RELEMBRANDO

A NOSSA ETERNA RAINHA

  Em 1958, a "I Festa das Hortênsias", foi um evento decisivo para a cidade de Gramado. Nossa eterna Rainha, relembra com emoção, a alegria e responsabilidade de receber o título. Autora do livro “O Lago, as Hortênsias e o Turismo”, Dona Iraci Casagrande Koppe comenta com toda a elegância que lhe é peculiar: “O tempo passou depressa para todos que conviveram na Sociedade Recreio Gramadense. O baile de coroação da I Rainha das Hortênsias, que fui eu mesma, com muito orgulho foi realizado na nossa segunda sede da Sociedade Recreio, já de alvenaria. Baile belíssimo, autoridades e amigos presentes". Segundo registros, o marco inicial que destacou Gramado no cenário gaúcho e brasileiro.     Iraci Casagrande Koppe participando do Projeto Relembrando na Recreio    Todos os bailes de coroação das Rainhas das Hortênsias aconteceram na Recreio Gramadense, com belas candidatas. “Me emociona muito contar como foi", diz. "Gramado recém havia se tornado município. Primávamos pelas belezas naturais daqui. Além das belezas maravilhosas das hortênsias que parecia uma pintura na natureza, havia eleições para Rainha das Hortênsias”.    Clipagem Acervo Histórico de Gramado; Correspondente Remy H. Zatti.Arquivo Publico João Leopoldo Lied   Foi um evento de grante porte e bem organizado que envolveu a comunidade. A imprensa divulgou em todo o Brasil. “Eu recebi uma cartinha em casa dizendo que havia sido escolhida para ser candidata ao título”, conta. Na época, foram cinco candidatas, as de maior destaque em votos comprados. “Eu fui a terceira mais votada. Ocorreu que uma das concorrentes me chamou dizendo que achava que eu não deveria mais participar, porque sendo uma das mais velhas, não teria chance. Então eu disse a ela que não precisava se preocupar, porque se o motivo era esse, naturalmente não me classificaria. Não desisti. No fundo eu sabia que levaria o título, estava confiante e preparada para apresentar o melhor de mim, com desenvoltura e segurança”. Iraci Casagrande. Acervo Pessoal.   Clipagem Acervo Histórico de Gramado; "O Diário de Notícias". Arquivo Publico João Leopoldo Lied   O Concurso aconteceu às 11 horas da manhã, nos dias 07 e 08 de dezembro. “Lembro-me dos amigos que vieram torcer por mim, de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Caxias e Porto Alegre. O júri intelectual, composto de escritores, radialistas, jornalistas e poetas, intimidava. Recordo-me claramente das entrevistas e do desfile. Respondi à todas as perguntas”, conta.   Coroação da Rainha e das Princesas da I Festa das Hortênsias: Rainha da Festa da Uva Zilá Turra, Princesa da I Festa das Hortênsias Rosalina Petersen, Rainha Iraci Casagrande, Princesa Irani Stürmer   Sobre  o momento da divulgação do resultado, Dona Iraci lembra-se de um silêncio absoluto. “Quando anunciaram o meu nome, eu nunca mais vou esquecer.  Fui abraçada elegantemente pelas outras candidatas e pensei: Muito obrigada Deus por ter me escolhido. Agradeci a todos pela eleição, disse que estava muito orgulhosa e dividia esse título com todas as meninas gramadenses, porque participar deste concurso significava muito mais do que receber o título, mas mostrar que Gramado era a mais bela cidade de turismo”.         Clipagem Acervo Histórico de Gramado; reportagem de José Monserrat Filho. Arquivo Publico João Leopoldo Lied        APOIO:    

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MAURÍCIO’S EVENTOS

Os serviços de experiência gastronômica em eventos é um recurso necessário no planejamento de recepções. É importante perceber o quanto é essencial para a elaboração de um evento de sucesso.   Maurício Scariot   Maurício Scariot nasceu em Gramado e conta que cozinha desde pequeno. Há 20 anos no mercado de eventos, atua no segmento de gastronomia e vem marcando sua história com base no profissionalismo e eficiência. Pai de 5 filhos, trabalhou durante doze anos em restaurantes e hotéis em todos os estados do Brasil. Entre eles, no Marina Park em Fortaleza e Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.     Atualmente comanda o Restaurante Tempero de Campo, junto ao Hotel Pampas, em Canela e a empresa Maurício’s Eventos. “A Sociedade Recreio Gramadense é uma importante parceira da nossa empresa. Juntos, buscamos sempre atender as demandas de fornecedores e clientes com todo o zelo e atenção.     Com estrutura própria para atender a eventos de pequeno, médio e grande porte, “nosso compromisso é a satisfação de nossos clientes”, reforça. Com sede em Gramado, conta com uma equipe de profissionais especializados e capacitados para o pleno atendimento.     A empresa oferece  serviço para os mais variados formatos de eventos. As ceias completas contam com entrada, saladas, pratos frios, acompanhamentos, pratos principais, mesa de café, sobremesas variadas e bebidas. Mesas com toalhas brancas, guardanapos brancos espelhos, castiçais e decoração de acordo com a data específica.     Com cardápio diferenciado, atende a aniversários, formaturas, casamentos, bodas, ceias de final de ano, eventos corporativos, feiras de negócios, entre outros. “Somos gratos pela parceria construída ao longo desses anos com a Recreio Gramadense e esperamos que perdure por muitos mais”, diz Maurício.   Contatos: www.mauricioseventos.com.br contato@mauricioseventos.com.br mauricioseventosbuffet@hotmail.com https://www.facebook.com/MauriciosEventosBuffet 54 996252621 / 54 999485756  

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DO ECONOMATO À PRESIDÊNCIA

    Margot Dal Ri Rost, neta do ex-presidente Guilherme Dal Ri, conta que seu avô associou-se à Recreio, logo que veio residir em Gramado, em 1937.   Margot Dal Ri Rost, Relembrando na Recreio.   “Na época a igreja e o clube eram o ponto de encontro da sociedade gramadense. O nome escolhido para a Sociedade Recreio Gramadense, já dizia tudo. Casado com Albina Domenica Casagrande tiveram três filhos. Moravam na pensão dos Manea que ficava ao lado da Igreja São Pedro, em construção. Trabalhava na medição das pedras. Algumas chegavam de trem e outras eram retiradas de onde hoje se situa o Hotel Casa da Montanha”, conta.    Construção da Igreja Matriz São Pedro e moças da sociedade. Ao fundo a Pensão dos Manéa. Foto: Acervo Pessoal    Em 23 de maio de 1939, Guilherme assumiu o economato da Recreio e ali foi morar com sua família. “Para servir bem aos frequentadores, meu avô tornou-se representante comercial da Cervejaria Continental, mais tarde denominada Brahma", diz. Ilso, Milse, Ione, Nelso, Guilherme, Martgot e Margareth. Foto: Acervo Pessoal   Recorda que a cerveja vinha de trem de POA e de carroça até a Sociedade. “O meu pai, Nelson, transportava as cervejas em carrinho de mão até as bodegas mais próximas. Eram comuns os jantares baile para movimentar a cidade. Minha avó e minha tia Milse preparavam pastéis e buchada. Quase todas as noites, aconteciam jogos de cartas e aos fins de semana, bolão. Meu tio e meu pai serviam as mesas e arrumavam os paus para os jogos de bolão até a madrugada. No dia seguinte, levantavam cedo para ir ao escola Santa Terezinha.”   Colégio Santa Terezinha. Foto: Arquivo Publico João Leopoldo Lied   Ela lembra que sua tia Milse contava muitas histórias sinistrars sobre o antigo prédio de madeira da Recreio com escadarias para os quartos, onde moravam. “Certa vez ela disse que estava descendo no escuro para ir até o banheiro e ouviu ruídos assustadores. Ao virar-se deparou-se  com tampinhas de garrafa rolando escadaria abaixo sem saber de onde vinham”, fala Margot.   Tia Milse. Foto: Acervo Pessoal    Café Brasil, inaugurado na década de 50. Família Dal Ri. Foto: Acervo Pessoal   Em 1952 seu avô Guilherme Dal Ri assumiu a presidência da sociedade Recreio. “Estavam bastante adiantadas as obras da nova sede social e havia dificuldades em conseguir verbas em nome da Recreio, por ser um clube. Meu avô conseguiu um empréstimo para a sociedade em seu nome junto à Caixa Rural União Popular de Taquara”, conta. Ao fim dos 4 anos de sua diretoria, concluíram as dependências da Sociedade Recreio Gramadense.   Inauguração da Sociedade Recreio Gramadense: Hugo Daros, Walter Bertolucci, Carlos Nelz, Leopoldo Rosenfeldt, Hermann Ulrich Nelz (Dr. Uli), Beno Ruschel, Guilherme Dal Ri. Foto: Acervo Pessoal      APOIO:    

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O MAîTRE LEANDRO BIENERT

O Maître Leandro Bienert é casado e pai de dois filhos, a sua maior alegria. "Amo o que faço e é por eles que trabalho tanto", reflete. Fez o primeiro evento na Recreio em 1998. Colaborador da Irius Gastronomia e Megafesta, ele conta que o trabalho começa pelo menos três dias antes do início do evento. E são vários eventos durante a semana em cidades diferentes. Cada um deles envolve muitas etapas que exigem experiência e total atenção.   Leandro Biernet e Luis Henrique Koetz   A programação inicia com a logística de material e mão de obra. A escolha e treinamento da equipe ficam a critério do Leandro. “O Maître é responsável pela seleção de todas as peças que serão usadas no evento: louça, sousplat, talheres, toalhas, panelas, réchauds, copos, queimadores, guardanapos, bandejas de prata, champanheiras. Confere caixa por caixa, item por item”. A montagem do salão e a designação de serviço para cada garçom, também são atribuídas ao do Maître. “A comunicação com a cozinha deve ser constante, pois existem imprevistos que podem atrasar o cerimonial”, comenta. Segundo ele, atualmente, o tipo de jantar mais servido é “Empratado”. Salienta que, “para manter a qualidade dos pratos, a cozinha precisa estar em sintonia com o que acontece no salão. Detalhes importantes ficam nos bastidores e poucas pessoas sabem. Muitas coisas acontecem no staff e passam imperceptíveis”.   Jantar à Francesa. Imagem Facebook Irius Gastronomia   O serviço à moda franco-americana é um estilo bastante utilizado para recepções com muitos convidados. Canapés volantes, entrada empratada e ilhas com pratos quentes, localizadas em lugares estratégicos. Mas “a tendência atual são as Petit Porções, serviço mais descontraído e flui muito bem em todos os tipos de festas”, afirma. São pratos servidos em pequena quantidade em “petit” louças, ramequins, mini molheiras, mini caçarolas, cumbucas, taças, mini bowls. “é o serviço que exige o maior número de louças por pessoa”, admite.   Coquetel. Imagem Facebook Irius Gastronomia   Na visão do Maître, “a Recreio oferece a estrutura completa para realizar com muita eficiência todos os tipos de serviço. A cozinha é excelente, equipada e completa”. Ele diz que conhece o clube de olhos fechados, “tenho o mapa do clube na cabeça e isso favorece o trabalho de montagem e agilidade no salão”.  Aos que almejam seguir a carreira de Maître, recomenda que tenham a consciência de que precisarão trabalhar noites inteiras, com destreza e atenção a todos os detalhes. “Não há finais de semana disponíveis e você trabalha enquanto as pessoas se divertem. Exige postura, experiência e dedicação. O Maître é sempre o primeiro a chegar e o último a sair.” Afirma que já trabalhou com equipe acima de 250 garçons e para trabalhar com ele precisa ter ótima aparência, uniforme sempre alinhado, ser pontual, educado e discreto. Contatos: https://www.facebook.com/leandro.bienert Instagram: leandro_bienert  

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REENCONTROS

Gilnei Casagrande, Mestre em História com ênfase na Contemporânea e Moderna, analisa o projeto Relembrando, da Sociedade Recreio Gramadense. Confira a reflexão, no texto a seguir, sobre o nosso "símbolo centenário no miolo da cidade”. Gilnei Casagrande, imagem Facebook Um Século, na medida em que diz muito, também pode representar alguns silêncios e estes devem ser interpretados. Este é o desejo implícito do projeto, Relembrar ao longo das décadas, falas, vezes omissas propositadamente, às vezes não ditas por mero conforto, às vezes não percebidas frente a outros movimentos. Este projeto nada mais é do que encontrar novamente os sujeitos sociais que um dia, por algum motivo assediaram o clube. Obter destes informações que reconduzam ou na melhor das hipóteses, reconstruam um período da comunidade. Prefiro usar a expressão comunidade à sociedade, porque comunidade possui um leque de interpretação muito mais abrangente do que sociedade. Os Clubes, nascidos no seio das comunidades são instrumentos ideológicos, com berço no Positivismo onde era possível identificar os de dentro e sob a forma lúdica onde os festejos e congraçamentos expressavam a sintonia, fosse do Poder Político, do Poder Religioso ou Artístico. ... A geopolítica Positivista sempre se destacou por agregar o Templo Religioso dominante, o sistema de Segurança, o aglomerado financeiro e o centro de Diversão, os Clubes.  Ao longo da história, os Clubes foram excelentes instrumentos de vigilância coletiva; as famílias, ao permitirem a diversão de seus filhos, só faziam isso porque depositavam a confiança em que estava à frente da Presidência normalmente cidadãos de reputação inquestionável. Ao seu turno o jovem, fruto da comunidade, unia-se a outro jovem, também fruto de sua comunidade e estes a outros até que a linguagem entre uns e outros transformou paulatinamente os modos de comportamento não só dentro do clube como nas escolas entre outros lugares. As afinidades de um lado e as ansiedades dos outros tiveram grande e fundamental papel no comportamento dos sujeitos. Por que o fulano pode e eu não posso? Você só vai se a fulana também for! Frases como estas foram, entre outras tantas, expressões que dominavam o interior das casas em vésperas de algum evento. Frequentar um clube também passava pelas notas da escola, você só irá se as notas forem boas dizia a autoridade da casa. Essa frase autoritária deixava qualquer jovem com as pernas frouxas ao receber o resultado das provas. Passei por isso!  A Recreio busca agregar os sujeitos sociais diluídos na comunidade os quais, cada um com seus motivos, diminuíram a frequência. Esse afastamento também tem seus motivos e razões a serem avaliados. Mas isso será tarefa para a próxima geração. A nossa tarefa é aceitar o convite e redesenhar nossa juventude sob a forma do maior instrumento cognitivo, privilégio exclusivo do homem, a Palavra. Deverá ser interessante nos reencontrarmos com a nossa juventude e talvez, reaprendermos com ela. Será, de outra forma, um belo exercício se considerarmos que passamos horas teclando no Whats app, onde as confidências e sortilégios on line fazem parte de uma Nova Era da evolução humana.           APOIO:    

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CADA CELEBRAÇÃO, UMA INSPIRAÇÃO

O discurso do casamento sensibiliza profundamente os noivos, que buscam palavras e orientações sobre a nova fase da vida que começou há pouco. Estas palavras podem causar um impacto ainda maior com a presença do celebrante Marcus Vinícius, especializado neste segmento do casamento.  Formado em Filosofia, Teologia e apresenta o programa Saber Viver na Gramado FM.      Uma das principais qualidades do celebrante Marcus Vinícius é compreender, com perfeição, o perfil de cada casal e oferecer um discurso sob medida, que será coeso e profundo (de acordo com as crenças do casal). Realiza casamento de acordo com a religiosidade e espiritualidade do casal, bem como quem dispense qualquer referência espiritual.   Marcus Vinícus é profissional e trabalha com todos os tipos de cerimônias, sejam elas tradicionais ou inovadoras. Cerimônia das areias, velas, taças, plantio da árvore (bonsai), entre outras. "A história do casal e os votos são elementos que podem ser inseridos na cerimônia, bem como uma participação mais ativa, por parte dos padrinhos", afirma.     Segundo o celebrante, a montagem da estrutura da celebração é única e exclusiva. Por isso, o slogan: “Cada Celebração, uma inspiração”.  Também realiza elopement wedding (casamento só com os noivos, sem convidados) e renovação de votos. Seja ao ar livre ou em espaços cobertos.   É bastante comum a procura deste tipo de cerimônia por casais que já moram juntos e nunca fizeram um momento celebrativo ou até mesmo aqueles que não podem casar novamente em algumas religiões.      "A sociedade Recreio Gramadense é o espaço indicado para noivos que desejam realizar uma cerimônia de médio e grande porte em relação ao número de convidados. No coração de Gramado, com excelente atendimento e infra estrutura, o espaço é indicado para garantir o tão sonhado dia do casamento", comenta. Contatos: www.casamentos.com.br/celebrantemarcusvinicius. Instagram: celebrante.marcusvinicius Whatsapp: (54) 9 9268 7521  

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OSVALDINA PANITZ LIED

Nas palavras de Gilberto Drecksler, Escritor, podemos conhecer um pouco mais sobre Dona Osvaldina e sua contribuição para a Sociedade Recreio Gramadense e cidade de Gramado, bem no início da nossa história.   Osvaldina Panitz Lied, nasceu em Porto Alegre em 20 de julho de 1882 e trouxe uma imensa bagagem de cultura, pois frequentava a Sociedade Orfheu, como atriz amadora de um grupo artístico. Conheceu João Leopoldo Lied, um dos fundadores de nossa cidade, nascido em Steinkop, Fazenda Borges, Morro da Paula. Casaram-se em setembro de 1906. Estava ali oficializado um dos primeiros pares sociais de Gramado.   Juntamente com outros abnegados, tiveram o privilégio de fundarem a Sociedade Recreio Gramadense e elaborar seus primeiros estatutos sociais. Lied foi presidente durante 11 anos seguidos. Ele com sua incansável esposa Osvaldina, tiveram grande dificuldade em transmitir aos associados, boas maneiras, sociabilidade, como não usar botas e não usar armas dentro do clube. Osvaldina auxiliava também na organização das festas bailes usando suas mãos com habilidade para ornamentar as rústicas paredes. Os bailes iniciavam com a Polonése. O salão era iluminado a gás de mitileno. Era localizado em frente a Praça Major Nicoletti, esquina com Madre Verônica. Organizava quermesses, angariando fundos para a melhoria da sociedade, que era o orgulho de seus fundadores, marco de uma nova etapa na vida da então pequena vila de Gramado, a Sociedade Recreio Gramadense símbolo da vida social, lar da família gramadense.     Naquela época as pessoas plantavam legumes em frente as suas casas. Ela convenceu, aos poucos, as pessoas a transferirem as hortas para os fundos, sempre que possível. O casal distribuía mudas de plantas para que amigos cultivassem. Os legumes e verduras foram substituídos por flores e assim surgiam os primeiros jardins residenciais em Gramado, na Serra Gaúcha. Osvaldina foi a primeira que trouxe hortênsias de Teresópolis, Rio de Janeiro. Plantou as mudas em sua casa que ficava onde hoje é o Centro de Informações Turísticas. Com outros tipos de flores fez um jardim maravilhoso e dizia aos quatro ventos que “Gramado será a cidade das flores no futuro e a mais bela cidade do interior”.        APOIO:    

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JOÃO VICENTE FAZ A FESTA

    João Vicente Correa é consultor de eventos e especialista quando o assunto é organização de festas. Os eventos produzidos por ele são impecáveis.  Viveu doze anos no Rio de Janeiro e dois em Nova Iorque. Há dezoito, mudou-se para Gramado. “Sempre desejei morar aqui e parece que Deus me ouviu”, comenta.    João Vicente Correa Autodidata na arte da decoração, há mais de dez anos é um grande parceiro da Recreio. Com maestria, decora casamentos, eventos corporativos, aniversários, Reveillon e Natal. Disposição, bom gosto e requinte fazem parte da sua vida.     Conhece o significado e a posição das flores para montar arranjos naturais. “Procuro desenvolver mimos que encantam e agradam. Trabalho com minha alma e coração. Sou extremamente dedicado e exigente”, define-se.     Com caráter inovador, ele conta que lançou ideias de sucesso que viraram tendência. Pioneiro em decoração com arranjos aéreos montou gazebos de ferro e lustres de cristal que saíam do teto da Igreja São Pedro. “Ás vezes extrapolo e realizo projetos que superam as minhas expectativas. Parede de flores é outra produção que eu faço desde 2005”.     Ele declara que é um grande prazer realizar eventos na Recreio, pois conta com espaço e apoio para desenvolver cenários com toda a sua criatividade. “Estou sempre aberto a novas ideias e gosto de surpreender meus clientes. A Recreio é um clube com ambiente clássico e tradicional que oferece excelentes condições para explorar a iluminação. Aqui desenvolvo o meu trabalho, sem exageros, com delicadeza”. Ressalta que Sociedade Recreio tem estrutura ampla, confortável com qualidade e excelência no atendimento, proporcionando as melhores experiências em qualquer formato de evento.   Muitas vezes João Vicente conduz sozinho as etapas do evento. Em casamentos, envolve-se desde a escolha do local, a papelaria, a decoração da Igreja, do salão, até o vestido da noiva e cerimonial e ainda interfere na gastronomia. Em harmonia e sintonizado com os noivos, alinha todos os detalhes. “Normalmente opino em várias partes o evento, como a indicação da costureira, degustação do menu e decoração dos pratos. Eu adoro o meu trabalho, me emociono muito quando realizo casamentos”, comenta.   Contatos: johnvico@live.com https://www.facebook.com/joaovicentefazafesta Insta: Joao_vicente_correa 

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PEQUENOS DETALHES E UMA GRANDE MEMÓRIA

A ternura na voz da Dona Jóia e o brilho no olhar ilustram com orgulho os primeiros momentos vividos em nosso clube. Uma das filhas dos fundadores da Sociedade Recreio Gramadense, Joecy Lied Zatti, nos conta alguns detalhes que guarda com muito carinho em sua memória. Dona Joecy Zatti, no Projeto Relembrando "Meu pai, João Leopoldo Lied, trabalhou para que existisse a Recreio”. Lembra que ele desejou muito este local pensando em aqui realizar encontros, jogos, eventos para a juventude e debates políticos. Assim, com o apoio de alguns amigos, realizou seu sonho. “Meu pai teve sete filhas e morávamos do outro lado da cidade. Para nos trazer até o clube, ele alugava um caminhão que nos buscava em casa. Subíamos na caixa do caminhão e nos cobríamos com uma lona".    Presidente João Leopoldo Lied 1915 - 1926, primeiro escrivão de Gramado tirando certidões para fins eleitorais. Foto: Arquivo Público João leopodo Lied     O clube era então uma modesta construção em madeira, com iluminação a gás de metileno. Desde muito pequena, Joecy acompanhava a sua mãe, Dona Osvaldina. Gostava de vê-la ensinando normas de etiqueta às pessoas, como se comportarem, como comerem e vestirem-se. "Havia cuidado com o uso dos sapatos. Ao entrar no clube, as pessoas trocavam os calçados sujos de barro pelos sapatos de baile. Minha mãe tambem convidava as amigas para ajudarem na decoração do salão.  Havia muitas frestas entre as tábuas então, aproveitavam para ali colocarem folhas de xaxim, flores e fitas  que além de decorarem  amenizavam o frio”, recorda.    Carnaval 1925. Acervo Pessoal   Durante os eventos, relembra que era comum ver o chão forrado de crianças dormindo até mesmo em frente ao acesso ao toillete. “As mães levavam os filhos e eles dormiam, por ali mesmo, enroladinhos em seus cobertores, enquanto os casais aproveitavam as festas. De vez em quando as mulheres se revezavam para dar uma espiada nas crianças!”   Joecy ao centro com a família Lied. Acervo Pessoal   Sobre sua adolescência, diz “quando eu tinha doze anos, frequentava matinês dançantes. Aos domingos à tarde, íamos para o clube carregando no colo nossas bonecas, bebês de celulóide. Lá chegando, deixávamos as bonecas sentadas em cadeiras enquanto aproveitávamos para dançar com os meninos”.      "Dancei muito naquele salão, no Baile da Chita, no Baile da Pelúcia, Baile da Primavera. Usávamos vestidos compridos, com as costas desnudas". Os bailes iniciavam geralmente às oito horas da noite. Dona Jóia conta que existiam umas moças muito ricas que trocavam o vestido de festa a meia noite, "só para fazer cartaz e mostrar mais um modelo. Reapareciam com outro vestido e outro sapato. Elas eram muito bonitas”. Naquela época as mulheres ficavam sentadas, esperando o convite dos rapazes para dançar. “Era costume as moças usarem um leque decorado com plumas ou rendas e fazerem sinais para os rapazes atraves dele. Sentavam-se ao lado do namorado e escondiam-se atrás do leque para trocarem bejinhos. É... hoje em dia tudo está tão diferente", suspira.         APOIO: