RELEMBRANDO

EM TODAS AS FESTAS

Sergio Bertoja nasceu em Gramado, ”recordo-me da cancha de bolão. Eu era mascote do grupo, quando meu avô era presidente do Tuyuty”.

 

Centro de Gramado, 1966. Destaque: sede da Recreio, em alvenaria ao fundo. Estrutura moderna. Foto Sérgio Bertoja

 

Sérgio tem um lindo acervo de fotografias e relembra como era o convívio nas décadas de 60 e 70. “Frequentava os matinés dançantes nos domingos à tarde. Aprendi a dançar aqui, com a Dorli Michaelsen. As músicas eram tocadas pelo Renato Kasper, o “Kaspinha” com disco long play”.

 

Sentados: Juarez Bordin, Sérgio Bertoja, Elias Mubarach, Geovani Stanguerlin, Fernando Bertoja, Franco Camerini, Osmar Evaldt, Pedro Bertolucci. Em pé: Pedro Henrique Benetti, Alceu Bertoucci, Rui Heurich, Luiz Neuckirchen, Vandir Stall. Festa de São João. Acervo Sérgio Bertoja

 

Julio Cezar Bertolucci, Paulo Pante, Luiz Neuckirchen, Pedro Bertolucci, Pedro Henrique Benetti, Fernando Bertoja.

Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

Sérgio Bertoja e Renato Chaulet. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

Sérgio Bertoja e Silvia Willrich, aniversário de 15 anos dela. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

Conta que as festas de aniversário de 15 anos eram concorridíssimas e muitas foram na boate. “Os convidados, muito bem vestidos, não podiam chegar atrasados. Obrigatório, uso de gravata e ninguém entrava mal arrumado. Não se convidava somente uma pessoa da turma e sim, a turma inteira” lembra-se. “Dançávamos as Marchinhas, Valsas, Tangos, Twist, Halli Galli e Rock and Roll”.

Quando deixei de frequentar as reuniões dançantes, passei aos inesquecíveis bailes. Na época, iniciavam cedo. Jantávamos no clube galeto maravilhoso.  Exigiam mais ainda o uso de fatiota, gravata e sapato bem engraxado. Normalmente as gurias estavam acompanhadas com os pais. Para  convidar a moça para dançar, tínhamos que pedir licença aos pais. Pelo menos para mim, nunca negaram um covite! Dancei muito com minha mãe também".

Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

As famílias ocupavam quase sempre os mesmos lugares na Recreio e a metade da população de Gramado era sócia e marcava presença. "Assisti orquestras maravilhosas como o Cassino de Sevilha e os Cantores de Ébano. Certa vez, houve um imprevisto: os músicos que vinham tocar aqui em Gramado se perderam e foram parar em Caxias. Até chegarem aqui, o show que deveria iniciar às 23h começou às 3h da manhã. A maioria do pessoal não foi embora e ficou esperando o show começar e amanheceram no clube!! Os bailes do suéter que movimentaram as malharias também eram sensacionais! Todo mundo vestindo blusões bonitos, com capricho, pois queriam se destacar no concurso".

Sérgio conta que teve o privilégio de ser convidado para ser par da Ginez Perine no primeiro Baile de Debutantes e na segunda edição foi par da senhorita Maria Helena Ruschel. Foram festas de muito sucesso e divertidíssimas, com toda a sociedade presente.  “Outra ocasião que envolvia a todos também era o Baile dos Estudantes onde destacavam-se meninas lindas como Rainhas dos Estudantes. Fizemos decorações maravilhosas com hortênsias e em cima das mesas colocamos uns livros e lápis de cor".

 

Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

Sérgio Bertoja e Vanderlei Peccin. Acervo Pessoal Sérgio Bertoja

 

Baile Municipal. Jornal de Gramado

 


“Outro momento maravilhoso foram os Carnavais. Lá no fundo no clube de madeira, os blocos ensaiavam. Em uma reunião de amigos fundamos o “Apito do Samba” com 10 casais. Desfilamos com fantasias de Arlequim e Pierrot. No segundo ano o bloco cresceu, 30 pares, fantasiados como Malandros. Encerramos o bloco naquele ano, pois levamos uma bronca da diretoria na época. Fomos a Canela durante o baile, como de costume. Nesse meio tempo chegou um bloco de outra cidade e não estávamos aqui para recebê-los. Assim, entregamos o estandarte", conta Sérgio. O "Apito do Samba" originou outros blocos importantes na história do clube. "Por opção, não participei de mais nenhum bloco, mas também não perdi nenhum carnaval”.

 

  

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