RELEMBRANDO

A MÃE PROTETORA DA JUVENTUDE

Iraci Casagrande Koppe, conta que bem no início, os bailes aconteciam no cinema. As poltronas eram retiradas e lá se faziam os Carnavais, Ano Novo e encontros para dançar. “Por muitos anos não existia mais nada além do cinema do Pasqual”, lembra.   Iraci Casagrande Koppe, Relembrando na Recreio Gramadense. Acervo S.R.G.   Depois, a pequena comunidade se mobilizou para que existisse a primeira sede do clube, de madeira, no mesmo local onde está até hoje. “Só entrava quem fosse sócio e estivesse de acordo com os estatutos escritos por João Leopoldo Lied e com base nos documentos da Sociedade Orfeu de Novo Hamburgo, a Sociedade mais antiga do Rio Grande do Sul. É possível notar que Gramado sempre foi diferente dos outros lugares. Educação, respeito, princípios, regras, costumes. Para ser sócio tinha que ser indicado por alguém e teria que ser avaliado por, no mínimo, quatro conselheiros. Esta regra valia para alguém de fora como para quem morava aqui. Os critérios eram muito rígidos”, recorda.   Suzana Strassburger, Iraci Casagrande Koppe e Juliana Koetz, Relembrando Recreio Gramadense. Acervo S.R.G.     Ela afirma que, Dona Osvaldina era chiquérrima e vinda de Novo Hamburgo para a Linha Nova, ensinava às pessoas, mais embrutecidas a se comportarem de maneira mais leve e fina, de acordo com o clube que eles gostariam que fosse. “Ela dizia que uma mulher para ser feliz tem que ter muita criança ao redor e muitas flores. Tenho a certeza de que ela deixou algo muito especial aqui”, comenta. Sempre tivemos torneios de bolão, carteado, ping-pong e havia intercâmbios da Sociedade com os hotéis. Todo o dinheiro que arrecadavam, reinvestiam no clube. “Quando eu era pequena, nas tardes de domingo, a programação era encontrar amigos na Sociedade. O Querino Candiago tocava gaita que era uma beleza. Dançávamos criança com criança, mulher com mulher... e assim eram construídos elos de convivência. Aqui dentro tinha ordem, decência. A Sociedade era uma mãe, a mãe dos jovens, porque ela estava sempre de olho nas atitudes, no comportamento da juventude. A gente se sentia em casa. E os estatutos eram muito sérios. Aqui era o eixo, referência que formava a postura das pessoas”. É claro que os Estatutos já sofreram muitas alterações, e por mais de um século norteiam decisões de Conselhos e Diretorias.     Hotel Casagrande, anos 1930. Acervo Histórico de Gramado (RS)   Postais para divulgação do Hotel Bertolucci, nos anos 40. Acervo Histórico de Gramado (RS)   Reforma na fachada do Hotel Candiago, 1950. Acervo Histórico de Gramado (RS)   Na opinião da Historiadora, a Recreio no seu 3ª prédio de alvenaria, continua bela e jovem, apesar da idade, desejando sempre o melhor para seus associados, mantendo seu espírito de mãe e protetora da juventude de Gramado, graças aos seus antigos estatutos. Atualmente bem mais democrática, a Recreio continua celebrando festas com muito glamour e animação. Promove com requinte a Ceia de Reveillon mais tradicional de Gramado e garante brilho e alegria aos foliões no Carnaval de Salão, todos os anos. “Estou certa de que as pessoas que entram na Recreio, sentem a atmosfera, um filtro natural, nobre, de muita alegria e convívio saudável. Aqui eu aprendi muita coisa boa. Aqui eu formei meu caráter com a ideia que aprendi nos estatutos. Ficava fácil praticar em casa e com os amigos fora daqui”, comenta Iraci. Presentes na leitura e aprovação unânime dos primeiros Estatutos, em alemão e língua portuguesa, estavam: Bruno Boelter, José Nicoletti Filho, Pedro Carrera Filho, Pedro Benetti, Pedro Bertolucci, Antonio Benetti, Augusto Zatti, Paulo Sartori, Luiz Gallo, Domingos Bazzo, Francisco Boscatto e Pedro Dalla Wechio, em 15 de abril de 1915.   Capa Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Folha de Rosto Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 4 e 5 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 6 e 7 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 8 e 9 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 10 e 11 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.     Páginas 12 e 13 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Páginas 14 e 15 Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1944. Acervo S.R.G.   Estatutos Sociedade Recreio Gramadense 1915, versão em Alemão. Acervo S.R.G.          APOIO:        

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A NOSSA SEGUNDA CASA

Raul e Presilla Bazei, segundo alguns registros e incontáveis depoimentos foi o casal que mais dançou em festas na Serra Gaúcha. Relembrando com ela momentos especiais, surgiram algumas histórias do casal que conviveu com amigos na Recreio, por muitas gerações.   Raul e Presilla Bazei. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Quando era adolescente, Presilla Benetti morava no centro de Gramado, com sua família, pertinho da Igreja Matriz São Pedro. “Eu e minhas irmãs sempre vínhamos nos bailes da Sociedade Recreio. Chegávamos de manhã cedo do baile direto para a Igreja e só depois da missa íamos para casa dormir”, conta.   Raul Bazei na Quadra de Volei da Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei Casou-se em 1960, com o Raul Bazei. “O Raul jogava volei na Recreio, participou por muitos anos do bolão, e adorava encontrar os amigos, no clube. Nosso grupo se reunia sempre”.   Raul e Presilla Bazei com amigos na Sociedade Recreio Gramadense. Entre eles: Maury e Itiberê Pasqual. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Raul com amigos na Sociedade Recreio Gramadense. Entre eles: Winfried Volk. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Raul, Ilso Tomazelli, Raul Pameggiane, Severino Bazei, Joni Moraes, Schieroldt e Chile na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Ela conta que antigamente em Gramado, havia um problema no Carnaval e que as pessoas ficavam ao redor e não entravam no salão. “O Bloco da Dona Jóia formou um grupo e começaram a entrar para dançar no Carnaval. O pessoal bebia e ficava parado em volta do salão. A Diva Dal Ri, a Lurdes Dalle Molle, a Beraci, fundaram os Verdugos, antigo Bloco dos Velhinhos Transviados”. O casal foi um dos fundadores, “participamos 50 anos direto do Bloco Velhinhos Transviados. Não perdi nenhum carnaval, nem quando estava grávida”.   Raul, Nelson Benetti, Tino Volk, Itiberê e Winfried na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   "Eu fiz praticamente todas as minhas fantasias de Carnaval”, lembra-se. Algumas delas foram Presidiários, Palhaços, Marinheiros, Ciganos, Charles Chaplin. “A gente se divertia muito. Organizávamos jantares uma vez por mês em lugares diferentes, mas sempre reunidos com os amigos". Foram presidentes por 6 anos e conta que viajaram, dançaram e aproveitaram muito. “O Raul estava sempre pronto para dançar, ele tinha esse compromisso, precisava batucar, tocar o bumbo. Não faltamos nenhum Baile de Carnaval. Claro que houve atritos, também. Algumas pessoas não permaneceram. O Bloco sempre foi muito de família. Preservávamos a amizade acima de tudo. Diversão com muito respeito, protegíamos uns aos outros”.   Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei  Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Bloco dos Velhinhos Transviados na Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Viajavam todos os anos, com este tradicional grupo de amigos que surgiu na Recreio. “Decidíamos o destino por votação e a maioria, vencia. Muitas vezes fomos para as cabanas no Gravatal, ao Uruguai, à Argentina. Muita música, violão, gaita. Fazíamos uma boa festa, de verdade. O hotel que nos hospedava organizava bailes à noite e o pessoal terminava as festas atirando-se nas piscinas. Bagunça durante o dia e à noite, rodeados por amigos com energia para aproveitar cada minuto”.   Acervo Pessoal Presilla Bazei Conta que sem o Raul, não participou mais. “Ele amava tanto o bloco... No último Carnaval, quando estava internado, implorou para que os médicos o deixassem sair. Queria rever os amigos neste momento que era tão importante para ele. Eu providenciei então a fantasia dele e fugimos do hospital. Quando chegamos, os amigos subiram com ele e colocaram o bumbo em uma mesa em frente ao palco. Ainda conseguimos dar uma volta no salão. Feliz da vida, Raul tocou mais um pouco enquanto podia. Ele partiu exatamente no dia da primeiro jantar do bloco daquele ano, em março. Os amigos estavam reunidos, fantasiados e quando ficaram sabendo, foram se despedir. Colocaram o bumbo pertinho dele e então eu acho que ele finalmente descansou em paz”.  Presilla e Raul Bazei. Acervo Pessoal Presilla Bazei   Presilla lembra que Raul foi apaixonado pela Recreio e pela dança. Participaram de todos os Bailes de Debutantes, pois todas as filhas e sobrinhas debutaram. "Cassino de Sevilha, Francisco Petronius, foram inesquecíveis e maravilhosos. O Raul dançava de coração, de alma. Parece que a música entrava nele. Ele sabia os passos certos e eu o seguia no embalo da música. Por muitos anos a Recreio foi a nossa segunda casa”.         APOIO:      

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O MUNDO ENCANTADO DA RECREIO

A consagração de alguns eventos que idealizamos foi uma grande conquista. Mesmo não executando a ideia inicial de promovermos um evento por mês, criamos um por ano e nos dedicamos para repetir no ano seguinte. A Ceia de Reveillon e os Bailes de Carnaval de Salão, infantil e adulto que já faziam parte do calendário foram aprimorados e incentivados ainda mais. A ideia é crescimento gradativo de retorno, oportunizando o encontro da sociedade gramadense num espaço que é seu e foi criado para isso. No primeiro ano de gestão promovemos os Pianistas de Bagé, repetido no segundo ano e acontecerá neste ano novamente, como um evento cultural clássico dirigido à nossa comunidade. No segundo ano criamos o Revival, que foi sucesso absoluto, repetimos esse ano e já está incluído no calendário 2020, também.     Em 2019, terceiro ano da nossa diretoria, preparamos com muito carinho o evento alusivo ao Dia das Crianças que definimos como O Mundo Encantado da Recreio. Comandado pela Cia Prof. Jana, conta com as super atrações de A Turma da Cozinha, Cia Lúdica e Gatto e Topo.   Mickey e Sua Turma, Cia Prof. Jana. Foto Divulgação     Proporcionando encontro entre as famílias, o evento acontecerá na Sociedade Recreio Gramadense, no dia 14 de Outubro, segunda feira, das 14h às 18h ao preço especial de 10 reais por pessoa.   Turma da Cozinha. Foto Divulgação    Entre as atrações, show com a Banda da Cia Lúdica, Mickey e sua Turma, Camarim Infantil, Jogos e Brincadeiras, Oficina de Culinária, Cientista Maluco e sua Máquina de Pintura, Fábrica de Brinquedos, Cama Elástica e Piscina de Bolinhas.   Cia Lúdica. Foto Divulgação   Durante todo o evento poderão ser adquiridos lanchinhos especialmente preparados para os pequenos, em praça de alimentação. A ideia do Dia das Crianças, em O Mundo Encantado da Recreio é confraternizar e rever os filhos dos amigos em ambiente de pura diversão. Faremos uma comemoração muito especial com a proposta de que as famílias sintam-se como se estivessem na sala de sua casa.   Mickey, Branca de Neve, Minnie, Cia Prof. Jana. Foto Divulgação   No próximo ano, 2020, programamos mais um evento para o calendário, totalizando assim, seis eventos sociais por ano, com objetivo de aproximar a sociedade. Os novos eventos na agenda propõem encontros da comunidade no clube. É nosso compromisso resgatar essa cultura de encontrar os amigos por aqui. Luis Henrique de Castro Koetz Presidência Recreio Gramadense Gestão 2017 à 2020           

DESTAQUE

TATIANA FERREIRA ARQUITETA

Arquitetura e cenografia protagonizam eventos em Gramado. Para isso, equipe e fornecedores precisam estar em perfeita sintonia e alinhamento. Além de segurança e conforto, inúmeros detalhes devem estar ligados visualmente com a proposta para que seja interessante. A ambientação representa a experiência dos convidados no evento. Bem executada, tem o poder de despertar sensações e emoções em cada pessoa de forma diferente.   Arquiteta Tatiana Ferreira. Acervo S.R.G.   Tatiana Ferreira arquiteta com mais de 20 anos de experiência nesse setor, conhece bem as possibilidades de atuação em eventos. “Lembro-me de quando produzimos o primeiro Gramado Malha Fashion. Interessante é que o cliente dispunha de um sistema de divisórias para participar de determinadas feiras. Foi um desafio utilizar essa estrutura já pronta considerando os degraus no salão. Com planejamento, fizemos com que uma possível dificuldade fosse usada ao nosso favor. Ficou fantástico, por que possibilitou uma visão geral de todos os produtos expostos. Como uma grande vitrine. Ampliamos os espaços a cada ano, exploramos o mezanino, o hall. A Recreio oferece vários ambientes que permitem facilidade de decoração, iluminação e ambiência. A versatilidade dos espaços para qualquer tipo de evento é um diferencial importante do Clube”.Desde o início da carreira trabalhou com eventos promovidos por Sívia Zorzanello e Marta Rossi, na região da Serra Gaúcha. “Aprendi muito com elas e realizei quase todas as edições do Festuris, Chocofest, Gramado Summit e Gramado Malha Fashion”. Sobre realizações na Recreio diz que “é possível organizar eventos de pequeno porte com a opção de expandir espaços, para produzir eventos maiores. Recepção para convidados íntimos ou festas lindas e grandes também ficam ótimas aqui. O cenário disponível é perfeito, fica a critério do cliente, a intensidade da produção que deseja realizar. Os ambientes já são ricos com elementos que beneficiam em função da estrutura do patrimônio. Isso facilita muito a organização dos eventos”, comenta.   90 Anos Recreio Gramadense. Foto Dinarci Borges   Vivenciar o local onde será organizado o evento, analisar as peculiaridades com noções de espacialidade e detectar desafios são ações que previnem o que durante o evento pode vir a atrapalhar. Definir quais são os elementos que podem interferir na circulação do evento e encontrar soluções para os empecilhos que não podem ser removidos são etapas consideradas no estudo do espaço. Tatiana organizou um evento inesquecível que transformou inclusive a rua de acesso ao clube:  festa de comemoração aos 90 anos da Sociedade Recreio Gramadense. “O Clube tem 104 anos e a questão histórica remete a um sentimento de posse. Qualquer reforma implica mexer na nossa história, é uma responsabilidade dupla, com a preocupação de não deixar de valorizar o que já aconteceu aqui. A riqueza que existe nesse espaço aumenta a responsabilidade ao arquitetar o evento. A história desse lugar envolve muito sentimento. Para mim é perfeito. Por que chegar em um ambiente frio que não diz nada, que não remete a nada, que não inspira, torna tudo muito mais difícil. Aqui é exatamente ao contrário. Me sinto acolhida e privilegiada nesse sentido. Este é um dos poucos clubes centenários do Rio Grande do Sul. E foi sempre mantido com muito carinho”.   Arquiteta Tatiana Ferreira, Presidente João Benetti e Maria Aparecida Oigen Benetti. Foto Dinarci Borges   Outra questão é a responsabilidade técnica. “Independente do tamanho do universo a ser trabalhado, oferecemos o início do sonho. Mostrar o que é possível criar e realizar no espaço que dará visibilidade a marca, seja em estande ou evento corporativo. As questões de ergonomia, luz, cores, circulação, legislação do corpo de bombeiros, larguras e extensões de corredores, materiais específicos, prevenção de incêndio, bloqueios, acessos e sinalização são questões que influenciam a criação de lay out”. Arquitetura em eventos envolve credibilidade e uma visão profissional que é fiscalizada por órgãos competentes. Ter um profissional arquiteto ou engenheiro responsável é sinônimo de tranqüilidade e que influencia no sucesso de um evento.   Contatos: tatiferreira.progettare@gmail.com (54)999.735.092  

RELEMBRANDO

HISTÓRIAS DA RAINHA

Sempre sorrindo, assim, Maria Luiza Zatti Haas contou algumas das suas lembranças. “Gramado era uma cidade muito pequena onde todo mundo era amigo de todo mundo. Minha família teve uma ligação bastante forte com o Clube”.  A Sociedade Recreio foi fundada em 1915, na casa de seu avô Augusto Zatti. Ele foi presidente na gestão de 1926 a 1927. Seu pai, Francisco Zatti, presidiu no período de 1951 a 1952. Dona Célia, sua mãe, foi eleita a mais elegante em um dos Bailes de Gala da Pelúcia. "Anos depois, quando eu tinha 14 anos usei o vestido dela em uma peça de teatro que fizemos com a Dona Medi Nelz. Me senti apenas o máximo”, relembra. Ela conta que já tinha 15 anos quando esteve na Sociedade pela primeira vez. “É uma lembrança que até hoje me traz muita alegria: quando eu fui eleita a Rainha dos Estudantes. Na minha época de mocidade, não se frequentava baile antes dos 15 anos de jeito nenhum e nem se calçava salto alto. Só escondidinho da mamãe”.    Maria Luiza Haas. Foto Mara Cardoso   Em 1960, quando foi coroada a Rainha das Hortênsias, na segunda edição do evento, o turismo em Gramado já havia conquistado a imprensa nacional. Ela estampou a capa da Revista Manchete, referência como veículo de comunicação na época.   Desfile da II Festa das Hortênsias. Acervo Pessoal Festa das Hortênsias. Maria Luiza, Leonel e Neusa Brizola, Almeri Peccin. Acervo Pessoal Maria Luiza   "O baile foi até de manhã, com muita alegria". A Sociedade estava lotada com amigos, jornalistas e autoridades como o Governador Leonel Brizola. "Lembro-me dos abraços, do carinho, de cada cumprimento dos amigos daqui e dos que vieram longe para prestigiar”.    Baile da Festa das Hortênsias 1961. Maria Luiza Zatti, Almeri e Irma Peccin, Lidia Moschett, Essy e Cláudio Candiago, Sueli e Hugo Daros, Lacy e Francisco Bertoja. Acervo S.R.G.   Rainhas Iraci Casagrande e Maria Luiza Zatti. Princesas Dorly Michaelsen e Avany Carazai. Acervo Pessoal Maria Luiza   Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Maria Luiza   Antigamente não se deixava uma moça sentada em uma festa, “por que ela poderia ficar triste. Os rapazes eram muito educados e se revezavam para dançar com todas. E as moças também não poderiam recusar um convite para dançar. Ficava feio. Vivíamos praticamente como uma família enorme”.   Baile da III Festa das Hortênsias. Coroação Heloisa Jungblut, Princesas Valesca Calazans e Renate Muller. Acervo Pessoal Maria Luiza   Logo que foi eleita a Rainha das Hortênsias, começou a namorar Sérgio Haas, “praticamente toda a nossa vida social, foi aqui na Recreio. Nos reuníamos em matinês dançantes aos domingos, Bailes dos Estudantes, Festas de Reveillon, Bailes de Inverno, Bailes a Fantasia, Bailes do Suéter”. Recorda-se que moças solteiras não vinham para as festas sozinhas. Só acompanhadas dos pais ou com um chá de pera. “Se os meus pais não pudessem, as minhas tias Diva ou Norma Riegel me acompanhavam... Um jovem casal saindo sozinho poderia ser muito perigoso”.   Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Maria Luiza   As pessoas deixavam seus afazeres para se dedicarem à Sociedade. Madrugavam para colher flores às 5h da manhã. “Lembro que naquele tempo comentava-se sobre uso de cerveja para o cabelo ficar armado. Era comum encontrar mulheres com rolinhos na cabeça, durante o dia trabalhando na decoração do baile. Depois, iam para casa, tiravam os rolos e voltavam lindas e chiques para a festa”.    Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Maria Luiza   “Quando eu entreguei a coroa para a Heloisa Jungblut, terceira Rainha da Hortênsias, já estávamos casados”. Maria Luiza e Sérgio casaram-se na Sociedade Recreio.  “Fizemos uma das primeiras festas em que serviram buffet para muitos convidados. Como ainda não havia esta estrutura em Gramado e Região da Serra, contratamos uma empresa de Novo Hamburgo. Praticamente a cidade inteira estava presente", conta.   Maria Luíza e Sérgio Haas, Valesca de Calazans, José Francisco Perine. Acervo Pessoal Maria Luiza   O casal teve quatro filhas, e três delas debutaram na Recreio.  “Cada baile teve um estilo de decoração diferente. Nos emocionamos ao desfilar com cada uma delas pelo salão. O Sérgio gostava tanto, que queria até que eu debutasse. Ele adorava dançar, me arrastava pelo salão. Eu gosto muito de vir aqui, esse Clube está na alma da gente".           APOIO:    

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O TOPO DO CASTELO

Músico e jogador de bolão, Ivo Egidio Michaelsen jamais esqueceu a vitória inédita do grupo Castelo sobre o imbatível Tuiuti, relembrando os tempos áureos do tradicional esporte da Recreio. Ele lembra da conquista da taça gigante, quando o Tuiuti jogou em Lajeado. "Os velhos eram os melhores... Quando a excursão exitosa retornou teve até desfile na Borges, com foguetes e o povo aplaudia nas ruas recebendo os ilustres jogadores. Foi uma festa! Eu era um garoto e assisti a homenagem da porta do armazém do meu pai", conta. Atraído pelo bolão, Egidio associou-se à Recreio em 1956. “O barulho, a euforia das torcidas, a reunião de pessoas alegres vibrando me fascinavam mais do que o próprio jogo. As canchas eram lindas. Pistas enormes, com parquet brilhando, reluziam e me encantavam”.   Ike Koetz e Egidio Michaelsen Relembrando, na Recreio. Acervo S.R.G   Ele conta que na primeira vez em que esteve no clube, a disputa era entre os blocos Castelo e 1º de Outubro. “Questionei qual era o grupo mais fraco, para torcer por eles... Me disseram que era Castelo, grupo dos mais jovens, que na época, dificilmente ganhava. Logo que participei como sócio e entrei para a torcida, eles conseguiram ganhar uma partida. Desde então, passei a ser integrante do Castelo e em seguida me convidaram para ser o Secretário de Esportes do clube. Cuidei do Regulamento de 5 grupos e organizei todos os treinos, por algums anos”. O Bolão cresceu muito naquela época.   Sociedade Recreio Gramadense, 1963. Acervo S.R.G Ao ser convidado para ser presidente do bloco Castelo, conta que aceitou com muito gosto. “Foram eles que me ensinaram a jogar. O Castelo era um grupo divertido, de moleques. O grupo mais respeitado era o Tuiuti. Ao assumir a liderança convoquei o time todo para intensificar os treinos e disse que agora teriam que levar a sério”.   Bolonistas do Grupo Castelo em dia de treino: Walter Sempé, Egídio Michaelsen, Edo Brentana, Euclides Bondam, João de Oliveira, Adilson Franck, Carlos Tomazelli, Hans Nikolaysack, Theobaldo Scheifler, Celestono, Ilso, Ernesto Simão Tomazelli, Rudo Benetti, Setembrino Boniatti e Alceno Noé. Acervo S.R.G.   Sociedade Recreio Gramadense, 1964. Arquivo Particular Hugo Daros   Em fim, chegou à oportunidade de provar que o esporte havia evoluído: Campeonato Interno de Bolão da Sociedade Recreio Gramadense, em 1964. "O Castelo estava com uma boa fama depois de tanto treinar. Foi um grande jogo, uma disputa entre gigantes do bolão. O barulho da torcida era tão alto, que ninguém ouvia a bola. Ao final, estávamos praticamente empatados. Para o Castelo, só servia a vitória, nunca havia ganhado um campeonato! Brentano, pelo Castelo, fez 133 pontos e o Bruno Muller, pelo Tuiuti fez 134. Todo mundo estava roendo as unhas. Perdemos por um ponto. Eu não dormi naquela noite. Mas depois, conseguimos ganhar deles no mesmo campeonato interno. Foi a primeira vez que o grupo Castelo foi campeão. Quebramos a hegemonia do Tuiuti e organizamos até um baile para comemorar o título e o aniversário do Castelo”.       Sociedade Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Egídio Michaelsen     APOIO:      

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A VONTADE DA NOSSA GESTÃO

Criamos este canal de comunicação para compartilhar informações. "Atualizando", tem como objetivo principal, posicionar a sociedade e interessados apresentando os desafios e as propostas, formalizando as ideias da nossa gestão que se encerrará no próximo ano.  Nesta primeira oportunidade, resumirei os principais pontos da nossa administração e seguiremos atualizando através de postagens mensais, que poderão ser acompanhadas e revistas no site.   Diretoria Sociedade Recreio Gramadense, gestão 2017 à 2020. Acervo S.R.G.   Nossa gestão foi construída com uma expectativa muito grande de renovação. Assim como todo o cenário político quando assumimos em 2017, víamos no nosso Estado e na nossa cidade o desejo de que a juventude começasse a ser protagonista, o que não significa substituir a experiência de pessoas mais velhas, mas "somar", oportunizando novos avanços.Sempre ouvi dos meus pais desde cedo, que esteja onde estiver e independente das escolhas profissionais, é necessário se dedicar ao meio, à comunidade onde estamos inseridos. Desde 2010 eu acompanho a Recreio. Em 2016 através do convite de outros companheiros montamos uma chapa, um plano de gestão e com esta expectativa de novidade, fomos eleitos.Colocando em prática as coisas que vislumbramos fazer, logo tomamos ciência de uma realidade diferente do que imaginávamos. Algumas situações precisavam ser resolvidas com urgência, como questões com inquilinos e as instabilidades financeira e jurídica do clube. No terceiro mês de gestão já havíamos mudado esta situação e estávamos prontos para começar a implantar o que nos propomos a fazer. Além de conquistar o equilíbrio financeiro, havia a preocupação com a imagem do clube e reaproximação com a comunidade. A captação de eventos é uma renda esporádica que gera grandes resultados. A velocidade de internet, insuficiente na época até para mandar e-mails e o material de divulgação escasso e ultrapassado, foram adaptados. Junto com a Suzana Strassburger da Usina, que trabalha com a identidade do clube há anos, revitalizamos a marca, desenvolvemos mimos, manual da imagem, um novo site e iniciamos o envolvimento com as redes sociais, planejando uma comunicação dirigida a um público muito especial.Pretendíamos fazer um novo evento por mês envolvendo a comunidade, mas desmistificar o conceito antigo de ser um lugar elitizado, seleto ou ultrapassado era mais importante. A Recreio tem um padrão e uma história que a faz diferente de qualquer outro espaço social que existe em Gramado.  Houve um hiato de duas décadas que merece ser estudado. Surgiu uma lacuna temporal em que as pessoas pararam de vir e isso se deve a inúmeros fatores que geraram desinteresse e abandono da cultura de prestigiar o clube. Buscamos resgatar essa cultura, oportunizar a escolha em realizar eventos aqui. Hoje graças a Deus, a agenda para eventos locais é disputada. Comemoramos essa conquista nesse terceiro ano de gestão.   Assinatura do contrato do elevador. Acervo S.R.G.   Aos poucos, nossa comunidade está voltando a participar com comportamento e padrão do seu jeito dentro do clube tradicional da cidade. Voltamos a sediar eventos beneficentes e comunitários. Dentre outros eventos, ficamos muito felizes quando comemoramos o Centenário da Paróquia São Pedro aqui. Este é um exemplo de evento que voltou para a Recreio. Crescemos quantitativamente e nos preocupamos com a qualidade de arrecadação, por que uma das nossas metas era também investir na instalação do elevador e projetar benfeitorias. Manter este patrimônio tem um custo muito alto. Mesmo assim, alcançamos um faturamento recorde que nos deu condições de viabilizar o projeto do elevador. No início de 2019, já havíamos apalavrado com uma empresa e agora, nesse mês, oficializamos o contrato de compra do elevador e da plataforma.   Reunião do Conselho Deliberativo. Acervo S.R.G.   Preciso mencionar a importância da nossa diretoria: Rodrigo Vogt e Mário Vidor, tesoureiros por quem eu tenho profunda admiração. O trabalho sério deles é fantástico e conseguimos manter as contas equilibradas.  O Bruno Coletto tem papel fundamental na parte jurídica do clube. Nosso advogado para conciliações e para formulação dos contratos de locação esporádicas e fixas. A Gabi Michaelsen, bisneta do fundador da Recreio e conselheira há anos, tem um grande papel.  Com experiência na diretoria do Grêmio Náutico União, trouxe ideias novas e ricas que muito contribuíram na reformulação do estatuto. Grande empreendedora fomentou muitos eventos que realizamos aqui. A Lilian Koppe, eficiente, criativa e comunicativa é um elo junto ao governo municipal. Então, todos os que trabalham aqui, têm além da atividade profissional, uma relação afetiva com a instituição, possuem DNA na história de Gramado. Além das aptidões profissionais, é indispensável o vínculo emotivo com o clube. O Cris Berti desenvolveu modelo de gestão, um manual de utilização do clube para os eventos, regimento interno, normas e informações indispensáveis. O Jorginho Barbacovi que praticamente nasceu dentro do clube, participa do Retranca e resgatou uma geração de pessoas. Viveu o clube antigo, a transformação e está conosco na renovação.  A Eliana, que dispensa apresentação, com competência e carisma há anos, gerencia, negocia e continua sendo o braço direito, em todas as gestões. A Bárbara ainda administra a comunicação nas redes sociais. O Luis, a Eliane, a Tati e o Joel, são fundamentais, para que a engrenagem seja acionada todos os dias e durante muitas noites.  Além de todas as pessoas do Conselho Deliberativo, atuantes e dispostos a questionar sempre em busca do melhor para o clube. Difícil encontrar pessoas que desempenham tão bem o seu trabalho e com tanto zelo pela Recreio. A determinação, independente do cargo, faz com que nós todos, unidos, possamos ir adiante, oxigenando o clube e com vontade de que ele prospere por pelo menos, mais um século avançando com muitas novidades que proporcionem entretenimento e cultura para a nossa comunidade.   Luis Henrique de Castro Koetz Presidência Recreio Gramadense Gestão 2017 à 2020

RELEMBRANDO

AMIZADE, TRABALHO E DIVERSÃO

Glacenir Sorgetz Benetti conta que “o Pedro Henrique nasceu na Recreio, literalmente. Seus pais, Eugênio e Rosa Maria Benetti eram ecônomos e a vida dele começou aqui dentro. No dia em que os meus pais casaram, em fevereiro de 1946, ele estava presente. Bebezinho, participou da festa no colo da mãe dele Dona Rosita, na Sociedade”. Ele foi presidente de 1985 a 1987. Pedro Henrique e Glacenir Benetti. Acervo S.R.G.   “Cresci nos encontros da Recreio.  As minhas tias Gisela, Guerda e o meu pai Ewaldo Sorgetz, jogavam Bolão. Todas as semanas divertiam-se e levavam a sério as competições. Muitas vezes eu acompanhava. Adorava vê-las se arrumando para irem aos bailes e sonhava com o dia em que eu pudesse ir também”. Pedroca e Glace viveram a infância e adolescência no clube. “Não havia outros programas exceto as reuniões dançantes na Recreio. Nas tardes de domingo, o matine no Cine Splendid terminava pelas seis horas. Eu e toda a minha turma saíamos do cinema, direto para o clube. Foi uma época maravilhosa. Aprendemos a dançar “twist” com amigos, aqui. No carnaval desfilhei com as “Melindrosas”, e participei do “Apito do Samba”.   Liana, Lora, Vanderlei, Glace, Eunice e Marília. Arquivo Particular Hugo Daros Sobre o Vocal Sayonara, conjunto musical formado por amigas, conta que tocavam às sextas feiras nos jantares do Rotary, aqui na Recreio. “Cantávamos três ou quatro músicas para um público seleto, amantes da cultura e arte. Éramos aplaudidas em pé, por pessoas importantes da sociedade... Para nós, meninas na época, era incrível!”    Liana, Glace, Marília, Iracy e Silvia. Despedida do Curso Normal Vocal Sayonara, 1965. Arquivo Particular Hugo Daros   Quarteto Sayonara: , Glace, Liana, Iracy e Marília. Arquivo Particular Hugo Daros   A Recreio era o ponto de encontro. "Muitas pessoas se conheceram aqui. Lembro do senhor Gersy Accorsi, quando era preseidente. Ele gostava muito dos jovens e apoiava o que quiséssemos fazer, como o Baile dos Estudantes. Madrugávamos para colher as flores e decorar os bailes. Nesta época, surgiram novos líderes em Gramado”. Ela conta que a sua festa de casamento foi em 1971 na Sociedade Recreio Gramadense, “inclusive, alguns amigos começaram a namorar neste dia e estão casados até hoje”, lembra.   Baile dos Estudantes, 1964. Arquivo Particular Hugo Daros   Pedro Henrique e Susana Bertolucci, Enoir e Silvia Zorzanello, Glacenir e Pedro Henrique Benetti, 1986. Acervo S.R.G.   Baile de Debutantes, 1986. Acervo S.R.G. Clesio Tisott, Rose Dutra, Gilberto e Suzana Michaelsen, Wienfried e Leda Volk, Pedro e Glacenir Benetti, Jorge e Mirtes Ribas, Luiz Emílio Bezzi, Eliana Waslawick, Jonis e Dulce Bordin. Jornal de Gramado, 1986. Acervo S.R.G.   Gentil e Mafalda Tisott, Tania Carvalho, José Fontella, imprensa Rádio Guaíba, Glace, Pedro Henrique, 1984. Acervo S.R.G.   Pedro Henrique foi também presidente social de 1983 a 1985. Juntos, organizaram Festas de Reveillon, Bailes de Debutantes, contrataram Francisco Petronius e orquestra para tocarem no Baile de Aniversário do Clube. No evento tradicionalista gaúcho Ronda Nativa, trouxeram Os Serranos. “Para organizarmos os Bailes de Debut, visitamos as famílias de mais de 30 meninas para convencer os pais. Nossas filhas também debutaram no clube, anos depois".     Lucio Petersen, Garibaldi Ferreira dos Santos, Pedro Henrique Bertolucci, Pedro Henrique Benetti, Jonis Bordin, Wienfried Volk, Evento Ronda Nativa. Acervo S.R.G. Evento Ronda Nativa. Acervo S.R.G.   “Passamos dias e noites inventando, planejando, construindo enfeites e decorando o salão. Nossos filhos pequenos, vinham conosco”. Nesta época houve a contratação da Eliana. Lembra que os bailes começavam muito tarde às 23h então “resolvemos iniciar mais cedo, para maior adesão aos eventos. Vendíamos os convites para os jantares que começavam às 20h e o pessoal ficava para o baile. Isso movimentou muito o clube na época”. O 1º Gramado Fest, é um exemplo de evento que aconteceu neste formato.   90 Anos Recreio Gramadense. Foto Dinarci Borges Foram anos envolvidos no ambiente da Recreio. Há registros de muito trabalho do saudoso arquiteto Pedro Henrique Benetti, dedicados ao nosso município. "O Pedroca se doou de corpo e alma para o clube. Era trabalhoso, mas fluía naturalmente. Os momentos de amizade, trabalho e diversão que vivi aqui jamais serão esquecidos”, relata.         APOIO:      

DESTAQUE

CRIS PETRY, SOCIAL PLANNER

Quem conhece a Cris, sabe que ela é uma pessoa apaixonada por realizar sonhos. Formada em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul e com Pós Graduação em Marketing, planeja eventos com maestria há muitos anos. Cerimonialista, realizou de maneira muito especial casamentos, bodas, formaturas e aniversários de 15 anos em Gramado, Porto Alegre e na Toscana. Social Planner que domina as tendências e encanta em eventos sociais, em 2017 iniciou atuação também na área corporativa com a Euroamérica.   Cris Petry. Foto: Paula Vinhas   Chegar aos 50 anos de idade com tanta energia e alto astral não é para qualquer um. Creio que isso está diretamente relacionado ao seu estilo de vida e pela profissão que escolheu. Afinal ela enche de harmonia os ambientes e coloca muitas pessoas para comemorarem, divertirem-se e dançarem... “Sou cerimonialista e trabalho com eventos, ou seja, meu trabalho é viver os melhores momentos da vida dos meus clientes e isso me enche de orgulho”, diz.   Foto: Cassio Brezzola   Com grandes festas contabilizadas na Recreio, oportunizou momentos mágicos em todas as produções dos eventos. Ela sempre conta com profissionais qualificados no staff e fornecedores com suporte  para uma execução tranquila, de acordo com o perfil desejado.   Foto: Robson Nunes    “Cada evento é minucioso e a minha experiência, ética e responsabilidade ficam claras nas etapas do planejamento. Sou descontraída, gentil e muito proativa. Precisa fazer? Faço. Tem que descobrir? Vou atrás. A noiva tem um sonho desse jeito? Deixa comigo que eu resolvo. As vantagens em optar pela realização na Recreio estão, o atendimento, espaço físico,  respeito com os profissionais, respeito com o cliente e claro, o ambiente", completa.    Foto Melissa Machado    Comprometida, ela diz que organizar um evento é como dar a tarefa a um anjo da guarda e garante que faz de tudo para que o momento seja exclusivo, perfeito e inesquecível. “Como eu consigo? ... muita gente pergunta. Eu trabalho com muito amor. Sou apaixonada pelo que faço e o amor está em todos momentos”. Com criatividade, organização e competência, declara que se entrega de corpo e alma e cuida de todos os detalhes. "A grande verdade é que sou feita de carne, osso e emoções e por isso tudo o que faço tem esse jeito”, afirma.  \Foto: Robson Nunes   Contatos:   https://www.facebook.com/crispetry Insta: cris_petry linktr.ee/cris_petry crispetryeventos@gmail.com (54) 99972-7033