RELEMBRANDO

NAMORO DE CARNAVAL

Para Maria Helena Accorsi Willrich a Recreio sempre proporcionou o encontro entre gerações. “Falar de Recreio é falar das nossas raízes, sobre todas as gerações que se desenvolveram aqui. A Dona Zely Zatti Willrich, minha sogra sempre conta que foi na cozinha da casa dela que tudo começou, em 1915. A Recreio está completamente vinculada à cultura social de Gramado. É peça fundamental, cenário da nossa história. Eu era pequeninha quando meu pai foi presidente, mas lembro-me do esforço, do trabalho e dedicação dele. Parecia que o clube era uma prefeitura, pois havia envolvimento muito intenso de toda a comunidade, era um comando muito importante”.

 

Baile dos Estudantes, Recreio Gramadense, anos 50. Acervo Pessoal Mari Accorsi Willrich

 

Baile das Hortênsias. Década de 60. Acervo Pessoal Mari Accorsi Willrich

 

 

 

Gersy e Thereza Accorsi com amigos em evento social em Gramado. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

Seu pai, o senhor Gersy Accorsi, foi presidente do clube na gestão de 1963 a 1965. Ela relembra com carinho o amor dele pela música. “Ele adorava cantar! Subia ao palco, pegava o microfone dos conjuntos enquanto apresentavam-se e encantava a todos com sua linda voz. Serenatas eram muito comuns na vida dele. Meu pai foi excelente cantor, um tenor com muita potência vocal. Fundador do Bloco dos Velhinhos, cantou em muitos casamentos também! Ele foi muito amigo dos senhores Eddi Oaigen, Almeris Peccin, Hugo Daros, Rugart Volk, Maury Pasqual e Euzébio Balzaretti, que também foram presidentes do clube. Minha mãe, Thereza Freitas Accorsi sempre o acompanhava. Eles me deixavam com a empregada e saiam juntos para decorar e organizar grandes eventos que envolviam os sócios e mobilizavam toda a comunidade”, conta. 

 

Festa de Casamento em Gramado, Gersy e Thereza Accorsi. Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich

Festa de Casamento em Gramado, Gersy e Thereza Accorsi. Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

O primeiro baile de debutantes na Sociedade Recreio Gramadense foi organizado na gestão de Gersy Accorsi. “O salão estava decorado com uma linda cerejeira. Reproduziram um “Jardim Japonês” que ficou um encanto!! O que tinha de máximo em termos de dedicação e capricho era feito na Recreio” diz Mari. As meninas que foram apresentadas à sociedade naquela ocasião foram: Maria Lúcia Zatti, Ana Maria Ruschel, Ginês Maria Perini, Elaine da Silva Reis, Ines Mari Soares de Oliveira, Iara Maria Klement, Susana Willrich, Marilia Daros, Elóide Verena Müler, Liana Maria Ferreira, Wanderlei Peccin, Franci Maria Zatti, Teresinha Lorenzoni, Margot Dal Ri, Ingrid Kati Schwingel, Arlete Bertoluci, Sílvia Wilrich, Marlene Tissot e Maria Tomazelli. 

 

 Primeiro Baile de Debutantes em Gramado. Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

“Ser uma menina da sociedade era muito importante, naquela época. Para freqüentar a boate, precisava primeiro debutar. Eu debutei dez anos depois, com 13 anos. Antecipei, para participar da boate. Era o auge dos Beatles”, recorda-se.

 

 Debutante Maria Helena Accorsi, 1973. Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

 Debutantes Recreio Gramadense, 1973. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

“Relembrar na Recreio, me remete à imagem da querida Sílvia Zorzanello, sempre incansável e batalhadora. Bailes clássicos, como o dos 60 anos da Recreio foi apresentado pelo casal de cerimonialistas Enoir e a Sílvia, entre tantos outros eventos sociais. A festa das hortênsias teve um intervalo durante uns dez anos, aproximadamente. Voltou na década de 80 com a ideia da Sílvia resgatando destaques das edições anteriores, reproduzindo o túnel de hortênsias e o desfile das rainhas”

 

 Festa de Aniversário 60 anos Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

Festa das Hortênsias, anos 80. Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich

 

“Tenho uma memória afetiva muito grande dos carnavais. Era o momento mais esperado. Minha mãe fazia as fantasias para mim. Desde os dois aninhos de idade eu já vinha no Carnaval. Cada ano, era um preparo, usei fantasias de Baiana, Fadinha e até Chiquita Bacana fazendo crítica ao imperialismo americano”.

 

 

 Carnaval Infantil Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Accorsi Willrich

 

Maria Helena Accorsi, Carnaval Infantil, anos 60. Recreio Gramadense. Acervo Pessoal Mari Willrich 

 

 Carnaval de Salão em Gramado, anos 80. Acervo Pessoal Mari Accorsi Willrich

 

Carnaval de Salão em Gramado, anos 80. Acervo Pessoal Mari Accorsi Willrich 

 

"Mari de Caco e Caco de Mari" no Carnaval de 1978. Acervo Pessoal Mari Accorsi Willrich

 

A história que a Mari conta e está muito presente em sua vida, é ilustrada pela foto que registra esse momento lindo. “O meu namoro com o Caco começou aqui. Foi uma noite muito especial, no carnaval de 1978 que a nossa química surgiu... Naquela noite, a amiga Liege Zatti, que consideramos nossa madrinha oficial, nos disse que nunca mais iríamos nos separar... Que formamos um lindo casal e que tinha certeza que nosso namoro daria certo! Enfim, casamos e nosso namoro de carnaval já ultrapassou uns 40 anos!"

 

Ike Koetz e Mari Willrich, "Relembrando" na Recreio. Foto: Rafael De Bacco

 

 

 

 

 

 

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