axel Antunes e show da virada com a Banda Cassino.   Ceia de Reveillon. Foto Gustavo Merolli   Ceia de Reveillon. Foto Gustavo Merolli   Reveillon Recreio Gramadense. Foto Gustavo Merolli   Outro diferencial importante desta noite é a presença da Cia Prof. Jana. As crianças poderão se divertir em ambiente lúdico preparado especialmente para elas, com brincadeiras e todo o cuidado da equipe de profissionais recreativos mais adorados da Serra Gaúcha.   Reveillon em Gramado em frente a Recreio Gramadense. Foto Gustavo Merolli   No centro da nossa linda cidade, pertinho da Rua Coberta está a Recreio, o nosso clube social com 104 anos de história. Ambiente clássico, seguro, amplo e com gastronomia de alto padrão. Lugar ideal para o despertar de 2020, brindando na melhor ceia de reveillon no coração de Gramado.   Luis Henrique de Castro Koetz Presidência Recreio Gramadense Gestão 2017 a 2020  

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A LENDA DO COMBATE

Carlos Gilberto Drecksler é pesquisador da história gramadense e autor de alguns livros sobre Gramado, entre eles: "Eterna Recreio de 1915 a 2005", "Retratos de Gramado", "Era uma Vez - Relatos de Gramado" e "Romantismo". Contando-me suas histórias ele relatou que certa vez, meados de 1942, houve aqui no clube um jogo de bolão entre o grupo Combate da Sociedade Recreio Gramadense e um grupo de jogadores representando Igrejinha. Segundo o escritor “havia uma grande competição entre a cidade de Gramado e Igrejinha em desempenho esportivo como até hoje acontece em times de futebol. Mas naquela época, no bolão existia muito fanatismo, mesmo”.  Popularizado na Europa e Estados Unidos durante a segunda metade do século XIX, o Bolão é uma modalidade esportiva de origem germânica, ancestral do boliche, um dos mais antigos tipos de jogos da história da humanidade. Composto de uma cancha de madeira, com aproximadamente 30m de comprimento e 2m de largura, bolas de arremesso feitas de madeira ou resina e nove pinos de madeira com 40cm de altura e 1,5 a 2 kg. A pista onde se rola a bola apresenta 34cm de largura exigindo muita concentração do atleta.  Uma “boa bola” apresenta entre 10 a 11kg, podendo ter 2 ou 3 furos. O objetivo do jogador é arremessar as bolas na pista e acertar o maior número possível de “noves”, possuindo variações de estilo de jogadas.   Jogo de Bolão na Sociedade Recreio Gramadense 1963. Acervo S.R.G.   O relato é sobre o que aconteceu em um famoso “embate na Recreio”:  “Todos prontos para a grande partida. Nós da equipe Combate, de Gramado, tínhamos uma grande vantagem: um companheiro do time de bolão, muito criativo e habilidoso. Nosso amigo, muito esperto, decidiu instalar um pequeno equipamento conhecido como “macaco”, embaixo da cancha”, conta Gilberto.    Caricatura "O Bolonista e o Macaco". Ilustração Margot Dal Ri Rost, para o projeto Relembrando Recreio Gramadense.    - "Um dos jogadores ficava escondido e cada vez que o time de Igrejinha jogava, recebia um sinal para acionar o “macaco”. Levantava aproximadamente 2cm de um lado da pista. Claro, que os adversários não tiveram a mínima chance. Quando a jogada era feita pelo time Combate, a cancha era discretamente baixada com o auxílio do macaco hidráulico e aí era ponto certo: bola no meio e pinos para todos os lados. Uma jogada caprichada! Ninguém desconfiou de nada. Ganhamos de goleada esse jogo do time de Igrejinha. A comemoração aconteceu, com muita música e um ótimo churrasco, é claro... O “amigo criativo” foi erguido pelo time que comemorou esta grande vitória sob os terríveis adversários”.          APOIO:    

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RAFAEL WATTE - IRIU'S GASTRONOMIA

Rafael Watte, gerente comercial da Iriu's Gastronomia nas regiões da Serra Gaúcha e Grande Porto Alegre, conta com orgulho como foi à história da empresa que há 20 anos acrescenta sabores especiais, excelência em serviços e requinte aos eventos em Gramado. “A nossa empresa é familiar e começou na década de 80, quando o meu pai Irius foi convidado para trabalhar na gerência do buffet da Sociedade Ginástica em Novo Hamburgo”.    Rafael Watte. Acervo pessoal   Realizam cerca de 150 festas em várias cidades do Rio Grande do Sul e além da Sociedade Ginástica, operam o restaurante do Hotel Sun Tower, também em Novo Hamburgo. Referência em alta gastronomia no Estado, a empresa conta atualmente com 25 colaboradores fixos, mantendo laços com seus parceiros e funcionários. “Creio que pelo menos 20 colaboradores estão na empresa há mais de 20 anos”. Quanto aos fornecedores, explica que recebe matéria prima do mundo todo, mas procurando sempre dar preferência aos pequenos produtores locais. "Por muito tempo, os ingredientes importados foram sinônimos de boa gastronomia. Continuam sendo, mas agora os ingredientes locais são cada vez mais valorizados e utilizados em pratos com excelência". Essa tendência tem aumentado a medida que os pequenos produtores se aperfeiçoam e se aproximam.   Filet Recheado com brie, cogumelos ao shoyu, farofa de erva mate e mousseline de mandioquinha. Foto Iriu's Gastronomia.    Mesa de jantar montada. Foto Iriu's Gastronomia   Segundo Rafael, “a Sociedade Recreio Gramadense é um marco na história da nossa empresa. Fomos convidados em 1999, pelo presidente Alemir Coletto”. Recorda-se que foi um grande desafio, porque na época o clube estava em reformas no projeto Recreio 2000, com escoras por todos os lados. Seu pai, como ótimo empreendedor, aceitou o desafio determinado a conquistar um novo mercado. “Logo em 2001, começamos a servir em festas imponentes, como: Festival de Cinema, Ceia de Reveillon em Gramado, Festa Tapete Vermelho da TAM e em Casamentos de famílias tradicionais da cidade. É muito satisfatório oferecer o nosso serviço para pessoas que se encantam com eventos que são realizados na Recreio”. O empresário lembra-se que durante muitos anos administraram um escritório da Irius Gastronomia, dentro do clube. "Nosso escritório ficava em cima, no mezanino e fomos exclusivos na Recreio por alguns anos".    Bobó de Camarão , menu lounge bar.  Foto Iriu's Gastronomia.   De acordo com a cultura brasileira e internacional, receber bem sempre esteve associado a boa e farta gastronomia. Salienta que  a Irius Gastronomia segue em sintonia com valores do seu pai, fundador e atuante na empresa até hoje. “Estamos em constante evolução, dedicados, comprometidos e não medimos esforços para que a Irius siga prosperando e expandindo com qualidade”.     Contatos:  www.irius.com,br https://www.facebook.com/iriusgastronomia Insta: irius_gastronomia Rua Castro Alves, 166 - Rio Branco Novo Hamburgo - RS (51)98122-3366    

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A MÃE PROTETORA DA JUVENTUDE

Iraci Casagrande Koppe, conta que bem no início, os bailes aconteciam no cinema. As poltronas eram retiradas e lá se faziam os Carnavais, Ano Novo e encontros para dançar. “Por muitos anos não existia mais nada além do cinema do Pasqual”, lembra. Depois, a pequena comunidade se mobilizou para que existisse a primeira sede do clube, de madeira, no mesmo local onde está até hoje. “Só entrava quem fosse sócio e estivesse de acordo com os estatutos escritos por João Leopoldo Lied e com base nos documentos da Sociedade Orfeu de Novo Hamburgo, a Sociedade mais antiga do Rio Grande do Sul. É possível notar que Gramado sempre foi diferente dos outros lugares. Educação, respeito, princípios, regras, costumes. Para ser sócio tinha que ser indicado por alguém e teria que ser avaliado por, no mínimo, quatro conselheiros. Esta regra valia para alguém de fora como para quem morava aqui. Os critérios eram muito rígidos”, recorda.   Suzana Strassburger, Iraci Casagrande Koppe e Juliana Koetz, Relembrando Recreio Gramadense. Acervo S.R.G.     Ela afirma que, Dona Osvaldina era chiquérrima e vinda de Novo Hamburgo para a Linha Nova, ensinava às pessoas, mais embrutecidas a se comportarem de maneira mais leve e fina, de acordo com o clube que eles gostariam que fosse. “Ela dizia que uma mulher para ser feliz tem que ter muita criança ao redor e muitas flores. Tenho a certeza de que ela deixou algo muito especial aqui”, comenta. Sempre tivemos torneios de bolão, carteado, ping-pong e havia intercâmbios da Sociedade com os hotéis. Todo o dinheiro que arrecadavam, reinvestiam no clube. “Quando eu era pequena, nas tardes de domingo, a programação era encontrar amigos na Sociedade. O Querino Candiago tocava gaita que era uma beleza. Dançávamos criança com criança, mulher com mulher... e assim eram construídos elos de convivência. Aqui dentro tinha ordem, decência. A Sociedade era uma mãe, a mãe dos jovens, porque ela estava sempre de olho nas atitudes, no comportamento da juventude. A gente se sentia em casa. E os estatutos eram muito sérios. Aqui era o eixo, referência que formava a postura das pessoas”. É claro que os Estatutos já sofreram muitas alterações, e por mais de um século norteiam decisões de Conselhos e Diretorias.     Hotel Casagrande, anos 1930. Acervo Histórico de Gramado (RS)   Postais para divulgação do Hotel Bertolucci, nos anos 40. Acervo Histórico de Gramado (RS)   Reforma na fachada do Hotel Candiago, 1950. Acervo Histórico de Gramado (RS)   Na opinião da Historiadora, a Recreio no seu 3ª prédio de alvenaria, continua bela e jovem, apesar da idade, desejando sempre o melhor para seus associados, mantendo seu espírito de mãe e protetora da juventude de Gramado, graças aos seus antigos estatutos. Atualmente bem mais democrática, a Recreio continua celebrando festas com muito glamour e animação. Promove com requinte a Ceia de Reveillon mais tradicional de Gramado e garante brilho e alegria aos foliões no Carnaval de Salão, todos os anos. “Estou certa de que as pessoas que entram na Recreio, sentem a atmosfera, um filtro natural, nobre, de muita alegria e convívio saudável. Aqui eu aprendi muita coisa boa. Aqui eu formei meu caráter com a ideia que aprendi nos estatutos. Ficava fácil praticar em casa e com os amigos fora daqui”, comenta Iraci. Presentes na leitura e aprovação unânime dos primeiros Estatutos, em alemão e língua portuguesa, estavam: Bruno Boelter, José Nicoletti Filho, Pedro Carrera Filho, Pedro Benetti, Pedro Bertolucci, Antonio Benetti, Augusto Zatti, Paulo Sartori, Luiz Gallo, Domingos Bazzo, Francisco Boscatto e Pedro Dalla Wechio, em 15 de abril de 1915.   Capa Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Folha de Rosto Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 4 e 5 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 6 e 7 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 8 e 9 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 10 e 11 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.     Páginas 12 e 13 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 14 e 15 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1915, versão em Alemão. Acervo S.R.G.          APOIO:        

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A NOSSA SEGUNDA CASA

Raul e Presilla Bazei, segundo alguns registros e incontáveis depoimentos foi o casal que mais dançou em festas na Serra Gaúcha. Relembrando com ela momentos especiais, surgiram algumas histórias do casal que conviveu com amigos na Recreio, por muitas gerações.   Raul e Presilla Bazei. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Quando era adolescente, Presilla Benetti morava no centro de Gramado, com sua família, pertinho da Igreja Matriz São Pedro. “Eu e minhas irmãs sempre vínhamos nos bailes da Sociedade Recreio. Chegávamos de manhã cedo do baile direto para a Igreja e só depois da missa íamos para casa dormir”, conta.   Raul Bazei na Quadra de Volei da Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei Casou-se em 1960, com o Raul Bazei. “O Raul jogava volei na Recreio, participou por muitos anos do bolão, e adorava encontrar os amigos, no clube. Nosso grupo se reunia sempre”.   Raul e Presilla Bazei com amigos na Sociedade Recreio Gramadense. Entre eles: Maury e Itiberê Pasqual. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Raul com amigos na Sociedade Recreio Gramadense. Entre eles: Winfried Volk. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Raul, Ilso Tomazelli, Raul Pameggiane, Severino Bazei, Joni Moraes, Schieroldt e Chile na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Ela conta que antigamente em Gramado, havia um problema no Carnaval e que as pessoas ficavam ao redor e não entravam no salão. “O Bloco da Dona Jóia formou um grupo e começaram a entrar para dançar no Carnaval. O pessoal bebia e ficava parado em volta do salão. A Diva Dal Ri, a Lurdes Dalle Molle, a Beraci, fundaram os Verdugos, antigo Bloco dos Velhinhos Transviados”. O casal foi um dos fundadores, “participamos 50 anos direto do Bloco Velhinhos Transviados. Não perdi nenhum carnaval, nem quando estava grávida”.   Raul, Nelson Benetti, Tino Volk, Itiberê e Winfried na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   "Eu fiz praticamente todas as minhas fantasias de Carnaval”, lembra-se. Algumas delas foram Presidiários, Palhaços, Marinheiros, Ciganos, Charles Chaplin. “A gente se divertia muito. Organizávamos jantares uma vez por mês em lugares diferentes, mas sempre reunidos com os amigos". Foram presidentes por 6 anos e conta que viajaram, dançaram e aproveitaram muito. “O Raul estava sempre pronto para dançar, ele tinha esse compromisso, precisava batucar, tocar o bumbo. Não faltamos nenhum Baile de Carnaval. Claro que houve atritos, também. Algumas pessoas não permaneceram. O Bloco sempre foi muito de família. Preservávamos a amizade acima de tudo. Diversão com muito respeito, protegíamos uns aos outros”.   Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei  Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Viajavam todos os anos, com este tradicional grupo de amigos que surgiu na Recreio. “Decidíamos o destino por votação e a maioria, vencia. Muitas vezes fomos para as cabanas no Gravatal, ao Uruguai, à Argentina. Muita música, violão, gaita. Fazíamos uma boa festa, de verdade. O hotel que nos hospedava organizava bailes à noite e o pessoal terminava as festas atirando-se nas piscinas. Bagunça durante o dia e à noite, rodeados por amigos com energia para aproveitar cada minuto”.   Acervo Pessoal Presilla Bazei Conta que sem o Raul, não participou mais. “Ele amava tanto o bloco... No último Carnaval, quando estava internado, implorou para que os médicos o deixassem sair. Queria rever os amigos neste momento que era tão importante para ele. Eu providenciei então a fantasia dele e fugimos do hospital. Quando chegamos, os amigos subiram com ele e colocaram o bumbo em uma mesa em frente ao palco. Ainda conseguimos dar uma volta no salão. Feliz da vida, Raul tocou mais um pouco enquanto podia. Ele partiu exatamente no dia da primeiro jantar do bloco daquele ano, em março. Os amigos estavam reunidos, fantasiados e quando ficaram sabendo, foram se despedir. Colocaram o bumbo pertinho dele e então eu acho que ele finalmente descansou em paz”.  Presilla e Raul Bazei. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Presilla lembra que Raul foi apaixonado pela Recreio e pela dança. Participaram de todos os Bailes de Debutantes, pois todas as filhas e sobrinhas debutaram. "Cassino de Sevilha, Francisco Petronius, foram inesquecíveis e maravilhosos. O Raul dançava de coração, de alma. Parece que a música entrava nele. Ele sabia os passos certos e eu o seguia no embalo da música. Por muitos anos a Recreio foi a nossa segunda casa”.         APOIO: